Cine-Opinião

«The Odd Life of Timothy Green»

cine opiniao 2012

Quando Timothy (CJ Adams) entra, magicamente, na vida de um casal, esta nunca mais será a mesma. Os dois serão «forçados» a aprender o que é ser pai.

«The Odd Life of Timothy Green» conta-nos a história – mágica, como a Disney nos habituou – de um casal com um problema que os tem atormentado: não conseguem ter filhos. A história, narrada pelo casal ao serviço de adoção, é uma constante ida e vinda no tempo, mas a trama principal, digamos assim, situa-se no passado. Tudo começa quando Cindy (Jennifer Garner) e Jim Green (Joel Edgerton) regressam a casa após uma consulta com uma notícia devastadora: Cindy não consegue engravidar mesmo recorrendo a técnicas artificiais. Já em casa, num momento de desespero, para alegrar Cindy, Jim sugere que, pela última vez, idealizem o filho que gostavam de ter. Durante a noite, enquanto bebem vinho, divertem-se a escrever, em folhas de um bloco de notas, característica a característica do filho ideal (desde «honesto» a «marcador do golo da vitória»). No final, guardam as folhas numa caixa e enterram-na no seu quintal. Durante a madrugada, os dois acordam com um trovão e deparam-se com um rapaz, sujo de terra, num dos quartos. O rapaz apresenta-se como Timothy e, mais tarde, apercebem-se que é fruto das características que enterraram durante a noite. Porém, Timothy não é um rapaz tão normal como idealizaram, há nele algo que não é muito habitual nas crianças: tem folhas nas pernas.

Ao longo dos 100 minutos do filme, Cindy e Jim descrevem todos os pormenores da sua incrível experiência em serem pais de um rapaz especial. Diversas são as vezes que o filme nos permite esboçar um leve sorriso de satisfação, uma gargalhada, por vezes. Há, contudo, durante toda a trama um aspeto que provoca uma sensação de preocupação no espectador. Embora desde início tenhamos uma visão geral do que poderá ser o final, não fosse a trama principal uma recordação das personagens, mas nem por isso essa sensação de «algo mau vai acontecer» deixa de estar presente.

Quanto ao final… não é um GRANDE final, mas um grande final – leia-se «um final adequado para a história»-, capaz de nos deixar com um sorriso na cara, mas uma lágrima no canto do olho. E por mais incrível e inacreditável que possa ser, terminado o filme o espectador sente-se contente, mas triste. Uma antítese, eu sei. Se é possível? Creio que sim, mas nada melhor que o leitor ter a sua própria experiência ao ver o filme. Comece, então, pelo trailer que disponibilizamos em baixo e o Cine-Opinião regressa para a semana, como habitualmente.

«The Odd Life of Timothy Green» – «Quando o conhecer, nunca mais será o mesmo»

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