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A Reportagem – «Festival Eurovisão da Canção 2013» – 1ª parte

Reportagem ESC 2013
O «Festival Eurovisão da Canção 2013» decorre em Malmö (Suécia)

É o mais antigo festival de música a nível europeu, e este ano, depois da vitória de Loreen, em Baku, em 2012, o festival volta a Malmö, cidade que já havia acolhido a edição 37, em 1992. A escolha deste local em vez de Gotemburgo ou a capital Estocolmo – ambas na corrida -, teve que ver, segundo a União Europeia de Radiodifusão (UER), com a necessidade de fazer um festival mais barato. Esta medida, contrasta principalmente com o elevado custo do ESC nos últimos anos – Rússia (30M€, Baku (35M€) -, algo que também a SVT queria evitar, dada a difícil situação financeira do velho continente. Em Malmö, a arena onde decorrerá o festival tem  capacidade para 15 000 espectadores.

O tema artístico deste ano, a acompanhar o tradicional logótipo genérico desde 2004, tem assinatura de Viktor Brattström e Frida Arvidsson, da agência de criativos sueca Happy F&B. Como elemento central da identidade visual, está uma borboleta composta por diferentes cores e texturas, simbolizando a multiculturalidade dos 39 países participantes. O slogan We are One (Somos um, em português), apela à união de todos, e que juntos são do Festival Eurovisão da Canção 2013. Nos habituais vídeos introdutórios de cada atuação, serão mostradas imagens dos artistas concorrentes em situações do seu próprio dia-a-dia nos respetivos países que representam. O palco, da autoria dos mesmos que desenharam o tema artístico, será mais pequeno que o de 2012, em Baku, e não terá LED’s como fundo, mas sim no chão, como forma de criar um efeito 3D. Em forma circular e com uma estrutura em forma de arco, será – como em anos anteriores – composto também por uma extensão a uma ilha no meio do público, que estará em pé, ao invés das habituais cadeiras na plateia.

O palco do ESC 2013 em ação.

Na apresentação o Festival Eurovisão da Canção (ESC) vai acontecer algo invulgar nos últimos anos, com apenas uma pessoa a apresentar as semifinais e final. Neste caso, será a comediante e apresentadora Petra Mede, tendo apenas a ajuda de Sarah Dawn Finer, que através da personagem cómica Lynda Woodruff – a mesma que deu os votos suecos em 2012 -, em pequenas intervenções em cada um dos espectáculos.

Nas participações, mantém-se o elenco de 2012, exceção feita com as saídas de Portugal e Bósnia-Herzegovina – saem por dificuldades económicas -. Da Turquia, país com habitual sucesso no festival, que se retira em protesto com o actual formato do sistema de voto. As críticas vão desde a introdução do esquema de 50/50 entre votos do público e júri, e ainda a existência do Big5 com acesso direto à final. E a Eslováquia, que se retira pelos maus resultados conseguidos desde o regresso em 2009. Por outro lado, a Arménia regressa depois de ter ficado de fora em 2012, devido ao festival se realizar no Azerbaijão, país com o qual tem um conflito pela posse do território do Nagorno-Karabakh, que actualmente pertence aos azeris. Assim, na edição 2013 participam os seguintes países:

 

Áustria | Natália Kelly – «Shine»

Natália Kelly é a primeira participante a atuar no Festival da Eurovisão 2013. Nascida em Trenton (Estados Unidos), a cantora é filha de pai americano e mãe brasileira e foi viver para a Áustria aos seis anos de idade. «Shine», o tema que vai apresentar, possui uma letra bastante forte e um estilo que, à partida, não é repetido por nenhum outro artista nesta edição.

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Estónia | Birgit Õigemeel – «Et Uus Saaks Alguse»

A Estónia vai ser representada pela cantora Birgit Õigemeel, com a música «Et Uus Saaks Alguse». Esta jovem, de 25 anos, iniciou a sua carreia musical em 2007, ao ganhar a primeira temporada da versão estoniana do Ídolos. Agora, em Malmö, vai interpretar um tema com um registo forte e intenso, com possibilidades de chegar à grande final.

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Eslovénia | Hannah – «Straight Into Love»

É um facto: os eslovenos ainda não conseguiram ganhar o concurso. No entanto, este ano, Hannah vai provar o seu talento com «Straight Into Love». Cantora e compositora, a jovem foi vocalista da banda XEQUTIFZ durante três anos e prepara-se agora para representar o seu país. A canção é moderna e, tal como o título sugere, vai deixar o público apaixonado.

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Croácia | Klapa S Mora – «Mižerja»

Klapa S Mora é um grupo formado por seis elementos que vão levar até ao Festival da Eurovisão uma canção com um registo bem tradicional do seu país. Porém, «Mižerja» possui uma grande diferença entre a versão estúdio e a versão ao vivo. Este tema tem sido alvo de diversas críticas, que classificam a letra como «pouco estimulante» e que não fica no ouvido.

