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Audiências à Lupa: ano de 2012

audiencias_lupa2012

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2012 foi um ano que ficou marcado pela mudança da empresa oficial de medição de audiências na televisão nacional. Como acontece habitualmente, a mudança não foi consensual e desde o início que tem vindo a ser criticada por todas as emissoras portuguesas. Uns mais que outros, todos se dizem ser os mais prejudicados… mas afinal de contas, quem foi o mais prejudicado com esta alteração? Vejamos, então, em mais um Audiências à Lupa.

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Foi em março que houve a alteração da Marktest para a GfK e, desde logo, se fez sentir uma grande mudança. O Cabo ganhou peso preponderante no painel audimétrico, refletindo uma tendência que se assistia cada vez mais na nossa televisão – a oferta temática do cabo cativa cada vez mais portugueses.

Além disso, esta alteração também veio tornar mais próxima a luta entre as duas privadas, com a SIC a aproximar-se da TVI de forma substancial. Contudo, nota-se que ainda houve meses em que a TVI se manteve imparável, nomeadamente, dezembro de 2012, em que os seus grandes formatos de entretenimento não deixaram os resultados por mãos alheias e não deram tréguas à concorrência.

Já a estação pública, essa foi a estação mais prejudicada com esta alteração do painel audimétrico da GfK, pois perdeu na ordem dos cinco pontos percentuais de quota de mercado na televisão portuguesa. Apesar disso, a RTP2 manteve os seus valores habituais, registando em agosto o seu máximo do ano, a propósito da emissão dos Jogos Olímpicos de Londres.

Embora tenha havido, claramente, uma luta mais renhida entre as privadas, a verdade é que os grandes formatos de entretenimento de Queluz de Baixo, bem como os seus programas do day time, foram talvez os produtos que mais contribuíram para a manutenção da liderança por parte da TVI. Notou-se uma alteração a nível de hábitos em horário nobre nos dias úteis, com a SIC a ganhar peso, mas foram esses os formatos que não deram tréguas a Carnaxide.

Vejamos, então estes valores num quadro resumo do ano, em que constam valores de 2011, como forma de comparação.

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Verificamos que de 2011 para 2012, a estação pública perdeu quase sete pontos de share, o que representa 1/3 da sua audiência média, por força da alteração do painel e apesar das suas muitas propostas de qualidade que ofereceu na televisão nacional. Qualidade não é, nem nunca foi, sinónimo de audiências, nem vice-versa. Relativamente à RTP2 decresceu um ponto, o que representa cerca de ¼ da sua audiência habitual.

Quanto às privadas, vemos que a quebra não foi muito acentuada, rondando um ponto de share, o que representa uma quebra na ordem dos 3% e 5% dos shares médios que tinham em 2011, respetivamente. De facto, muitas conversas e discussões desta mudança para a GfK giram em torno de «quem foi afinal o mais prejudicado?». Certamente que a resposta é muito simples: as privadas não foram, de certeza. Nenhuma das duas. Apenas e só a estação pública sofreu uma quebra acentuada. Olhemos apenas e só para os números. Aí não há como o fanatismo tomar conta da vista. Não mentem.

Dito isto, não estou de modo algum a descredibilizar a GfK, antes a dar-lhe o crédito que merece, assim como antigamente a Marktest. Qual era o painel que estaria mais adequado ao público português? Bem, aparentemente, nenhum dos dois, pois será atualizado já em março deste ano. Há que reconhecer, contudo, que o cabo, esse sim, é o principal motor da televisão de hoje em dia. É-o no painel, mas também na realidade, com um crescimento audimétrico face a 2011 de quase 40%, chegando a alcançar mais dez pontos de share do que no ano anterior.

2013 promete muitas surpresas nesta batalha pela liderança na televisão nacional. Considero que estamos numa mudança de ciclo, mas resta saber se a realidade comprova isso mesmo. Voltaremos durante esta semana com o Audiências à Lupa de janeiro de 2013. Fique atento!

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