A Entrevista

Martim Vicente (Ídolos)

alt

Foi com expectativa que o TV Universo e o Televisão-Opinião chegaram à conversa com Martim Vicente, um dos treze finalistas do Ídolos. A entrevista não poderia ter corrido mellhor! Ora veja…
O sonho

Como e quando é que surgiu o “bichinho” da música?

Eu comecei a cantar desde muito pequeno. Desde os três, quatro anos de idade já gostava de cantar, nomeadamente nas festas de Natal. Comecei a desenvolver a partir daí um grande gosto pela música. Há alguns anos, tive a oportunidade de aprender guitarra e, posteriormente, ir para o Conservatório Nacional.

Já nos confessaste que em, pequeno, tinhas o hábito de fazer actuações para a tua família. Chegaste a tocar em algum bar?

Nos últimos dois anos, fiz algum trabalho ao nível de bares. Actuei igualmente com as chamadas bandas de covers, que todos os miúdos tiveram. Fui sempre explorando a música e ingressando em vários projectos musicais, mas nunca de uma forma super profissional.

Em relação à Magna Tuna ApocalISCSPiana, serve-te como um meio para expandires os teus conhecimentos musicais?

A Tuna, onde entrei há dois anos, foi uma grande surpresa para mim. No primeiro, era apenas actuante, tendo aprendido não só as vozes, como um instrumento novo, o bandolim. Já no segundo ano, foi-me dada a oportunidade de me tornar ensaiador. Nesse sentido, agarrei-a, e gostei bastante. Aprendi mesmo mais do que aquilo que estava à espera, na medida que estar a ensaiar e colocar pessoas a cantar, sabendo que nem todos os elementos de uma tuna são músicos, nem todos têm uma grande sensibilidade musical (alguns estão apenas pelo divertimento, outros porque gostam muito de música, apesar de terem consciência de que não são grande cantores, ou grande instrumentistas), acabou por me surpreender pela positiva. É um trabalho árduo, mas simultaneamente interessante para ver até que ponto as pessoas conseguem evoluir. Por outro lado, deu-me um grande trabalho ao nível de ouvido, concentração e liderança.

Já fizeste uma serenata a alguém especial?

Não. Eu sou solista da minha tuna de uma serenata que temos e, por isso, já a cantei em muitos sítios, nos quais a dedicava normalmente  às mulheres que lá estavam presentes. Seriam com as palmas destas que se saberia se a tuna ganharia ou não o prémio final.

A música

Qual a tua opinião sobre a música portuguesa?

Eu sou um grande defensor e lutador da música portuguesa. Todos nós temos gostos. Eu tenho os meus e, por isso, acompanho determinadas músicas portuguesas, assim como, abomino outras tantas nacionais e internacionais.
Neste sentido, vim para este programa com o objectivo de explorar a música portuguesa, e tentar dar muito a ela. Sabendo que nos é dada a possibilidade de escolher os temas que queremos cantar, cheguei aqui também com o intuito de lutar pela música portuguesa e cantar o maior número de vezes em português. É, de facto, uma arte que deve ser explorada e passada aos outros. Tendo em conta que as pessoas, em muitos casos, não ouvem o que é nacional porque nunca lhes chegou, é fundamental proporcionar boas expectativas aos ouvintes com a música portuguesa.

Quais são as tuas referências musicais ao nível nacional e internacional?

A nível internacional, tenho uma grande referência: os Coldplay. É uma banda que é da minha geração, e que considero que vá ser intemporal. Acredito deste modo que, daqui a muitos anos, se continuará a ouvir Coldplay: os meus filhos irão ouvir Coldplay, os meus netos irão saber quem eram os Coldplay.
Quanto ao nível nacional, a minha grande referência é Sérgio Godinho pois, para além do fantástico compositor e autor de letras que é, tem uma grande capacidade de adaptação ao mundo. Ele canta há muitos anos, e soube-se adaptar aos tempos, não se escondendo apenas atrás daquilo que produziu no passado. Sérgio Godinho não se ficou por pensar que “ah isto toca-se assim, isto vai ser sempre tocado assim”. Muito pelo contrário! Ele contratou pessoas para dar uma nova cor, uma nova musicalidade às suas músicas, de modo a que o seu trabalho não morresse.

