A Voz de Portugal em Análise

O Protagonista (“A Voz de Portugal”)

Terminou ontem o ciclo que se iniciou na estação pública no dia 29 de outubro de 2011. Passados praticamente quatro meses, encontrou-se A Voz de Portugal. Para trás ficaram vários talentos assim como muito esforço, dedicação e trabalho. Acompanhei todas as emissões deste talent-show, e não tenho dúvidas de que se distanciou de muitos outros que já foram transmitidos.

Afinal, e se na primeira fase os mentores escolhiam a sua equipa com base na voz, esquecendo a aparência, os desafios seguintes foram igualmente interessantes. As batalhas, por exemplo, conseguiram criar juntos dos telespetadores o sentimento de um autêntico duelo entre dois participantes, e os diretos proporcionaram atuações únicas a serem visualizadas mais tarde no Youtube.

Assim, numa altura em que se prepara o regresso de Ídolos, é necessário alertar a estação de Carnaxide para a necessidade de o formato se aproximar da qualidade do concurso do primeiro canal. Não, não me refiro à existência de dois programas semelhantes, mas sim a uma quinta edição cujo objetivo primordial seja, de facto, encontrar um talento musical no nosso país. Infelizmente, e pela dependência das audiências das privadas, nada é feito sem seguir a premissa do espetáculo, drama e humor. Por outras palavras, os cromos vão continuar a marcar presença nos ecrãs do terceiro canal, e os telespetadores vão continuar a achar piada à fase dos castings.

No entanto, será que isto ainda surtirá efeito? Como serão os resultados das galas? Suficientes, para transformaram esta quinta temporada numa aposta ganha? Neste sentido, e apesar de A Voz de Portugal  não ter surpreendido nas grelhas de audiências da Marktest (estreou com 7,8% de rating e 23,7% de share), venceu no parâmetro da dinâmica por trás das câmaras. Uma equipa de mentores que combatia entre si, mas cuja a competição era mais do que amigável; Concorrentes apoiados por profissionais da área com renome em Portugal; Prestações dignas de artistas internacionais – foram estes os principais condimentos do talent show do primeiro canal..

Mesmo sendo discutível o serviço público intrínseco à Voz de Portugal, é necessário salientar a importância do concurso da RTP1 nas noites de sábado. Não só combateu a concorrência, como demonstrou a existência de muito talento vocal no nosso país. Afinal, também estas duas realidades são, a meu ver, serviço público: um programa que consiga captar a atenção dos telespetadores, e que valorize o que é nacional.

Por outro lado, Catarina Furtado esteve deslumbrante. Com provas dadas do seu talento é, de facto, um dos «11 Cristianos Ronaldos» do primeiro canal. Numa altura em que os salários dos profissionais da estação pública são criticados pelo número de zeros que têm,  a apresentadora tornou claro aos portugueses que o seu trabalho pode ajudar o futuro da televisão do Estado.

Em suma, esta Voz de Portugal contou com uma excelente equipa de produção, e apesar de ter sentido em algumas galas determinados “momentos mortos”, tal como em tantos outros talent shows, o trabalho desenvolvido foi especial. Os concorrentes foram escolhidos a dedo, os mentores excepcionais, a apresentadora única! Sem dúvida alguma que o primeiro canal acertou nesta aposta, e que os restantes deveriam seguir as suas pisadas.

Ficaremos à espera de uma segunda temporada repleta de novidades!

  • Jota

    Também espero por uma segunda temporada. É, de facto, um excelente programa, o melhor talent-show alguma vez feito em Portugal, mas como foi feito na RTP, as pessoas não ligam…

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