Cine-Opinião

«Men In Black 3»

cine opiniao 2012

O primeiro filme de «Men In Black» foi lançado no ano de 1997 foi um sucesso comercial muito bem recebido pela crítica. Longe da genialidade do primeiro a sequela não fez o sucesso esperado e a genialidade do primeiro perdeu-se no híato entre os dois filmes. 10 anos chegaram para receber e planear o episódio final da trilogia.

Independemente do sucesso do primeiro filme, «Men In Black» não passa de uma comédia muito divertida onde tiros e piadas se fundiam entre si numa simbiose perfeita que levou à ascensão de Will Smith dentro do género.Mas o que é demais enjoa e no segundo filme, o foco exagerado nas piadas descurando o argumento e as suas personagens acabou por se revelar uma grande trapalhada deixando a franquia quase condenada ao fim.

Dez anos depois,o tempo poderá ter feito bem aos fãs e simpatizantes da história, que terão esquecido o desastre da sequela. O realizador norte-americano volta a juntar o ‘Agente K’ (Tommy Lee Jones) e  o ‘Agente J’(Will Smith) numa clara tentativa de voltar a casar os dois atores de forma a trazer a  empatia perfeita ao grande ecrã. Mas melhor não significa necessariamente bom. Tommy Lee Jones, que surpreendentemente aparece tão pouco no terceiro episódio, e Will Smith entregam-se às suas personagens, criando no espetador a sensação de conhecer as personagens há muitos anos.

O argumento de «Men in Black 3» é de tal forma improvável que os dez anos que levaram a produtora a lançar o filme se mostram uma autêntica nulidade e uma perda de tempo. A falta de novidades e as adendas que foram adicionadas ao terceiro filme não trazem nada de novo ou inédito. A viagem do tempo apesar de se apresentar como um conceito gasto é de alguma forma bem introduzida no meio de um argumento atabalhoado. O vilão cómico,’ Boris, The Animal’ é um extraterrestre muito perigoso que foge da sua prisão de segurança máxima na lua e decide vingar-se do agente que o prendeu e lhe tirou um braço, há mais de 40 anos: o ‘Agente K’.

Para matar ‘K ‘o vilão usa um dispositivo que permite viajar no tempo mas quando o seu companheiro o ‘Agente J’ se apercebe do que se passou, volta também ele ao passado, decidido a impedir que o seu plano tenha sucesso e o ‘Agente K’ não seja apagado da história para sempre. É por entre tantos clichés e piadas amorfas que chegamos à melhor parte do filme.

O desempenho de Josh Brolin como o jovem ‘K’, em 1969, é impressionante. Brolin captou de forma brilhante  todos os tiques e maneirismos de Tommy Lee Jones, elevando a fasquia de um filme descontraído e displicente.

A química entre Brolin e Will Smith não salvam uma trama confusa  e inconstante com muitas pontas soltas longe do carisma do primeiro e melhor que o segundo mas a anos luz de ser um bom filme.

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