Cine-Opinião

As Aventuras de Tintin – O Segredo do Licorne

Esta semana estou de regresso com o novo filme de Steven Spielberg, As Aventuras de Tintin – O Segredo do Licorne.

Título original: The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn

De: Steven Spielberg

Com: Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig, Nick Frost, Simon Pegg

Género: Animação, Comédia, Aventura

Classificação: M/6

Outros dados: EUA/Nova Zelândia, 2011, Cores, 102 min.

Links: http://cinema.sapo.pt/tintin/

Trailer

Sinopse

Depois de, numa feira de antiguidades, encontrar uma réplica de um velho barco designado por “Licorne”, o destemido Tintin (Jamie Bell) é arrastado para uma grande aventura em busca de algo inesperado. Ao investigar aquela miniatura, descobre o mapa de um tesouro muito antigo, frustrando os planos de Ivan Ivanovich Sakharine (Daniel Craig), um salteador que está convencido de que o jovem se terá aliado ao velho pirata Rackham. Com a ajuda de Milu, o seu fiel amigo de quatro patas, do capitão Haddock (Andy Serkis, o Gollum da trilogia “O Senhor dos Anéis”), um lobo-do-mar de péssimo feitio, e da dupla Dupond e Dupont (Simon Pegg e Nick Frost), dois polícias desastrados mas cheios de boas intenções, o repórter vai atravessar desertos e tempestades, na busca de um navio afundado, comandado por um antepassado de Haddock, que contém um valioso tesouro e uma terrível maldição.

Com realização de Steven Spielberg e produção de Peter Jackson e Kathleen Kennedy, o filme baseia-se na mais carismática personagem criada, em 1929, por Hergé (1907-1983), centrando a sua trama em três histórias independentes: “O Caranguejo das Tenazes de Ouro”, “O Segredo do Licorne” e “O Tesouro de Rackham, o Terrível”. Em versão animada, recorre às técnicas “performance capture” em 3D, que permite que os gestos e as emoções dos actores sejam reproduzidos nas suas personagens digitais.

Crítica

“As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne” é um dos filmes mais aguardados deste ano não só pelo fascínio que existe em torno da banda desenhada de Hergé que lhe dá forma, como pelo aguardado regresso de Steven Spielberg numa associação de produção com Peter Jackson.

A dificuldade incontornável que se punha neste caso era como dar vida a uma personagem que todos associamos a uma Banda Desenhada em papel? Spielberg fez isso de uma forma inteligente e com absoluta mestria, criou um universo visual que respeitasse as particularidades da história desenhada propriamente dita (traços, cor, imagem) integrando assim os atores neste novo universo moderno criando uma energia espetacular fazendo recordar mesmo o Spielberg da saga Indiana Jones.

Acabou por demorar a concretizar uma vez que Spielberg quis transpor Tintin para o cinema em 1982, demorou também porque Spielberg tinha dúvidas sobre a concretização do projeto através dos recursos tradicionais da imagem real. Com as novas tecnologias (digital e 3D) Spielberg consegue finalmente criar um mundo de fantasia com astúcia, com uma narrativa soberba e com um toque genial no que toca à parte humana.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tags

/* ]]> */

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. mais informações

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close