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Dinamarca | Emmelie de Forest – «Only Teardrops»

Emmelie de Forest é a representante dinamarquesa em Malmö. Começou a construir a sua carreira musical aos noves anos, fazendo participações em diversos projetos. Apesar de ser uma canção algo melancólica, «Only Teardrops» tem alguns pontos interessantes e é uma das preferidas à vitória. Se depender do público europeu, Copenhaga poderá ser o centro das atenções em 2014.

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Rússia | Dina Garipova – «What If»

Dina Garipova, 21 anos, estuda jornalismo enquanto segue também uma carreira na música. Venceu a versão russa do The Voice e, em Malmö, vai apresentar «What If». A produção da música é boa e tem arranjos bem pensados. Porém, há inúmeras músicas semelhantes na concorrência e a fórmula seguida por «What If» não traz nada de novo.

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Ucrânia | Zlata Ognevich – «Gravity»

Zlata Ognevich, 27 anos, tem um história que estamos habituados a ler sobre vários artistas que chegam à Eurovisão: diversas participações em finais nacionais até conseguir o passaporte para o festival. «Gravity» tornou-se uma das canções candidatas à vitória deste ano. A voz de Zlata encaixa na perfeição neste tema.

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Holanda | Anouk – «Birds»

Anouk é filha de uma cantora de Blues e iniciou a sua carreira atuando em festas e casamentos. E foi com o seu segundo single, «Nobody’s Wife», que alcançou o sucesso. Desde então, já lançou sete álbuns que resultaram em diversos hits. «Birds» é forte e intensa do início ao fim e possui uma melodia que demonstra bem a capacidade vocal de Anouk.

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Montenegro | Who See – «Igranka»

Who See é uma duo de hip-hop formado por Dedduh e Noyz, que iniciaram este projeto em 2002. Na Europa, este género de música não tem a força que possui nos Estados Unidos ou na Coreia do Sul, mas o sucesso de «Igranka» veio provar o contrário. O tema é 100% dançante, com uma faixa dominada por elementos eletrónicos e tem ainda um “cheirinho” de dubstep.

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Lituânia | Andrius Pojavis – «Something»

Andrius nasceu a 25 de novembro de 1983, na cidade de Jubarkas. A sua carreira musical iniciou-se bastante cedo, quando formou a banda No Hero. «Something», a canção que nos apresenta neste festival, pertence à classe do rock alternativo. A voz do cantor combina com o clima da música, que possui um registo sonoro interessante.

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Bielorússia | Alyona Lanskaya – «Solayoh»

Alyona Lanskaya nasceu em Mogilev, Bielorrúsia. Em pequena, integrou vários grupos e corais, mas também se dedicou a  apresentações a solo. A sua carreira musical começou em 2005 ao participar num festival em Vitebsk e o seu primeiro videoclip foi lançado em 2008. A voz da cantora, mesmo soando gritante em alguns momentos, consegue provar que tem qualidade.

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Moldávia | Aliona Moon – «O Mie»

Desde cedo que Aliona tem uma paixão pelo mundo das artes, tendo feito parte de grupos de dança e canto. Este ano, os moldavos apostam na (controlada) voz desta cantora, que é uma das mais bonitas deste festival. A melodia de «O Mie» cresce pouco a pouco e consegue tornar-se um tema bastante agradável.

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Irlanda | Ryan Dolan – «Only Love Survives»

Ryan Dolan dá voz à canção que representa a Irlanda. «Only Love Survives» contém uma boa melodia e tem tudo para agradar aos fãs do género pop. A sonoridade deste tema remete a um tom apocalíptico e eletrizante. Já o instrumental é simplesmente impecável.

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Chipre | Despina Olympiou – «An Me Thimase»

Despina nasceu em Limassol, Chipre, no ano de 1975. Estudou piano e começou a cantar no início da década de 90. O ponto forte de «Na Me Thimase» é a valorização da língua grega. Já o grande desafio desta canção passa por honrar a bandeira cipriota.

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Bélgica | Roberto Bellarosa – «Love Kills»

Roberto Bellarosa representa a Béglica. Vencedor da primeira edição do The Voice belga, aos 19 anos, o artista vai cantar «Love Kills. O tema tem os ingredientes para agradar a muitos, mas o timbre do cantor não é propriamente memorável. Contudo, tem um excelente domínio das cordas vocais.

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Sérvia | Moje 3 – «Ljubav Je Svuda»

Mirna, Nevena e Sara pertencem ao grupo Moje 3. «Ljubav Je Svuda» é uma canção que fala de amor e pessoas que não acreditam nele. A canção pretende transmitir conselhos para as raparigas que não se apercebem do tipo de namorado que têm.

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Na próxima quarta-feira, será publicada a segunda parte desta reportagem, com a análise aos temas da segunda-semifinal e dos seis já apurados para a final.

  • Dinamarca e sérvia são minhas favoritas!!!!

  • Excelente artigo!! Obrigado! Para mim ganha a Dinamarca ou a Áustria…

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