Falar Televisão

A nova casa do «5»

Deve ter sido um dos regressos mais aguardados dos últimos tempos… e ontem terminou essa «ansiedade»: estreou a quinta temporada de «5 Para a Meia-noite»! Agora, numa «nova casa», com dois novos apresentadores e novos grafismos… mas há coisas que não mudam!

Agora na RTP1 (porquê?), o programa voltou num novo estúdio: o atual é maior, o cenário deve ser o triplo do anterior e há mais bancadas para o público. Mas isso tudo será positivo?! Em relação ao novo cenário, gosto, é bonito e moderno, mas não o acho atrativo: o anterior era mais acolhedor, mais familiar, numa linha mais jovem (ao contrário deste que é frio, escuro e pouco simpático). O facto de ser bastante grande e espaçoso, também não faz do cenário o ideal. Que sentido faz ter um cenário enorme se, depois, a conversa e todo o programa se centra num só sítio? Acabam por distanciar o centro, onde se conversa, dos restantes elementos do cenário e do público presente… E esta distância acaba por tornar todo o formato menos intimista. Já para não falar que ver-se, de fundo, através das janelas, uma cidade, é demasiado «Nico à Noite» ou «Herman 2012»; não havia necessidade e já está mais do que visto!!!

O genérico foi o lado positivo do programa. O atual é bem melhor que o anterior! Está engraçado, criativo e rompe com os genéricos anteriores (e era fundamental, já que mudaram de canal e de cenário). O mesmo aconteceu com os oráculos (totalmente diferentes) e restantes grafismos (alguns mais modernos face aos criados anteriormente).

Já em relação ao programa de ontem, sob a condução do «Boinas», seguiu a linha do que vimos durante as temporadas anterior (se bem que com menos rubricas, a não ser a «Tinta Fresca»). O Luís Filipe Borges esteve como «peixe na água» no seu novo dia (depois de ter conduzido o formato às sextas-feiras durante três temporadas e depois de ter passado pela terça-feira na temporada passada) e o contrário não seria de esperar. A ida do Miguel Guilherme ao programa foi um tanto irrisória; nem deveria ter sido considerado convidado, quando foi lá, basicamente, para promover o seu espetáculo. Quem, realmente, foi o convidado da noite (ou, melhor, «a convidada») foi a Sandra Felgueiras. A conversa (é sempre mais uma conversa que uma entrevista, tal é o estilo descontraído do formato) foi interessante, animada e agradável de se ver. Só foi pena, de um momento para o outro, a conversa parecer mais a continuação da campanha de descontentamento da RTP face à GfK!

Hoje surge o mesmo formato, mas um programa diferente. Vai-se estrear, no «5 Para a Meia-Noite», o José Pedro Vasconcelos. Admito que o mesmo «não me diz nada», não acho que tenha carisma e não percebo a aposta nele para o programa (o Nuno Markl é outro com quem não engraço, mas admito que tem piada, que sabe o que diz, que tem perfil para o programa e deverá sair-se bem). Fico agora a aguardar para ver o regresso do Pedro Fernandes e do Nilton, quinta e sexta-feira, respetivamente.

Entretanto, vou ficar a tentar perceber a necessidade do formato ter mudado da RTP2 para a RTP1 (Mais dinheiro? Sim, talvez, mas qual a necessidade? Visivelmente, a nível de produção, não houve grandes alterações, a não ser em relação ao cenário/estúdio!). Acho que a nível audiométrico o programa não vai alcançar valores mais altos que aqueles que fazia anteriormente (até porque, àquela hora, a RTP1 não fazia valores muito mais altos; agora só se torna mais competitiva). O que perdeu, quanto a mim, foi o seu ar (quase) elitista, de programa da RTP2 que é só visto por um determinado público (mesmo que não o fosse!), neste caso, um público mais jovem. De qualquer das formas, independentemente da «casa» onde é exibido, é de louvar o regresso do formato… e ainda bem que se vai manter no ar por mais 6 meses!

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