Como defines o teu estilo musical?

Em relação ao meu estilo de música, centra-se entre o pop/rock e a música ligeira, onde incluiu as baladas. Gosto muito de uma boa balada.

O programa
Como tem sido a experiência do Ídolos?

Isto tem sido muito melhor do que eu esperava. Vim com o objectivo de chegar aos finalistas do Ídolos. Felizmente, consegui. Pensei que iria passar por momentos mais complicados e, pelo contrário, não foi isso que aconteceu. Como tal, posso dizer que este programa é muito mais escola do que eu pensava. Não é uma escola de cantores, mas sim uma escola de profissionais, que nos treina para virmos a ser verdadeiros profissionais da música.

alt
Como surgiu a oportunidade de participar no Ídolos?

Há muitos anos que me puxam para vir ao Ídolos, que me incentivam a participar. No entanto, acabei por nunca vir, por ter algum receio que o júri destruísse o meu sonho, afirmando-me frontalmente que “não cantas nada” ou “isso não foi assim tão bom”. Este ano vim, porque senti mesmo a necessidade de enfrentar uma nova rigorosidade.
Tenho recebido várias críticas, algumas delas vindas de músicos meus amigos, que me dizem se cantei bem ou não. Esta apreciação que vou passar a enfrentar no Ídolos será diferente, será uma opinião na televisão nacional. Como tal, inscrevi-me no programa. Não contei inicialmente a ninguém. Só quando fui contactado para ir ao casting, revelei a notícia às pessoas mais próximas: pai, mãe e amigos.

Acompanhaste as edições anteriores do concurso da SIC?

Sim. Acompanhei principalmente a edição do ano passado. Foi a que segui mais fixamente.

Existia algum concorrente com o qual te identificavas?

Sinceramente, não me conseguia identificar com nenhum. Até ao fim, não tive nenhum favorito. Eram muito diferentes do meu estilo. Apreciava o que cada um fazia, mas nenhum deles ia de encontro à musicalidade de que realmente gosto.

O que é que sentiste quando soubeste que eras um dos doze finalistas?

Foi fantástico, porque eu tracei um objectivo há alguns meses. Tive de passar várias fases, vários testes, tive de ver pessoas a rir e a chorar, e no final alcancei o meu objectivo. É muito bom quando nós temos uma ambição e conseguimos concretiza-la.

Em termos de união de grupo, consideraste um forte elemento dentro dos finalistas?

Nós somos todos um grupo, bastante semelhante a uma família, ainda por mais estando a viver todos juntos. É muito engraçado! Pode ter passado essa ideia no programa porque, por acaso, as pessoas que eles mostravam a chegar à sala e a ser cumprimentadas, eram concorrentes com os quais, na altura, me identificava mais. Por isso, fiquei bastante emocionado quando o Gerson e o Ricardo passaram. Além de serem pessoas que eu apreciava muito como cantores, apreciava-os como pessoas. Como criei uma grande intimidade com eles, é normal ter-se notado que eu estava mais feliz quando passaram. No entanto, amigos somos todos uns dos outros. Por isso mesmo, travamos connosco próprios uma “luta” para estarmos bem com todos.
Acrescento ainda que é incrível que, pela primeira vez na minha vida, estou num grupo de trabalho onde só encontrei boas pessoas. Já tive vários grupos de trabalho, onde existiam bons e maus colegas. No entanto, parece-me que o júri desta vez fez uma decisão totalmente acertada. É um grupo fantástico! Nunca tinha lidado só com pessoas boas, que não fossem maldosas.
E ainda mais fantástico é o facto de estarmos em competição, e conseguirmos ser mais grupo que outros tantos que estão a trabalhar em prol da mesma coisa. Neste caso, no Ídolos, estamos a trabalhar em prol de nós próprios. Há uma grande confiança entre todos.

