A Reportagem Rubricas

“Rosa Fogo”

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“Rosa Fogo” estreia hoje na SIC, após o “Jornal da Noite”, às 21:15. A nova novela portuguesa da estação de Carnaxide, assinada por Patrícia Müller e escrita com Ana Casaca e André Murraças, marca a estreia da autora no canal. Com um elenco de luxo, a novela que vai substituir “Laços de Sangue” traz amor, dança e muito solero, com interpretações de Cláudia Vieira, Ângelo Rodrigues, José Fidalgo e Rogério Samora.


A mudança da autora

Foi no fim de 2010 que Patrícia Müller se mudou para Carnaxide, deixando assim a estação de Queluz de Baixo, onde assinou novelas como “Deixa Que Te Leve” e “Mar de Paixão”. A convite de Gabriela Sobral, Directora de Produção da SIC, que anteriormente tinha feito o mesmo trajecto, a autora aceitou assim o desafio de escrever uma novela a solo, agora sem a assinatura da Casa da Criação e sem a colaboração de uma equipa que tão bem conhece. Aquando a sua transição para a SIC, a guionista disse que estava “muito entusiasmada com a nova fase”. “Rosa Fogo” é a sua primeira novela no canal de Pinto Balsemão.

 

O “Projecto Müller”

Quando se decidiu que o remake de uma novela brasileira, a segunda co-produção da SIC com a Globo, não viria após o fim de “Laços de Sangue”, Patrícia Müller foi a autora escolhida para assinar a substituta d’ “A novela da nossa gente”. A decisão foi tomada no primeiro trimestre deste ano e desde logo a argumentista pôs “mãos à obra”. Inicialmente, a sua novela foi apelidada de “Projecto Müller”, em alusão ao nome próprio de quem assina a história. A novela sempre teve “nome de código”, pois houve um grande secretismo em torno do nome oficial. Desde cedo foi dado a entender que esta produção já tinha o seu nome definitivo, mas o mesmo só veio a ser revelado aquando a apresentação da novela. Dias antes, ainda se especulou que “Beijo à Chuva” fosse o nome dado ao próximo projecto de ficção nacional de Carnaxide, mas “Rosa Fogo” acabou por ser o nome oficial.

 

A novela das contratações

Não foi só a autora que veio da TVI para a SIC. Em “Rosa Fogo” estarão também actores que vieram de Queluz de Baixo, alguns deles com contratos de exclusividade! O caso mais mediático foi o de Rogério Samora, que dará vida ao vilão da história: o actor rescindiu o contrato com a TVI na mesma altura em que Patrícia Müller se mudou para a SIC, também no fim de 2010. O seu vínculo com a estação de Queluz de Baixo terminava em Agosto de 2011, mas o actor, não estando reservado para nenhuma produção, quis mudar-se para Carnaxide. A TVI não gostou da sua atitude e avançou com um processo para Tribunal, interpondo uma providência cautelar no Tribunal do Trabalho de Sintra, de modo a que Rogério Samora não pudesse começar a trabalhar na SIC, exigindo-lhe, ainda, 500 000€. A juntar à providência cautelar, a TVI avançou com um outro processo, que exigia uma outra indemnização pela rescisão unilateral e violação do contrato de exclusividade que este mantinha (o valor exigido não foi revelado, mas deverá ter sido mais elevado que os 500 mil euros). Nesta “guerra” judicial, quem acabou por vencer foi o actor, não conseguindo a TVI impedir que Rogério Samora trabalhasse na SIC e encabeçasse “Rosa Fogo”. Recentemente, aquando a apresentação da novela, o actor esclareceu que “Não existe processo nenhum a decorrer contra mim. Houve um primeiro processo, uma providência cautelar, que ganhei. Quem ma pôs, perdeu. Houve um recurso ao Supremo (Tribunal de Justiça) e tornei a ganhar, já sem hipótese de recurso.”. Também vindos da TVI, onde terão lugar na nova novela da SIC, estão os actores Manuel Cavaco, Helena Laureano, Irene Cruz e Maria Emília Correia.

 

