Cine-Opinião

Rise of the Planet of the Apes

Acabadinho de estrear, Rise of the Planet of the Apes chega agora ao Cine-Opinião, na crónica sobre cinema d’A Televisão. Vamos ao que interessa, mas primeiro a ficha técnica.

Ano: 2011

Nome em português: Planeta dos Macacos: A Origem

Estreia em Portugal: 11 de agosto de 2011

Género: Ficção científica, ação, drama

Elenco: James Franco, Freida Pinto, John Lithgow, Brian Cox, Tom Felton, David Oyelowo

Realização: Rupert Wyatt

IMDB

Trailer:

Rise of the Planet of the Apes é uma história simultaneamente de compaixão e de abuso de poder. A narrativa começa com Will (James Franco) a tentar achar uma cura para a doença de Alzheimer, motivado pelo diagnóstico do pai (John Lithgow). Contudo, essa busca acarreta a realização de experiências em macacos que acabam por os alterar de forma inesperada e contribuir para a revolta dos macacos.

Muito acontece neste filme, oferecendo uma perspetiva global daquilo que é a relação entre Will e o macaco Ceasar. Quando era apenas uma pequena cria e depois de terem sido mortos os outros macacos que eram utilizados nas experiências, Will decide tomar conta de Ceasar como se de um animal de estimação se tratasse, mas talvez mais do que isso, como um amigo.

O que assistimos é a uma dualidade entre a aproximação de Ceasar à humanidade mas também a luta que trava para fugir à sua natureza. É que, de facto, se é fascinante as capacidades que os macacos têm (afinal nós descendemos deles), também é verdade e tem de ser aceite que a sua natureza não pode ser alterada de forma artificial, como é o caso neste filme.

Neste sentido, existem diversas temáticas e questões que temos de encarar durante a trama, tais como a utilização de animais em experiências e os efeitos secundários que podem advir desse facto. Sobretudo, o que se destaca é a questão ética de fazer tudo o que for preciso para salvar as pessoas que amamos, o que acaba por se tornar numa obsessão. Mas por outro lado existe também o abuso dos animais para fins puramente comerciais. A nobreza de certas ações pode ser manchada pela ânsia do lucro.

Assim, acaba por se gerar uma guerra entre humanos e macacos. Estes últimos revoltam-se contra os abusos por parte dos humanos, embora usufruam das consequências das experiências de que foram alvo. Na verdade, é uma guerra apenas para que possa existir paz entre ambas as espécies, isto é, uma luta pela liberdade.

Rise of the Planet of the Apes acaba por ser um filme muito rico, que consegue cativar os espectadores. Tem momentos muito dramáticos, divertidos e tem uns efeitos especiais soberbos. O elenco está muito consistente e, o principal, os macacos, estão realistas e adoráveis (se me é permitido dizer e embora, por vezes, agressivos). Uma grande produção que merece ser vista. Aconselho vivamente e prevejo que aqueles que não gostam de macacos, provavelmente vão passar a gostar.

Bons filmes. E para a semana há mais um Cine-Análise.

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