A Voz de Portugal em Análise

A Voz de Portugal em análise (5ª semana)

Muito boa noite. A quinta gala d’A Voz de Portugal está no ar, e A Televisão não poderia ficar de fora. Assim sendo, cá estou eu para lhe dar conta dos momentos mais marcantes do talent-show da estação pública. Afinal, qual das vozes ainda em concurso conseguirá ser a mais sonante?

Dê-nos a sua opinião aqui ou no fórum, para ficar a saber qual a sua Voz preferida!

Equipa dos Anjos

Carla Ribeiro foi a primeira a atuar no palco do concurso do primeiro canal. Com Voulez vous, dos Abba, a concorrente teve uma presença muito forte, e uma afinação brilhante. Uma ótima maneira de começar a noite da RTP. “Agarraste bem a canção, e foi fantástico”, referiu Paulo Gonzo. Seguiu-se Joana Garcia. A jovem cantou Cada Lugar Teu, um tema de Mafalda Veiga. Dedicando a sua prestação a uma amiga próxima, transmitiu sentimento e, essencialmente, talento. Apesar disso, senti alguma desafinação, principalmente quando a concorrente elevava o seu tom de voz. “Nós sentimos que havia uma carga emocional muito grande na tua atuação. Tens um timbre muito próprio”, afirmou Nélson Rosado. Daughter, foi a música cantada por Vasco Duarte, um original dos Pearl Jam. Com um estilo roqueiro, o concorrente demonstrou garra no palco do talent-show da estação pública, tendo destacado-se em relação às suas colegas. “Fazes sempre uma interpretação tua na música que os meus colegas te dão!”, confessou Mia Rose. Por fim, Ricardo Oliveira foi o último deste grupo a cantar pela equipa dos Anjos. Tocando guitarra, o concorrente deu vida a Todo o Tempo do Mundo, de Rui Veloso. Com uma postura muito própria, encantou a plateia do estúdio e todos os telespetadores do concurso da RTP1. Tal como na semana passada, surpreendeu, e mereceu passar à próxima fase. “Hoje correu-te bem. Este homem já nos tem vindo a habituar em crescendo a uma qualidade fantástica”, salientou Paulo Gonzo.

Os Anjos acabaram por salvar Ricardo Oliveira.

Equipa de Mia Rose

Salvador Seixas iniciou as atuações da equipa de Mia Rose com um tema de Elvis Costello, She. Apesar de ter estado afinado, não me surpreendeu. Desde o início do concurso da RTP1, sinto que o jovem tem conduzido temas demasiado semelhantes. “Estiveste muito bem, apesar do deslize inicial”, avançou Mia Rose. Débora Gonçalves interpretou Reach Out, I’ll Be There, dos The Four Tops. Vestida de amarelo, notou-se uma energia muito importante, apesar de não apreciar o tema. Segura das suas capacidades vocais, a concorrente demonstrou ter o que é necessário para ser A Voz de Portugal. “Hoje à noite nós vimos a Débora Gonçalves”, garantiu a sua mentora. Teresa Santos foi das poucas a cantar em português. Neste caso, e em Idade do Céu, de Susana Félix, a jovem esteve contida e afinada. Espontânea, deu a conhecer a sua personalidade através do tema, terminando a sua prestação em beleza. “Se eu soubesse que a Teresa estava a cantar no céu, eu pedia um bilhete para ir lá visitá-la”, afirmou Paulo Gonzo. Daniel Moreira terminou o lote das atuações da equipa de Mia Rose. Em Can’t take my eyes of you, dos Maniac Street Preachers o jovem deu uma interpretação própria à música, transmitindo uma energia muito positiva para todos os que o ouviam. Para mim, esteve melhor do que os seus colegas. “Tens um estilo muito próprio. Não temos ninguém como tu em Portugal”, referiu Mia Rose.

A mentora preferiu salvar Débora Gonçalves.

