A Voz de Portugal em Análise

A Voz em Análise (4ª semana)

Boa noite! A quarta gala da Voz de Portugal já começou, e a análise à mesma regressa à sua Televisão! O talent-show da estação pública iniciou-se com uma magnífica atuação de Aurea, tendo a cantora a seu lado duas concorrentes: Teresa Santos e Joana Jorge.

Posto isto, preparado para o comentário sobre o programa no seu site de eleição? Sintonize-se, e dê a sua opinião!

Equipa de Mia Rose

Inês Martins foi a primeira a prestar provas aos mentores e telespetadores d’A Voz de Portugal. Em português e para portugueses, a jovem cantou um tema dos Entre Aspas, Criatura da Noite. Ritmada e enérgica, a concorrente demonstrou, apesar de tudo, algum nervosismo. “Estou muito contente por ti. Superas-te as minhas expetativas. Deste cor à música”, afirmou Mia Rose. Seguiu-se Teresa Santos, com The Creep, dos Radiohead. Depois da sua atuação com Aurea, deu alma a uma canção poderosa, no entanto pareceu-me um pouco desafinada. A meu ver, a sua prestação foi inconstante, composta por altos e baixos. A dada altura, senti que a música conseguiu sobrepor-se à sua voz. “Deste uma interpretação fantástica. Muitos parabéns”, referiu Paulo Gonzo. Daniel Moreira foi o único elemento masculino da equipa de Mia Rose a atuar. Um pouco nervoso, mas com uma bonita canção de Rui Veloso, Nunca Me Esqueci de Ti, o jovem acabou por esquecer-se da letra. Mesmo assim, conseguiu dar-lhe um toque pessoal com a guitarra, o que o tornou original.

Entre os três, a minha preferência recaiu sobre Inês Martins e Daniel Moreira. Apesar disso, Mia Rose salvou Teresa Santos.

Equipa de Paulo Gonzo

Sílvia Silva iniciou as atuações da equipa de Paulo Gonzo, interpretando uma música de Katy Perry, Last Friday Night. A concorrente centrou a atenção dos telespetadores na sua voz, e provou ser uma autêntica “flor da Madeira”. Apesar disso, senti igualmente um pouco de nervosismo e desafinação, aspetos referidos por Nélson Rosado. Tal como aconteceu com Teresa Santos, pareceu-me que a sua prestação foi um pouco abafada pelo coro do programa. Sandrine Orsini cantou Simply the Best, um tema original de Tina Turner. Segura e poderosa, a concorrente viveu a música, dando-lhe energia. A sua postura levou a que o seu mentor se levantasse no final da atuação. “Aquele fim foi… perfeito!”, confessou Paulo Gonzo. A última concorrente a prestar provas desta equipa foi Joana Jorge, com Asas nos Pés, dos Clã. A jovem levantou voo, e agarrou o tema na perfeição, sobressaindo-se em relação às suas colegas. Repleta de energia e afinação, soube equilibrar a voz, demonstrando estar apta para prosseguir no formato da RTP1. “Estiveste hoje muito afinada, tecnicamente perfeita”, afirmou Mia Rose.

A melhor das melhores foi, na minha opinião, Sandrine Orsini. Paulo Gonzo partilhou a mesma opinião, e salvou-a.

Equipa dos Anjos

Experiente e consciente do seu talento, Carla Ribeiro deu a voz aos The Gift, em Fácil de Entender. Com uma presença maravilhosa, mostrou uma maturidade excelente na sua prestação. Tal como outros colegas, conseguiu dar vida à música, assim como um toque próprio. “A nossa menina é uma grande artista. Gostámos muito do resultado final”, salientou Nélson Rosado. Seguiu-se Ricardo Oliveira, com um tema bem conhecido de Michael Bublé, Everything. Um dos melhores da noite, com uma postura exemplar para qualquer músico português. Afinadíssimo, deu o seu melhor, tal como nas galas anteriores, provando todo o seu talento. “És muito perfecionista. Foi uma atuação brilhante”, destacou Nélson Rosado. Sara Henriques foi a última desta equipa a encantar no palco da Voz de Portugal, complicando a decisão final da dupla de cantores. Dotada de um bonito timbre, esteve segura na pele de Avril Lavigne, na música When You’re Gone. “Tens uma presença muito bonita em palco”, disse Nélson Rosado.

Entre os três, e apesar de Carla Ribeiro ter estado muito bem, notei na sua atuação alguma desafinação. Por esse motivo, a minha preferência recaiu sobre Ricardo Oliveira. Nélson e Sérgio Rosado não concordaram, e salvaram Carla Ribeiro.

Equipa de Rui Reininho

Pedro Pouseiro foi o primeiro da equipa de Rui Reininho a mostrar o seu talento no concurso da RTP1. Num tema inglês bastante conhecido (Bitter sweet simphony, dos The Verve), o concorrente demonstrou segurança e afinação, assim como presença em palco – três elementos fundamentais na Voz de Portugal. A voz rouca salientou-se igualmente, tornando a sua atuação numa das melhores da noite. Uma ótima forma de começar a segunda parte do programa do primeiro canal. “Sabes ter uma grande empatia com a câmara. Estiveste bem”, referiu Mia Rose. Celeste Cortez demonstrou garra em So What, de P!nk, assim como alguma desafinação resultante dos seus movimentos iniciais da música. Apesar disso, saiu-se muito bem nas notas mais altas, terminando a sua prestação de forma perfeita. “20 estrelas. Estavas a viver intensamente a música”, confessou Sérgio Rosado. A última concorrente a pisar o palco do talent-show do primeiro canal foi Marisa Almeida, com A Máquina, dos Amor Electro. Segura, a jovem soube aproveitar as potencialidades deste tema português, entregando-se completamente a ele. Afinada, provou que, por vezes, o melhor vem no final. Numa palavra: fenomenal!

A meu ver, Marisa Almeida foi a melhor da equipa de Rui Reininho. Pelo seu talento, o seu mentor acabou por salvá-la.

A melhor Voz

Entre as quatro equipas hoje colocadas em palco, destaco a de Anjos e de Rui Reininho. Penso que as restantes ficaram um pouco à quem das expetativas. Entre os melhores, e para além de Sandrine Orsini e Marisa Almeida, Ricardo Oliveira salientou-se com o seu talento.

A pior Voz

Com um interessante tema de Katy Perry, Sílvia Silva não surpreendeu. A pior da noite.

Out of Voice

O público votou e decidiu quais os quatro concorrente que mereciam continuar no concurso da estação pública. Assim sendo, e da equipa de Mia Rose, Daniel Moreira foi o preferido dos portugueses, deixando para trás Inês Martins. Joana Jorge foi a mais votada no duelo com Sílvia Silva, permanecendo desta forma no concurso da RTP1 e na equipa de Paulo Gonzo. Ricardo Oliveira levou o passaporte para a próxima gala deste talent-show, ao contrário de Sara Henriques. Por fim, Celeste Cortez disse adeus à Voz de Portugal, uma vez que Pedro Pouseiro foi o mais votado pelos portugueses na equipa de Rui Reininho.

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Para a semana, contarei consigo para mais uma análise à gala da Voz de Portugal! Mais música e mais talento esperam por si, na RTP1! Até lá, vemo-nos por aí!

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