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A Reportagem – «Top Chef»

«Top Chef» é o novo talent-show do primeiro canal, e apesar de ter diferenças no formato, este acaba por dar seguimento ao ciclo de formatos culinários na RTP1, iniciado por «Masterchef», programa que teve sucesso no canal em 2011.

E o programa de 2011 não volta devido a diferendos entre a RTP e a Shine –  produtora detentora dos direitos para Portugal e Espanha -, que na altura da primeira temporada do formato não operava em Portugal, mas onde se instalou a tempo de uma hipotética segunda temporada do talentshow, que foi assim posta de parte devido à falta de liberdade da RTP na escolha da empresa responsável pela produção do programa, que na primeira temporada havia ficado a cargo da Endemol.

Com a recusa da RTP em abdicar dos serviços da produtora holandesa na produção do programa, foi Sílvia Alberto, apresentadora de «Masterchef» a garantir a continuidade dos formatos de cozinha na grelha da RTP1, “Ainda não podemos falar”, acrescentando, “Só posso dizer-vos que, por questões contratuais ainda não estou autorizada a falar sobre o assunto, mas brevemente daremos notícias”, disse a apresentadora, em fevereiro, ao A Televisão, aquando da apresentação à imprensa do «Festival da Canção 2012».

A escolha acabou por recair no «Top Chef» americano. Na mecânica do jogo, há diferenças, logo a começar nos concorrentes, se em «Masterchef» eram anónimos que procuravam sucesso no mundo da culinária, no original americano são os profissionais da cozinha a competir pelo título de vencedor.

16 é o número de concorrentes do programa, 18-48 a variação de idades dos candidatos ao título de Top chef e 13, as semanas que dura o formato. Em cada uma delas, os concorrentes terão de mostrar os seus dotes culinários em 3 provas, a «Prova de Fogo» – os concorrentes lutam pela imunidade -, a «Prova de Chefs», em que podem lutar individualmente ou em equipas para salvaguardar o seu lugar no programa, e assim evitar a última e mais temida prova de cada emissão, a «Prova da Eliminação», onde os jurados decidem qual será o concorrente a abandonar a competição.

Em todas as provas os concorrentes vão lutar contra o tempo, usando a sua criatividade e perícia submetendo-se à avaliação de três jurados de mérito reconhecido.

Os concorrentes terão o apoio de Nuno Diniz, o chefe executivo do hotel York House, e cronista frequente em algumas publicações da imprensa portuguesa terá como função desafiar os concorrentes e pôr à prova as suas ideias e objetivos. A sua participação «Top Chef» é encarada pelo próprio como uma forma de “continuar o objetivo de auxiliar os outros, e de contribuir para a compreensão mais generalizada do valor da cozinha como ato profundamente cultural”. Denomina o seu estilo culinário como “Tradição tolerante” e para lá da cozinha, tem-se dedicado à música, literatura, rádio e rugby.

 

Sílvia Alberto é a escolha natural para este formato ou não tivesse também conduzido «Masterchef» no ano passado. Assume-se como “defensora de programas de gastronomia e culinária portuguesa”, e para além de introduzir as provas, a apresentadora irá ainda motivar e apoiar os concorrentes.

O temível júri, responsável por avaliar os dotes culinários dos 16 concorrentes  e ditar a expulsão do mais fraco da semana, é composto por 3 notáveis figuras das cozinhas portuguesas. comparando com «Masterchef», o chef José Cordeiro é o único que se mantém, os chefs Susana Felicidade e Ricardo Costa substituem Justa Nobre e Ljubomir Stanisic.

Nascido em Angola e filho de transmontanos, o chef Cordeiro é atualmente diretor de restauração e chefe executivo do Altis Belém Hotel & Spa, em Lisboa e coordenador técnico de cozinha para a revista ‘Comer’. Em 2004, foi galardoado com o prémio  de Melhor Chefe de Cozinha, atribuído pela Academia Portuguesa de Gastronomia. Além da participação no programa da RTP, em 2011 lançou o seu primeiro livro de culinária, intitulado “As Minhas Receitas para Cozinheiros Amadores”.

Susana Felicidade é atualmente co-proprietária de três restaurantes em Lisboa, Taberna Ideal, aberto em 2008, e também da Petiscaria Ideal e a Pharmácia. Começou a cozinhar com a sua avó Josélia, e mais tarde com a mãe no seu restaurante na praia da Arrifana, Costa Vicentina. É licenciada em direito, exerceu, mas sem gosto. É profissional da cozinha há 8 anos, e começou precisamente pelo mesmo restaurante onde havia aprendido com avó e mãe durante 4 anos, e que havia fechado, no Algarve.

