Cine-Opinião

Contágio

 

Aquilo que parece uma simples infecção, é na verdade uma ameaça mortal.
Um teste à capacidade de sobrevivência da Humanidade, esta semana no Cine-Opinião.

 

 

 

Data de estreia: 2011-10-13
Título Original: Contagion
Realizador: Steven Soderbergh
Actores: Gwyneth Paltrow, Jude Law, Kate Winslet, Laurence Fishburne, Marion Cotillard, Matt Damon
Produção: Warner Bros
Distribuidora: Columbia Tristar Warner
País: EUA
Ano: 2011
Género: Thriller
Classe Etária: M12
Duração (minutos): 106
IMDb: http://www.imdb.com/title/tt1598778/

 

 

Trailer

 

Pouco depois do seu regresso de uma viagem a Hong Kong, Beth Emhoff (Gwineth Paltrow) morre daquilo que parece ser uma simples infecção, porém inexplicável pelos médicos. Passado alguns dias, o seu filho mais novo morre também, no entanto, o seu marido, Mitch (Matt Damon) parece imune a esta misteriosa infecção.
Esta é a premissa para o inicio da propagação daquilo que afinal é um contágio provocado por uma infecção mortal, no qual, se torna literalmente uma questão de vida ou morte, identificar o tipo de vírus e a cura para o mesmo.

Nesta corrida contra o relógio que a cada minuto marca mais um foco de infecção, mas uma sociedade contagiada somos colocados nos mais variados pontos de vista relativamente aos efeitos do vírus: desde o comum cidadão, aos cientistas nos laboratórios, passando, ainda, pelos especialistas do Centro de Controlo de Doenças dos Estados Unidos da América.
A noção de que ninguém pode fugir, de que todos somos impotentes perante uma ameaça devastadora, está patente ao longo de todo o filme e vemo-nos a encarar “de frente” os acontecimentos diários resultantes deste contágio, assim como a velocidade a que se dissemina e sofre mutações.

Um elenco de luxo, uma fotografia espectacular e uma imersão repleta de intensidade são só algumas das características que pode esperar desta obra que acaba por envolver mais do que questões científicas, questões sociais, políticas e económicas, espelhando o mundo regido por interesses e posições de poder no qual vivemos. Desde a simples história de um blogger que tenta expor a verdade, à percepção da hierarquia no que respeita aos que são tratados ou não, este é um filme que constrói uma densa teia colocando a sociedade a nu, expondo o Ser Humano. Este último, que parecendo tão indestrutível, cai de joelhos perante uma ameaça tão letal.

Confesso que muitos poderão achar o filme parado e acrescento que não é um filme de terror. Sim, tem algumas sequências visualmente perturbantes, mas nem por isso nos faz saltar da cadeira. É, de facto, um thriller e um drama psicológico que nos faz sentir como se também nós estivéssemos no centro daquela epidemia mortal.

Apesar de tudo, devo acrescentar que esperava mais de um elenco tão bom. Estamos a falar de Gwineth Paltrow (Seven, Iron Man), Matt Damon (The Departed – Entre Inimigos, Ultimato), Laurence Fishburne (Matrix), Jude Law (Cold Mountain, Sherlock Holmes) todos juntos no mesmo ecrã. No entanto, parece que nenhum deles realmente entrou na personagem, parece quase uma falta de esforço ou empenho, o que na maior parte do tempo nos deixa a sentir pouca profundidade das personagens, das suas vidas, da forma como encaram todo o pânico que estão a viver.

Uma nova forma de abordar cinematograficamente uma crise epidémica na qual a humanidade se vê ameaça, sem qualquer dúvida, por isso recomendo esta lufada de ar fresco, digamos.
Não poderia deixar de terminar com uma feliz curiosidade: em todos os mapas que vão aparecendo ao longo do filme para nos mostrar a propagação da doença, Portugal nunca foi afectado!

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