Falar Televisão

A revolução no cabo

Falar_Televisao 2012

Houve uma pequena alteração na rubrica. Agora, a opinião das sextas-feiras passou para as quartas. Apesar do novo dia, a opinião não muda. Continua firme e convicta como todas as letras que aqui se pode ler.

Seja bem-vindo ao Falar Televisão de quarta-feira!

O assunto em destaque é o cabo, o seu crescimento, e, mais propriamente, um canal em particular. Mas já lá vamos. Quem acompanha todas as novidades sobre televisão, de certo que, tem dado conta da evolução do cabo nos últimos tempos. Criar um canal de televisão já não é tão difícil como antigamente. Não é preciso um grande um grande orçamento. Nos últimos meses, surgiram o TVI Ficção e o +TVI, ambos da Media Capital, empresa dona da TVI. A estação de Carnaxide, também revelou que, até ao final do ano, vai criar mais dois canais: um ligado à música, e outro ligado ao cor-de-rosa, ao social. Muita tinta tem corrido sobre esta aposta no cabo dos canais generalistas. A verdade é que o futuro da televisão está no conjunto dos canais por cabo. O espectador tem, cada vez mais, o poder de escolha. Já não vê televisão por ver, vê o quer, o que gosta e o que lhe interessa. O cabo tem essa vantagem face aos canais generalistas: tem mais oferta e mais diversidade.

No próximo domingo, dia 17, chega mais um canal a casa dos telespectadores. Falo-vos da CMTV. A Correio da Manhã TV que, como o nome indica, vem de Correio da Manhã, o jornal diário mais vendido em Portugal. Pois bem, pelo que os diretores afirmam, já tinham na mira criar um canal de televisão há algum tempo. Contudo, só agora, em 2013, é que surgiu essa oportunidade. Contém informação e entretenimento (só falta mesmo ficção. Quem sabe, um dia…). À partida, pensava que era um canal puramente de informação, até porque a sua posição, 8 (a seguir à SIC Notícias no 5, RTP Informação no 6 e TVI24 no 7) quase que dava a entender isso mesmo. Mas não. Será um canal quase generalista, com mais destaque para a informação. Contém, também, caras bem conhecidas do público português, a título de exemplo, José Carlos Castro (TVI), Andreia Vale (SIC), Maya (SIC), Nuno Graciano (SIC), Marcos Pinto (TVI24), Miguel Fernandes (TVI24) entre muitos outros. O que a maioria dos espectadores não sabem é que há um vasto leque de profissionais ligados à coordenação, edição, realização que também vestiam a camisola TVI e SIC. A aposta foi de tal forma intensa que muitos decidiram mesmo trocar a camisola. Isto dá que pensar…

Todo o meio está de olhos postos neste, quase, recém-canal do cabo. Até porque, segundo o diretor do CM Octávio Ribeiro, a CMTV tem o prazo máximo para chegar à liderança, em relação aos canais portugueses do cabo, até três anos. Estas declarações têm muito que se lhe diga! Quem afirma uma coisa destas sabe, ou devia saber, o que está a dizer e que produto tem em mãos.

Quem possuí a operadora MEO, poderá no dia 17 acompanhar a estreia e, a partir daí se gostar, continuar a acompanhar. Será que vai surpreender ou desiludir? Uma resposta que, da minha parte, só pode ser dada daqui a uma semana. Cá estarei para vos dar a minha opinião após os primeiros três dias de emissões da CMTV.

Marcamos encontro para quarta-feira. Até lá!

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4 Comentários em "A revolução no cabo"

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leo
Visitante

para mim o CMTV vai ter muitas boas audiençias

Pedro R.
Visitante
Parabéns pelo artigo, levanta questões bastante pertinentes, quanto a mim. Dois pontos: Relativamente ao futuro da televisão ser no cabo, concordo. Será também na internet. Mas as generalistas (e as outras empresas a operar no cabo) terão de ter em atenção alguns aspectos relacionados com a questão da hiperescolha, da excessiva extensão de uma marca-mãe e a rendibilidade de um mercado com 5 milhões de consumidores cabo. Não vale a pena criar canais que apenas servem de peões num jogo de xadrez. Cada canal criado pela SIC foi criado para ser um ‘cavalo’ ou um ‘bispo’ dentro de um mercado… Read more »
vendeira
Visitante

Approvea

Marcos Rocha
Visitante

Obrigado, Pedro R. Em relação ao que disseste, não tenho nem um ponto a acrescentar.

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