Falar Televisão

A “guerra” vai começar…

A batalha entre Catarina Furtado, Bárbara Guimarães e Teresa Guilherme está prestes a começar. A Voz de Portugal, a segunda temporada de Peso Pesado e da versão portuguesa de Secret Story vão ser os grandes trunfos das generalistas a partir de setembro e, como tal, os telespetadores terão de escolher o seu concurso favorito.

O que me leva a escrever neste Falar Televisão não se centra nos aspetos positivos e negativos de cada formato, mas sim na forma como os profissionais do mesmo se irão apresentar ao público. Por outras palavras, na RTP1 teremos uma Catarina Furtado calma e serena, ciente da qualidade do seu projeto, sem a pressão das audiências, mas com o objetivo de agradar a uma determinada fasquia de telespetadores. Em Carnaxide, Bárbara Guimarães tentará afastar o fantasma de Júlia Pinheiro, criando o seu próprio espaço junto do esforço, da amizade e das histórias dos concorrentes da versão portuguesa de The Biggest Loser. Por fim, e na TVI, Teresa Guilherme terá do seu lado o trabalho que desenvolveu no reality-show Big Brother. Para além disso, o facto de ser conhecida por “casamenteira” e, de certa forma, companheira dos participantes deste tipo de formatos, será outro dos aspetos a seu favor.

Assim, teremos aqui três diferentes tipos de apresentadoras, com diferentes tipos de formatos. Se os telespetadores preferirem escutar o talento de outros portugueses, então a opção será sintonizar A Voz de Portugal com Catarina Furtado. Por outro lado, se os fãs de Peso Pesado não quiserem perder a nova temporada do reality-show, então Bárbara Guimarães será a melhor opção, assim como as surpresas e histórias que estão a ser preparadas e selecionadas para esta edição. Por fim, se o gosto do telespetador passar por acompanhar a vida de concorrentes que tentarão alcançar o estrelato, criar empatia junto dos portugueses e, já agora, desenvolver atritos, intrigas e uma novela que envolva a amizade, o amor e o sexo, então a Casa dos Segredos e Teresa Guilherme serão a solução.

Qual será o vencedor desta “guerra”? É preciso cautela a anunciar o primeiro lugar, e a afirmar que o nosso trabalho será melhor do que o de outros. Os tempos são outros, as realidades são diferentes. Na minha opinião, uma grande parte dos telespetadores quererá acompanhar os três formatos, contudo só um será o preferido. Teresa Guilherme leva, sem dúvida, a vantagem. No entanto, não é de menosprezar o facto de esta já não ser a cara que muitos telespetadores adoravam há algum tempo. A sua entrevista à TV 7 Dias prova isso mesmo, prova que o seu objetivo não passa apenas por fazer um bom trabalho, mas igualmente por vencer concorrência, o que é aceitável. O que é mais problemático é a sua sede de vingança em relação ao terceiro canal.

É preciso cautela, porque o propósito de cada um dos programas passa por criar um bom espetáculo ao telespetador. Se isso não for conseguido, então por mais audiências que se alcancem, ele nunca ficará na história da televisão portuguesa.

Para terminar, quem é que está satisfeito com a oferta televisiva dos últimos tempos, baseada em repetições, talk-shows com as mesmas histórias e novelas intermináveis?

Venha o espetáculo!

  • Agora tocaram no ponto certo. Tereza Guilherme já não é a mesma senhora que milhões adoravam à 10 anos

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