A essência da história

Luís Marques, director-geral da SIC, aquando a apresentação da novela, disse que “Rosa Fogo” “Não é uma história depressiva.”, revelando a autora que “É uma história de uma família de mulheres que fica abalada por um acontecimento importante. Vai abordar o universo da dança e, por isso, a novela vai arrancar em Buenos Aires”. E como a novela não podia deixar de ter amor, a junção com a dança dá origem ao nome da novela: “Rosa significa amor, Fogo representa o tango” disse Luís Marques, justificando assim o nome “Rosa Fogo”. Como a novela tem tango como música de fundo (o que fez com que Cláudia Vieira, Andreia Diniz e José Fidalgo tivessem aulas de dança), a história não podia deixar de passar pela Argentina. Como tal, Cláudia Vieira, José Fidalgo, Rogério Samora, Ana Nave, Joaquim de Almeida e Tomás Alves viajaram até Buenos Aires (Argentina), em Agosto, onde durante 10 dias gravaram as cenas que vão dar origem à história. O tango e a dança fazem, também, desta novela “… uma novela supersexy! Nunca fiz uma novela tão sexy, carnal, feminina, sensual… e isso é ótimo. É uma experiência totalmente nova. É uma produção mista, não totalmente urbana, nem rural. Precisamos de verde e de ar puro para respirar, mas por outro lado é uma novela passada em Lisboa, com gente urbana e temas universais”, confessou Patrícia Müller. Temas como a doença de Alzheimer, licenciados sem emprego, violência doméstica, esterilidade e o drama de morrer por um filho estarão no fio condutor de “Rosa Fogo”.

 

O trio amoroso e o vilão

Cláudia Vieira regressa à televisão para dar vida a “Maria Azevedo Mayer”, depois de uma grande ausência, após o fim de “Podia Acabar o Mundo” (novela que terminou em 2009 na SIC): interpretará a heroína da história, com um coração dividido entre “Diogo” e “Estêvão”. “Estêvão”, papel de Ângelo Rodrigues (que passa de “Laços de Sangue” directamente para esta nova produção, a par de Dânia Neto e Tomás Alves, tendo este último feito parte do “elenco base” da novela, mas que saiu da mesma há já algum tempo), é ambicioso, mas uma ambição “saudável” que faz com que queira chegar longe, não só para si, mas também para os outros. “Diogo” é a personagem interpretada por José Fidalgo (que vimos em “Perfeito Coração”, que terminou em 2010 na SIC, e em “Maternidade”, série da RTP1), que será o futuro noivo de “Maria” e, desonesto, será o aliado do vilão da história. O vilão de “Rosa Fogo” é “José da Maia”, papel de Rogério Samora (que entrou, anteriormente, em “Mar de Paixão” da TVI), um burlão, traficante, ganancioso, que fará uma série de esquemas ilegais para conseguir enriquecer sem esforços, mostrando, assim, que “Ninguém é o que parece!” (a promessa é que o vilão desta novela supere as vilanias da “Diana” de “Laços de Sangue”).

 

Sinopse

Da dança ao paladar, da Argentina à Zona Oeste e do amor ao ódio, “Rosa Fogo” conta uma história contemporânea, moderna e muitíssimo emocional. Situando-se entre o urbano e o campestre, relata o percurso de pessoas reais, com dramas e existências por todos identificados. O glamour, o humor, a esperança e o amor são os quatro grandes pilares desta novela, passada no país de hoje, para que as pessoas possam sonhar com um melhor amanhã.

Gilda Azevedo Mayer, a avó. Maria Mayer, a neta mais velha, bailarina de flamenco. Matilde Mayer, a neta mais nova. Proprietárias de um império farmacêutico – da qual faz parte a Forella, uma empresa de produtos para cabelo -, compõem uma família reduzida a três pelo destino. Unidas e fortes, vão ver as suas vidas abaladas pela entrada de José da Maia, um sedutor que se quer apropriar da fortuna Mayer e que elaborou um plano para o conseguir: faz-se passar pelo filho que Gilda teve há 50 anos. Gilda viverá iludida com a presença de um falso filho. E não imagina que José é o responsável pela morte de Horácio, o verdadeiro filho, levado para a Argentina em pequeno e onde viveu sempre.

O plano de José incluiu contratar Diogo, um ex-delinquente, para seduzir Maria e mantê-la controlada por ele. Maria não sabe quem é Diogo, nem sequer sabe que ele a engana, mas não consegue evitar a presença de Estêvão – um jovem e promissor gestor, na sua vida. Ele apaixona-se por ela. E ela vai fazer de tudo para não reconhecer que ele também não lhe é indiferente…

O que José não estava à espera era da oposição feroz que a pequena Matilde lhe vai fazer. Sempre acompanhada pelos seus labradores, os cães que a família Mayer cria na quinta da Zona Oeste, Matilde é uma criança sensitiva que pressente o mal que José se prepara para fazer. E está disposta a tudo para impedi-lo.

Além destas histórias, “Rosa Fogo” conta também com elementos de humor (através da confeitaria “Imperatriz” e do barbeiro “Barbeiro de Sevilha”), com riqueza visual de cenários como a Argentina e a Zona Oeste, com a forte presença da dança – flamenco, tango, ballet clássico – e ainda com casos inspirados em situações reais, todos destinados a fazer os portugueses pensar, sonhar e acreditar no futuro.

 

Não fique por aqui! Saiba mais acerca do elenco e do perfil das personagens.

 

Genérico

 

Trailer

 

 

 

 

 

 

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