Cine-Opinião

Hanna

Hanna

Título original – Hanna

Data de Estreia: 07/07/2011 (Portugal)

Realizador– Joe Wright

Argumento – Seth Lochhead, David Farr

Com – Eric Banna, Cate Blanchett,  Saoirse Ronan

Produtora/Distribuição – Focus Features

Género – Acção, Crime, Thriller

Classificação M/12

País – EUA, 2010

Duração – 1h51m

Trailer:

Hanna Heller (Saoirse Ronan) é uma adolescente incomum. Foi criada pelo pai Erik (Eric Bana) um ex agente da CIA, numa floresta deserta na Finlândia, sem acesso a electricidade ou a qualquer tipo de tecnologia, apenas com um livro de contos infantis dos irmãos Grimm e uma enciclopédia cujas definições decorou avidamente.

Desde os 2 anos que é treinada por este para ser um verdadeiro soldado de combate. O que Hanna não imagina é que foi geneticamente manipulada para perder todo e qualquer tipo de emoção, para ter os músculos mais fortes do que um humano comum, ou seja, para ser uma máquina de matar perfeita. Isto atraiu a atenção de um grupo de agentes implacáveis liderados por Marissa Wiegler (Cate Blanchett) que quer a todo o custo matar o agente insurrecto e a prova viva do programa de manipulação que criara anos antes. Hanna sabe que é uma presa, mas encontra-se longe de ser indefesa. Seguindo à risca o plano que o pai (ex recruta de possíveis gestantes) elaborou, Hanna vai fugir da Finlândia, para se encontrar com ele em Berlim (Alemanha), a cidade natal da sua mãe biológica. A jovem de 16 anos não tem outra solução. Adaptar-se ou morrer, é a única opção.

 

Eric Banna está igual a ele mesmo e cumpre satisfatoriamente o papel de ex agente que nunca perdeu verdadeiramente os modos de alerta da sua função. Cate Blanchett mostra-se perfeita na pele da agente cheia de tiques autoritários e arrogantes e obsessiva, obcecada com a ideia de perfeição. Contudo, quem marca o filme é Saoirse Ronan, a jovem actriz estrela que nos prende ao ecrã com os seus olhos azuis, glaciais, distantes. A tensão que cria, principalmente a nível da sua expressão corporal é o ponto nevrálgico deste filme e já não se conhecia semelhante desde “Léon, O Profissional”, com a então jovem promessa Natalie Portman. A dualidade trabalho (missão) lazer (diversão) é conseguida de forma muito subtil, através de mímica, de locais (mais acolhedores, quentes e aprazíveis).

A jovem actriz Jessica Barden, enquanto amiga fugaz da adolescente, também cumpre muito bem a sua função de aligeirar a tensão narrativa, e as suas falas provocam bons momentos de gargalhadas. Hanna é um filme de acção comum. Previsível e fácil de seguir, não tem grandes twists de enredo.

Apesar do seu enorme potencial, acaba por não cumprir na totalidade os seus objectivos ambiciosos, contudo para uma boa dose de adrenalina, intercaladas com alguns cenários dos contos de fadas, é o filme ideal para um dia de fim de praia.

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