Tens algum concorrente preferido, entre os finalistas?

É muito complicado falar disso. Eu costumo dizer que, nós aqui, somos os catorze finalistas entre os milhares que participaram. E se o somos, é porque que estamos todos na mesma posição de chegar longe. Tudo depende por isso, da força que o público tem em eleger os seus preferidos.
Neste sentido, não tenho nenhum favorito, porque isto tem sido fantástico. O que posso dizer é o seguinte: todos os dias tenho a oportunidade de assistir a treze concertos excepcionais.

Em relação ao júri, existe algum elemento que mais temas?

Eu olho para o júri de uma forma muito profissional. Poderei talvez, mais tarde, olhar para um deles de outra forma, como amigo, produtor ou como a minha principal ajuda. No entanto, neste momento, não. As opiniões de cada um têm a mesma cotação. Se entrei neste programa, aceitei as regras do mesmo. Por esse motivo, concordei que eles eram o júri, e aceitei que eram pessoas soberanas na crítica. Só tenho por isso de estar atento, quando eles me dirigem alguma positiva ou negativa.

Recordas-te de algum elogio que te tenha ficado na mente?

Sim, claramente. Fiquei muito contente com o comentário do Manuel Moura dos Santos, na última fase do piano, na qual me disse que tudo o que tinha para fazer, e que estava nas minhas mãos, estava feito. Não foi um elogio do género “isto foi bom” ou “gostei”, mas foi uma apreciação à minha pessoa. Gostei que ele tivesse percebido o meu trabalho, tudo o que eu tinha para dar.

No que toca aos apresentadores, o que achas do trabalho de Cláudia Vieira e João Manzarra?

Eles são duas pessoas especiais, muito importantes e interessantes no programa. Apesar de isto ser televisão, e eles estarem aqui a trabalhar, nós temos o nosso trabalho que é cantar bem e fazer um bom programa de cantores. Já eles, têm o trabalho de apresentar. No entanto, indepentemente disso, mesmo quando éramos doze mil, eles olhavam para cada um de nós de uma forma especial, e estavam lá para nos apoiar. Eram uma segurança, pessoas que nos divertiam, e que sempre estiveram connosco. Aprecio por isso, para além do trabalho profissional deles, a forma como lidaram com os concorrentes até aqui.

Sobre o futuro, o que achas que este programa te possa trazer? Tens alguma expectativa?

Expectativas não dão para criar. Costumo dizer que, a partir desta fase, isto funciona como um jogo da Liga dos Campeões. Nós estamos em estágio, há uma imprensa à nossa volta a promover e, no domingo, vamos entrar para o nosso primeiro minuto, como equipa, concentrados para fazer um bom programa. Quando me refiro a todos, incluo não só os concorrentes, mas também o júri, a produção, a Cláudia e o João.
Neste sentido, é difícil ter expectativas. Tudo depende de como corra o jogo. Só mais para a frente é que poderá começar a vir o pensamento de não ser substituído. É um jogo muito longo que, para ser cumprido do início ao fim, terá um percurso muito difícil. A vitória só existirá quando alguém tiver o pé na bola, e a oportunidade de marcar o golo. É esta a maneira que tenho interpretado este programa, pois todos somos os favoritos e o jogo só começa a partir de domingo.

Se tivesses, no futuro, oportunidade de fazer um dueto com algum artista, qual seria?

Tenho noção de que nem todas as vozes funcionam com a minha, porém gostaria de fazer um dueto com a Manuela Azevedo.

Antes de cantar um pouco para os leitores do Televisão-Opinião e TV Universo, o Martim deixou uma mensagem, tal como pode ver na seguinte fotografia:
alt
(Um beijinho para todos os visitantes do Televisão-Opinião e TV Universo, do Martim)
Para terminar, fique com a canção que o Martim cantou em exclusivo para si!

{youtube}z_LytBVnU-A{/youtube}

/* ]]> */

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. mais informações

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close