Formado pela Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, Ricardo Costa nasceu em 1979, e já passou por vários hotéis e restaurantes em Portugal Continental, Madeira, Inglaterra e Espanha. Exerceu a função de Chefe de Partida no Restaurante ‘El Girasol’, foi Subchefe no Sheraton Porto Hotel & Spa e ainda Chefe de Cozinha no restaurante ‘The Portal’ em Londres. Em 2009 e 2010 foi galardoado com uma estrela Michelin, quando desempenhava a função de Chefe Executivo no restaurante Largo do Paço, no hotel Casa da Calçada, em Amarante. Atualmente exerce o cargo de Chefe Executivo no The Yeatman, que recebeu  em Novembro de 2011, uma estrela Michelin.

Alexandre Silva, 31 anos, Lisboa – Prato assinatura: A cavala, a maçã e os pickles.

Carolina Columbano, 20 anos, Peso da Régua – Prato assinatura: Naquinho de vitela a baixa temperatura, com ervas aromáticas frescas, com vieira e molho de laranja e salada com frutos secos, acompanhado com creme de coentros.

 

Filipa Santos, 26 anos, Armação de Pêra – Prato Assinatura: Solomilho com pesto de frutos vermelhos, esmagado de batata doce e coentros e salteado de cogumelos shimeji e mini espargos.

Filipe Diniz, 21 anos, Barreiro – Prato assinatura: Gaspacho reinventado, maça verde, salicórnia e salmonete.

Frederico Guerreiro, 33 anos, Lisboa – Prato assinatura: Salmonete no seu habitat – Algas da costa portuguesa, esponja e espuma marinha.

Hélder Martins, Lisboa, 31 anos – Prato assinatura: Pregado do Mar recheado com açorda de algas e poejo, brunesa salteada de pêra rocha DOP e espargos verdes, crocante de queijo da Ilha S.Jorge e caldo de peixe com ervas aromáticas.

Hugo Teixeira, 26 anos, Braga – Prato assinatura: O Salmonete e a Horta.

Igor Martinho, 27 anos, Santarém – Prato assinatura: Bacalhau lascado com puré de grão e amêndoas torradas.

João Sá, 26 anos, Lisboa – Prato assinatura: Creme de ervilhas com vieira fumada, espuma de ostras e caviar trufado.

Luís Mourão, 48 anos, Barreiro – Prato assinatura: Robalo de linha sobre umas migas de poejos, vieiras, salicórnia em aromas de mar.

Patrícia Tomé, 26 anos, Oeiras – Prato assinatura: Filete de dourada com puré de aipo.

Rufino Santos, 30 anos, Torres Vedras – Prato assinatura: Borrego, Cerejas, legumes e Flores de Primavera.

Rui Martins, 34 anos, Vizela – Prato assinatura: Pescada com creme de batata e alho, e salteado de cogumelos.

Rui Rebelo, 33 anos, Lisboa – Prato assinatura: Foie, mel, figos e gelados.

Rui Sequeira, 20 anos, Faro – Prato assinatura: O Algarve Num Momento

Valentina Mendes, 18 anos, Guiné-Bissau – Prato assinatura: Estaladiço de Bacalhau à Brás sobre Espargos verdes

Sílvia Alberto recebe os concorrentes a quem anuncia o leque de temidos jurados: Chefe Cordeiro, Chefe Susana Felicidade e Chefe Ricardo Costa. Contudo, para guiar os concorrentes há também o conselheiro Nuno Diniz que tem como função desafiar os concorrentes e pôr à prova as suas ideias e objetivos.

Depois de reunida a equipa é tempo de passar à primeira prova do «Top Chef» – A Prova de Fogo. Os concorrentes são divididos em 3 grupos, cada um avaliado por um dos jurados.

Após a prova em que os concorrentes mostram a paixão, exigência e excelência que fazem deles profissionais de topo, é tempo de se submeterem ao olhar crítico dos jurados que irão diferir os mais sinceros elogios e as mais duras críticas. Depois da degustação cada jurado destacará no seu grupo o melhor e o pior prato. O melhor estará imune à eliminação no primeiro programa de «Top Chef».

«Top Chef» estreia já hoje, sábado, às 21h00, na RTP1.