Falar Televisão

A Ferro e Fogo

Falar Televisão

Grande foi o meu espanto quando neste final de tarde me deparo com as notícias que dão conta do desconvite, no próprio dia, da escritora e cidadã portuguesa Rita Ferro Rodrigues que se ia apresentar com o seu primeiro romance no talk show da RTP, 5 Para a Meia Noite.

A RTP, que desconsiderou assim da forma mais vil e deselegante a cidadã, dona, como todos nós da própria RTP de participar no programa da estação estatal. A mesma televisão pública que deveria garantir o pluralismo, a língua, a cultura e a coesão nacional. Uma televisão que por diversas vezes deixou de se afirmar como uma alternativa às televisões privadas, e perdeu legitimidade.  Uma televisão que rompeu com as suas singularidades, desvirtuou o seu papel  e afirmou-se como um objecto de troca mercantil.

Há muito que pensei que esta RTP tinha mudado e deixado de aspirar a ser um operador privado quando devia complementar o interesse publico. A televisão pública como eu a conheço devia estimular a imaginação, o pensamento crítico, a cultura e não apagá-los. Que se seguiam os pedidos de desculpas, os comunicados inócuos, porque este episódio, eu, como muitos portugueses, jamais esquecerei.

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