Cine-Opinião

«Total Recall – Desafio Total»

Fora de Série2012

 

Esta semana estou de volta com o remake do famoso “Desafio Total”!

Apesar da sua vida pacata e do casamento feliz com Lori (Kate Beckinsale), Douglas Quaid (Colin Farell) é um homem insatisfeito. Para fugir a uma vida que considera excessivamente normal e desinteressante resolve contratar os serviços da Rekall, empresa especializada em viagens mentais. Ali são implantadas recordações vívidas de situações fabricadas. Porém, quando o procedimento corre mal, ele vê-se envolvido numa conspiração onde a realidade e a ficção se misturam e onde nada parece fazer sentido. Para o ajudar apenas poderá contar com a ajuda de Melina (Jessica Biel), que ele próprio suspeita não ser mais do que algo criado pela sua imaginação. Vinte e dois anos após estreia do filme de Paul Verhoeven, com Arnold Schwarzenegger, Sharon Stone e Rachel Ticotin nos principais papéis chega-nos uma nova versão do famoso filme dos anos 90.

Grandes expetativas delineadas para este filme uma vez que a sua versão anterior era de grande sucesso, quando “Desafio Total” estreou em 1990, Schwarzenegger era o senhor de Hollywood e Paul Verhoeven vivia ainda sob o sucesso de “Robocop”. Estavam reunidas todas as condições para um filme bem sucedido, um argumento futurista, uma estrela de topo e com efeitos especiais atraentes tendo em conta a época do mesmo.

Não será uma obra prima do cinema mas foi um enorme sucesso de bilheteira e conquistou o seu lugar na memória cinematográfica de muitos de nós. Atualmente em Hollywood, tudo é um “remake” de algo que foi feito no passado (geralmente com êxito) eis “Desafio Total” nos ecrãs portugueses novamente.

A base do filme acaba por ser a mesma que há vinte anos atrás. Quaid é um simples trabalhador do futuro, com uma vida com determinados hábitos. Disposto a criar novas memórias acaba por ir parar a uma empresa chamada Rekall, que tem por missão implantar novas e estimulantes memórias e Quaid acaba por ser apanhado numa nova dupla realidade sobre quem realmente é.

O realizador desta feita segue um caminho totalmente diferente de Verhoeven, acaba por dar ao filme uma maior rigidez ou seja, não há um único toque de humor ao longo da ação, tendo em conta que várias gerações já estão familiarizadas com o argumento e sobre o que esperar do filme, acaba por estar dentro do expectável.

Em termos comparativos, este novo “Desafio Total” perde face ao seu antecessor, nomeadamente em termos de carisma. É um bom filme de ação, com sequências bem feitas, efeitos especiais q.b. mas com personagens dúbios e sombrios que não acrescentam nada ao argumento original.

Colin Farrell não desilude como herói de ação embora não tenha a “magia” de Schwarnegger, Jessica Biel acaba por ter uma presença imaculada ao longo de todo o filme mas também não tem nada de marcante enquanto personagem. Os vilões têm muito mais a dizer nesta sequela, Kate Beckinsale surge no papel que fora de Sharon Stone anteriormente e não deixa nada a desejar à antecessora mostrando fibra de má da fita e Bryan Cranston também não desilude.

Tendo em conta o fator remake deste “Desafio Total” e o tom de seriedade acaba por ainda assim ser um bom filme de ação e com alguns pontos interessantes.

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