Audiências à Lupa Rubricas

Audiências à Lupa: junho 2012

O mês de junho de 2012 marca a chegada do verão e eventuais adaptações das grelhas dos canais a esta época do ano. Será que se começa a refletir nos resultados? Vamos ver. Bem-vindo a mais um Audiências à Lupa, a rubrica original d’A Televisão que todos os meses analisa as audiências da televisão nacional.

Comecemos pela análise habitual dos valores ao longo do mês de junho.

Iniciando a nossa análise por cima, vemos que o Cabo continua destacado, mas sendo a SIC e TVI capazes de contrariar essa tendência inegável, em virtude da emissão dos jogos do Euro 2012 em que a seleção nacional participou.

De facto, junho foi um mês atípico, com picos de audiências estrondosos nos dias de jogo da seleção, sendo que a SIC foi a estação mais beneficiada pelo ‘calendário’ já que conseguiu emitir as meias-finais do torneio, batendo recordes de audiências da década passada. Deste modo, verificamos que as oscilações audimétricas foram enormes nas três generalistas, com a RTP a manter a tendência de descida e a registar valores tenebrosos. A SIC, essa, acaba por se manter quase sempre acima dos 20% e não muito distante da TVI, que se mantém na frente do pódio, com especial destaque para “A Tua Cara Não Me É Estranha”, como não podia deixar de ser. Por fim, importa referir que a RTP2 também tem vindo a ser afetada com a nova medição de audiências da GfK, sendo que agora raramente se aproxima dos 5%, sendo que regista valores geralmente constantes.

Vejamos a evolução dos fins de semana do mês de junho.

É interessante verificar que o Cabo ganha mais importância nos fins de semana, mas também que a TVI desce aos sábados e sobe aos domingos, por força do programa apresentado por Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira. Quanto à SIC, conseguiu manter valores em crescendo e relativamente constantes, mas por diversas vezes se posicionou abaixo dos 20% de share, sendo talvez o canal com menos oscilações dos três. Já a RTP1 teve valores excecionais no início do mês devido ao Euro 2012, mas depois apressou-se a cair no abismo que tem vindo a ser característico nos últimos meses. A RTP2, essa, mantém-se dentro dos seus valores.

Vejamos estes números em suma.

Ora podemos observar que a SIC e TVI estão relativamente próximas e aquele que era o domínio absoluto de Queluz de Baixo tem vindo a esmorecer, e muito. Isto tem sobretudo a ver com as novas apostas de Carnaxide ao nível da ficção, embora o entretenimento do canal já tenha visto dias melhores, muito melhores. Por outro lado, a RTP1 está mergulhada numa crise de resultados tremenda, que se agrava ainda mais aos fins de semana, tendo registado uns míseros 8,9% como mínimo do mês. Quanto à SIC, melhora substancialmente aos fins de semana, mas que teve a ver com o Euro 2012 que catapultou os resultados do canal (veja-se o máximo que atingiu). A TVI inverte um pouco esta tendência, já que teve uma média inferior aos fins de semana em junho, mas pela mesma razão e, sobretudo, porque teve azar no sorteio dos jogos. De facto, caso Portugal tivesse passado à final, os resultados não teriam sido bem assim.

Junho foi um mês que ficou marcado, essencialmente, por três eventos: o Euro 2012, que conseguiu bater inúmeros recordes de audiências; a estreia de “Dancin’ Days” que tem vindo a cativar cada vez mais os portugueses e a fazer frente à ficção da TVI; e, por fim, a consolidação do sucesso de “A Tua Cara Não Me É Estranha”, um projeto que se revelou mais bem sucedido do que eventualmente poderia ser de esperar, se bem que tendo a marca TVI, acaba por conseguir cativar mais os telespetadores. Deste modo, não tenho dúvidas que se, por exemplo, “ATCNMÉE” fosse exibido na SIC ou RTP não teria metade do sucesso que tem tido.

É por isso que digo que as marcas dos canais são fundamentais, como se de religiões ou clubes de futebol se tratassem, para o sucesso dos seus formatos. Não obstante esse facto, creio que nestes últimos meses se tem vindo a assistir a uma ligeira inversão ao nível das preferências dos telespetadores. Embora a TVI ainda se mantenha como a estação mais vista, a sua ficção tem vindo a perder alguma força e a SIC tem conseguido afirmar essa área da sua grelha. Porém, na área do entretenimento, é a estação de Queluz de Baixo que dá e volta a dar cartas, sem haver quem as consiga baralhar. “Ídolos” não conseguiu e vai precisar de um grande descanso. Se fosse emitido na TVI será que tinha sucesso? Creio que sim.

A luta pelas audiências está ao rubro, com erros a serem detetados à forma de medição da GfK, mas será que as alterações e melhorias implementadas terão impacto nos resultados? É provável e nós estaremos cá para lhe dar conta disso mesmo.

Analisar as Audiências à Lupa é só n’ A Televisão. Voltamos em breve com a análise de julho. Fique atento!

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