Cine-Opinião

Meia Noite em Paris

 

Esta semana regresso com o novo filme de Woody Allen, Meia Noite em Paris!

 

 

Título original: Midnight in Paris

De: Woody Allen

Com: Kathy Bates, Adrien Brody, Carla Bruni, Marion Cotillard, Rachel McAdams, Michael Sheen, Owen Wilson

Género: Comédia, Romance

Classificação: M/12

Outros dados: ESP/EUA, 2011, Cores, 93 min.

 

Trailer

 

Sinopse

Gil e Inez (Owen Wilson e Rachel McAdams) estão noivos e de visita a Paris. De casamento marcado, eles têm ainda algumas dificuldades em acertar agulhas no que diz respeito à vida em comum. Ele é um argumentista de Hollywood com “síndroma da Idade de Ouro” que sonha viver em Paris e escrever o romance da sua vida seguindo os parâmetros dos grandes escritores da história da literatura. Já ela é uma mulher pragmática que aspira a uma vida estável e luxuosa em Malibu, nos EUA. Uma noite, embriagado pela beleza da cidade (e algum vinho), Gil perde-se na cidade e vive a mais extraordinária experiência da sua vida num encontro com personagens que ele julgava existir apenas nos livros e que o farão reformular toda a sua existência.

Uma comédia romântica que marca o regresso de Woody Allen ao seu registo habitual, e que conta ainda com as participações de Marion Cotillard, Léa Seydoux, Carla Bruni, Michael Sheen, Kurt Fuller, Kathy Bates e Adrien Brody.

 

 

Crítica

Importa dizer que “Meia-Noite em Paris” é o melhor filme de Woody Allen em muitos anos (desde “Match Point”). Quem conhece os seus textos humorísticos reconhecerá em “Meia-Noite em Paris” referências a alguns deles, nesta história de um americano em Paris, fascinado pelo passado mítico da cidade, que um táxi mágico transporta até aos anos 1920. O jogo de passados e presentes que o realizador encena com humor tão típico dele, com Gil Pender (Owen Wilson como o mais recente alter-ego Alleniano) a encontrar (e a pedir conselho a) Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Dali ou Picasso, é resolvido em favor do presente, aligeirando a amargura recente dos últimos filmes com uma serenidade discreta e um optimismo que sugere que tudo pode dar certo.

“Meia-Noite em Paris” é um filme completamente brilhante de um realizador que, de alguma maneira acabou de fazer as “pazes” com o mundo e se concentra naquilo que realmente interessa, com uma elegância e um humor que já não víamos em Allen. E se, como se diz a certa altura no filme, o trabalho de um artista é “não sucumbir ao desespero”, Allen recusou-se a fazê-lo. E sim, o resultado é o seu melhor filme desde “Match Point”.

 

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