A Entrevista

A Entrevista – Patrícia Bull

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Esta semana estivemos à conversa com Patrícia Bull. A atriz iniciou recentemente as gravações de Sei Lá, o novo filme de Joaquim Leitão, que consiste numa adaptação do livro de estreia de Margarida Rebelo Pinto. Este projeto conta com interpretações de Leonor Seixas, Ana Rita Clara, Gabriela Barros, António Pedro Cerdeira, Pedro Granger, Rita Pereira, entre outros. Quanto à história, é um retrato das mulheres de trinta anos, na perspetiva de Madalena, uma jovem que descobre que as pessoas nem sempre são aquilo que aparentam.

A Televisão – Boa tarde. A Patrícia é a co-protagonista do novo filme de Joaquim Leitão, cujas gravações arrancaram esta semana. O que nos pode adiantar acerca deste desafio?

Patrícia Bull – A minha personagem é a Mariana. Faz parte do grupo de amigas da Madalena. Estas mulheres têm personalidades muito diferentes e, por isso, representam o universo feminino, em todas as suas vertentes.

Como foi (ou está a ser) o processo de preparação para a sua personagem no filme?

Para já, encontro-me a fazer leituras do guião, em conjunto com os outros atores e sempre sob a direção de Joaquim Leitão. Também estou a ter aulas para conseguir tocar um instrumento musical, com o qual nunca antes tinha tido contacto. Por outro lado, é interessante, pois temos de nos situar nos anos 90, época em que decorre esta história. Na altura, ainda poucos usavam a internet e telemóveis.

Em 2012 participou no filme O Grande Kilapy. Foi uma experiência positiva?

Sim. Fazer cinema é um privilégio! E voltar a trabalhar com o Zézé Gamboa também é, sem dúvida, uma experiência enriquecedora. O elenco era muito interessente. Tínhamos a presença de atores que admiro imenso.

Que atores?

João Lagarto, José Pedro Gomes, e atores brasileiros como o Lázaro Ramos, António Pitanga, Maria Ceiça, entre outros. Foi umas das melhores experiências!

Então e considera que atualmente os portugueses dão valor ao cinema em Portugal?

Penso que o cinema nem sempre conseguiu chegar ao público. Existia uma barreira. Um preconceito. Mas que começa a ser ultrapassado! A adaptação tem de ser de ambas as partes e os cineastas já começam a fazer um cinema mais apelativo e com uma linguagem que o público entende melhor. Por outro lado, é preciso não esquecer que o cinema também precisa de gerar receitas que não provenham só das bilheteiras, por isso é importante que as marcas e empresas contribuam para tal. Aliás, o cinema  merece ser encarado como uma referência da cultura de um povo.

Nos últimos anos tem estado mais ligada à RTP, em produções como Bem-vindos a BeiraisMaternidade ou Pai à Força. Que balanço faz destes projetos?

Um balanço positivo! Tem acontecido ter participado, ultimamente em projetos da RTP, mas já fiz outros de que me orgulho, para os outros canais. É bom diversificar os palcos de atuação e enveredar por novas aventuras.

Como correram as gravações de Bem-vindos a Beirais?

Muito bem. A SP é uma excelente produtora, que sabe tratar os seus atores e as suas equipas. Sinto-me sempre apoiada e é um prazer lá voltar.

Em 2009, deu vida a Pombalina na série Equador. Agora, a TVI prepara-se para estrear Belmonte, uma novela que promete paisagens de luxo, assim como aquelas que vimos nessa produção. Gostava de integrar esta trama?

Já tenho saudades de integrar um projeto com a dimensão do Equador. A TVI é um canal arrojado e investe muito nestes projetos que para nós, atores, são sempre bastante atrativos! Quem sabe se não seria uma boa oportunidade?

BelmonteSol de InvernoOs Nossos DiasAmor à Vida… pretende acompanhar alguma?

Depende dos horários, mas gosto sempre de estar atenta ao que faz na nossa ficção.

Sente-se mais realizada a trabalhar na área do cinema ou em televisão?

Gosto de abraçar as duas vertentes. Não se pode comparar cinema e televisão. São estilos, linguagens, objetivos tão diferentes.

Qual foi o momento mais marcante que já viveu em televisão?

O primeiro é sempre muito especial. É uma descoberta enorme, um desafio. A Grande Aposta [RTP1] foi isso mesmo! Mas a série Maternidade marcou-me muito, pelo tema, pela diversidade de histórias reais e porque acabou mesmo por me levar a experienciar esse milagre da natureza!

E qual a personagem que mais gostou de interpretar até hoje?

Gostei muito da Rosa (Maternidade), pois dei vida e voz a muitas mulheres que passaram pelo drama de perder um filho. Será certamente a dor mais profunda e atroz que se pode sentir.

Última questão: que avaliação faz do atual panorama televisivo em Portugal?

A televisão é o espelho dos tempos de crise que atravessamos. Felizmente há muita gente com vontade de arregaçar as mangas, apesar das adversidades.

«O cinema merece ser encarado como uma referência da cultura de um povo»
  • AGNES

    Gostava que fizessem uma entrevista com o director-geral da TVI

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