Cine-Opinião

“Proof”

Sempre me fascinou poder conhecer génios das mais variadas áreas, quer seja da Matemática, das Ciências, Engenharia, Desporto, entre tantas outras. Não só pela riqueza e conhecimento que nos podem oferecer, mas também por conhecer um pouco melhor as suas personalidades. “Proof” é um filme interessante desse ponto de vista, embora seja de 2005.

“Proof” conta a história de um brilhante matemático – ‘Robert’ (Anthony Hopkins) que tem uma filha que tenta lidar com a sua inteligência fascinante, mas também com os seus distúrbios mentais. Este papel é desempenhado por Gwyneth Partrow (“Catherine”). Na realidade, é da perspetiva de “Catherine” que acabamos por engrenar numa viagem alucinante em que nos é difícil dizer o que é real e o que é uma mera alucinação.

De facto, a hereditariedade de algumas doenças acaba por ser abordada neste filme, pois “Catherine” receia estar a sentir alguns dos sintomas de loucura do seu pai. Contudo, é na inteligência que demonstra, mas que é tão natural como a insanidade de ambos, que ela conhece “Harold” (Jake Gyllenhaal) um jovem estudante que tenciona aprender com o seu pai, mas que acaba por se envolver com “Catherine” (sim, seria de esperar).

Embora exista algum tipo de linearidade na história, ou seja, um drama romântico em que as surpresas aí não são muitas, a luta que “Catherine” tem de enfrentar para tentar gerir a sua vida e os seus sonhos é interessante. Todos os génios são um pouco loucos, suponho, e talvez por isso frequentemente seja difícil lidar com eles. Em “Proof” acabamos por conhecer este mundo, em que a realidade não é o que parece e em que a loucura pode trazer mais benefícios em termos científicos do que a sanidade mental. Como podemos pensar “out of the box”? Certamente, perdendo qualquer tipo de preconceções que tenhamos. É desta forma que se descobre, que se inova, que se cria.

“A realidade depende da perceção de cada um”, dizia alguém na série “Fringe”. E, neste caso, é mesmo. “Proof” faz-nos questionar com frequência o que é real e o que não é, fazendo-nos repensar algumas das nossas visões dos génios da história da Humanidade, talvez. Tal como já referi, “Proof” é um filme bastante interessante para quem aprecia a temática das doenças mentais e, por consequência, de criações geniais. Não diria que é um “A Beautiful Mind”, protagonizado por Russell Crowe, mas é um bom filme e que vale a pena ver, quanto mais não seja porque também tem um elenco excecional e cujos desempenhos são irrepreensíveis.

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