Audimetria Semanal

Audimetria Semanal (87)

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Boa noite. Seja bem vindo à octogésima sétima edição da Audimetria Semanal. Nesta noite de sábado continuo a destacar o que realmente brilhou em termos audiométricos durante os últimos sete dias. RTP1, RTP2, SIC e TVI são analisadas segundo o esquema que aqui apresentei nesta nova fase deste espaço.

Está preparado? Se sim, então sintonize-se, porque o comentário vai… começar!

O Destaque

54 anos passados e o Natal dos Hospitais continua a marcar a diferença no audiovisual português. Foi na última quinta-feira deste mês que a RTP1 apostou, uma vez mais, no formato já conhecido do público português, e o resultado foi exatemente o mesmo do passado: liderança absoluta.

A emissão decorreu no período da manhã e também ao longo da tarde, dividindo-se entre o Centro de Reabilitação de Alcoitão e o Hospital de S. João. Assim, o primeiro canal ganhou motivos para sorrir com uns estrondosos 3,5% de audiência média e 41,2% de share entre as 10h00 e as 13h00, bem como 7% de rating e 40,2% pontos percentuais de share até à hora de jantar.

Afinal, nem a crise parece ter movido a estação pública de transmitir esta tradição, continuando desta forma a apostar no que é nacional. Os resultados foram estrondosos, levando a RTP1 a alcançar uma média diária de 28% de share, muito superior à da concorrência e à da própria performance do primeiro canal nos restantes dias da semana.

Estás aí?

O desporto do segundo canal é constantemente destacado pela Audimetria Semanal contudo, e apesar disso, faz todo o sentido continuar a fazê-lo. Sempre que a RTP2 aposta na transmissão de um determinado conteúdo com este cenário, ainda por mais quando este se refere a uma competição europeia ou mundial, os lugares cimeiros do top dos dez programas mais vistos da estação contam obrigatoriamente com a presença dos mesmos.

Assim sendo, e nesta quinta e sexta-feira, a qualificação para o campeonato do mundo de futsal marcou a grelha do canal do Estado e os telespetadores. Tendo por base os valores obtidos nos dois dias em análise, as partidas registaram uma média superior a 4% de share (Portugal vs Lituânia alcançou 5,4%; Portugal vs França conseguiu 3,7%).

À hora em que a concorrência apostava nos noticiários que muita aderência recebem por parte dos portugueses, a RTP2 voltou a diferenciar-se, apostando na seleção nacional de futsal.

Tendo as partidas registado o primeiro lugar nos últimos dois dias, resta apelar o seguinte desejo: “Queremos mais!”.

Supresa

A vila de Óbidos recebeu, no passado domingo, mais uma festa da TVI, desta vez para dar a conhecer a todo o país, a vila Natal de Óbidos. A emissão especial com o mesmo nome esteve a cargo de Manuel Luís Goucha e Marisa Cruz que, ao longo de toda a tarde, mostraram algumas das tradições natalícias deste local histórico.

Foram todos estes os ingredientes que levaram a emissão de quase 3 horas a liderar. Em números, a Vila Natal de Óbidos obteve 7,4% de audiência média e 29,9% de share. Resultado este que fez com que o programa integrasse o top dos mais vistos de todo o dia.

Desta forma, esta é a prova provada de que as emissões especiais, transmitidas pela TVI, são um sucesso garantido e divertem milhares de portugueses durante as tardes de domingo. Será que no próximo ano esta continuará a ser uma estratégia por parte de Queluz de Baixo?

Veremos!

Out

Se, no passado, as repetições de CSI: Crime sob Investigação, conseguiam garantir as audiências da estação de Carnaxide nas primeiras horas da madrugada, atualmente não é isso que se tem verificado. Ao que consta, os telespetadores há muito se a perceberam que os episódios transmitidos não passam de meras “repetições de outras repetições”, levando-os a preferir a oferta televisiva dos canais temáticos. Por outro lado, e com a concorrência a aumentar a olhos vistos também por parte diário da segunda temporada da Casa dos Segredos com Iva Domingues, os bons resultados tornam-se difíceis de alcançar pelo terceiro canal.

Por exemplo, no dia de ontem, a produção norte-americana foi o décimo programa mais visto da SIC. Assim sendo, e à mesma hora, o formato de Queluz de Baixo alcançava os 4,7% de audiência média e os 33,7% de share, contra o 1,7% de rating e 12,9% de share da série em causa. Uma distância considerável que é justificada por uma decisão pouco inteligente.

Tendo por base esta previsível realidade, para quando apostar numa nova temporada desta série ou, então, na estreia de outra história neste horário? Passados tantos anos, parece que a direção de programas do terceiro canal ainda não entendeu.

Até para a semana!

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