Equipa de Rui Reininho

João Pedro Rosas tentou entreter os telespetadores com uma canção de Robbie Williams, Let me entertain you. Com garra e uma segurança notáveis, o concorrente esteve muito bem em cima do palco do talent-show da RTP1. Apesar disso, não se distanciou muito da versão original do tema. “That’s entertainment”, destacou o seu mentor. A atuação seguinte pertenceu a Denis Filipe. Num estilo muito alternativo, o concorrente conseguiu surpreender os jurados e os telespetadores com o seu Just Say Yes, dos Snow Patrol. Para mim, um dos melhores da noite que tornou real o seguinte comentário: “chegou, viu e venceu!”. “Eu vou nos próximos anos ouvir originais do Denis. Continuas encostado ao teu talento”, confessou Rui Reininho. A única presença feminina desta equipa cantou uma música bastante badalada mundialmente. When loves take over, de David Ghetta e Kelly Rowland, na voz de Marisa Almeida, teve uma sonoridade um pouco inconstante. Senti no refrão da música que a jovem gritava em vez de cantar. Não me surpreendeu, apesar de ter tido uma boa presença em palco. “Ela chegou linda, segura e sensual. Boa interpretação”, adiantou Paulo Gonzo. Pedro Pouseiro terminou a ronda das prestações do grupo de Rui Reininho com Time after Time, de Cyndi Lauper. Dando vida à sua voz rouca o concorrente conseguiu, mesmo estando sentado, surpreender os telespetadores. Uma atuação muito própria. “Muito melhor do que nós esperávamos”, salientou o seu mentor.

Rui Reininho optou por salvar João Pedro Rosas.

Equipa de Paulo Gonzo

Afinada, segura e com uma grande voz, o que dizer sobre Bianca Adrião? A dar vida a Chain Reaction, de Diana Ross, a concorrente arrasou na sua prestação. Não, não surpreendeu, mas continuou a mostrar o seu bom trabalho vocal e musical. “A Bianca tem imensa garra”, salientou Mia Rose. Achei o início da sua atuação um pouco estranha, no entanto Sandrine Orsini agarrou o Papel Principal de Adelaide Ferreira, e teve uma afinação eximia. Constipada, a concorrente deu a volta à música de uma forma fenomenal. “Obrigado Orsini. Impecável”, afirmou Paulo Gonzo. Joana Jorge vestiu a pele de Amy Winehouse por alguns minutos, interpretando You know I’m no good. Teve presença, mas esteve um pouco contida e não surpreendeu. Só no final conseguiu dar um toque especial à sua prestação. “Encheste o palco como a Catarina dizia e bem. Não era muito fácil”, garantiu Nélson Rosado. O último concorrente a atuar foi Sílvio Swita, com Are you gonna go my way, de Lenny Kravitz. Notou-se que sentiu a música, mas a sua voz foi algumas vezes esbatida pela banda d’A Voz de Portugal. Acho que ficou um pouco à quem das expetativas. “Não teve nada a ver esta prestação com a que tiveste no ensaio”, finalizou Mia Rose. A melhor do grupo foi, na minha opinião, Sandrine Orsini.

Paulo Gonzo preferiu salvar Bianca Adrião.

A melhor & a pior Voz

A melhor Voz, a meu ver, pertenceu a Ricardo Oliveira. A cantar em português, o concorrente do Entroncamento esteve impecável em mais uma gala do talent-show da estação pública. Sandrine Orsini também surpreendeu mesmo estando doente. No plano oposto destaco Marisa Almeida e Salvador Seixas. Apesar desta dúvida, elegi a primeira como a pior Voz. Quanto à outra escolha, baseia-se sobretudo no facto de as prestações do jovem se centrarem sempre em temas demasiado calmos. E que tal uma música completamente diferente daquelas que já cantou?

Out of voice

Da equipa dos Anjos, o concorrente menos votado foi Vasco Duarte. Carla Ribeiro e Joana Garcia passaram então à próxima gala do concurso da RTP1. Já Mia Rose, despediu-se de Teresa Santos, ficando satisfeita com a permanência de Daniel Moreira e Salvador Seixas. Quanto à equipa de Rui Reininho, perdeu Marisa Almeida. Pelo contrário, Denis Filipe e Pedro Poseiro conseguiram um passaporte para o próximo direto da Voz de Portugal. Por fim, Sandrine Orsini despediu-se dos telespetadores após Joana Jorge e Sílvio Swita terem sido salvos pelo público português da equipa de Paulo Gonzo.

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Para a semana cá estarei para mais uma análise aos talentos d’A Voz de Portugal! Até lá, vemo-nos por aí!

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