Cine-Opinião

O Deus da Carnificina

Estou de volta em 2012 desta vez com o novo filme de Roman Polanski “O Deus da Carnificina”

Título original: Carnage

De: Roman Polanski

Com: Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C. Reilly, Eliot Berger

Género: Comédia Dramática

Classificação: M/12

Outros dados: ALE/POL/FRA, 2011, Cores, 79 min.

Links: http://www.sonyclassics.com/carnage/

Trailer

Sinopse

Os casais Longstreet (Jodie Foster e John C. Reilly) e Cowan (Kate Winslet e Christoph Waltz) encontram-se para resolver uma briga entre Zachary e Ethan, os seus filhos de 11 anos. Porém, se ao princípio tudo parece correr civilizadamente, à medida que a conversa se desenvolve, um problema mais ou menos insignificante começa a tomar novas proporções, com os quatro a revelarem mais infantilidade do que os seus próprios filhos que, teimosamente, não cessam de defender. Mas será que, em algum momento, um deles será capaz de agir como um adulto e parar aquela “carnificina”?

Realizado por Roman Polanski, uma comédia dramática sobre o comportamento humano, baseada na aclamada peça de Yasmina Reza.

 Crítica

Dois casais nova-iorquinos que se reúnem em casa de um deles, para discutirem, muito civilizadamente, uma história que envolveu os filhos pequenos de ambos. O verniz estala, evidentemente, a “civilização” desaparece à medida que os impulsos tomam conta da situação, os impulsos irracionais mas também os racionais.

Eis o mote para o novo filme de Roman Polanski que é um mestre a incomodar pessoas em geral, isso é um facto. Desta vez ele questiona e põe em causa o nosso papel enquanto seres racionais integrados numa sociedade civilizada. Acabamos por nos identificar com as personagens uma vez que estas acabam por refletir a realidade, a mesquinhez, a hipocrisia e a falsidade. Podemos contar neste filme com uma comédia que nos vai arrancar gargalhadas pelo facto de ser tão plausível e pelo facto de estarmos efetivamente a olhar para um espelho e a rirmos de nós próprios.

O registo do filme poderia tornar-se monótono, pelo facto da ação se passar no mesmo local, o que acaba por não acontecer devido ao brilhantismo dos quatro atores que nele entram para dar vida a personagens rotineiras e de susceptibilidades muito próprias. Em suma um filme sobre a natureza conflituosa dos seres humanos no qual o génio de Polanski acaba por criar uma espécie de claustrofobia com um elenco de sonho. A não perder.

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