A Entrevista

A Entrevista – Especial «I Love It»

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Estamos em contagem decrescente para a estreia de I Love It, uma série juvenil que promete preencher o vazio deixado por Morangos com Açúcar nas tardes da TVI. A história gira à volta de Beatriz (Mia Rose), uma rapariga apaixonada pela música, que canta e compõe, alimentando o sonho de fazer as suas criações musicais tocarem aqueles que as ouvem.

Antes do primeiro episódio ir para o ar, o A Televisão reuniu alguns atores desta produção para uma entrevista especial. Quisémos saber tudo: as características das personagens, as expectativas para I Love It, o ambiente que se vive nas gravações, entre outros assuntos. Frederico Amaral (Rena), João Bonneville (Arrison Fordji) e Olívia Ortiz (Helena Noronha) aceitaram o desafio e estão cá hoje. Os três jovens não têm a menor dúvida: «Esta série vai ser um sucesso!».

A Televisão – Olá a todos! Sejam bem-vindos. Vamos começar pela apresentação das vossas personagens. Quem é o Rena (Frederico Amaral), o Arrison Fordji (João Bonneville) e a Helena Noronha (Olívia Ortiz)?

Frederico Amaral – O Rodolfo (ou Rena, como é conhecido) é um jovem de 23 anos, natural dos Açores, que decide ir para Lisboa estudar Multimédia porque tem o sonho de ser realizador e adora tudo o que é tecnologia. É super aventureiro e engatatão, adora divertir-se e muitas vezes não tem noção da realidade. Só quer é sexo e rock and roll e a sua «droga» são as «bambis», que é como trata as mulheres. Toda essa loucura traz-lhe por vezes grandes chatices e consegue arrastar quem está à sua volta. É, literalmente, uma criança crescida que vive num outro universo.

João Bonneville – Bom, o Arrison é um jovem brasileiro simples, tranquilo e que ainda acredita no amor. É um elemento estabilizador na residência. Esta personagem, além de ser um grande desafio, é, também, uma oportunidade para mostrar, uma vez mais, a minha versatilidade enquanto ator.

Olívia Ortiz – Eu interpreto a Helena Noronha, filha de Rodrigo (Fernando Rodrigues) e Lurdes (Carla Andrino), e irmã de Benedita (Patrícia Godinho). A Helena é uma rapariga extrovertida, positiva e prática, cuja enorme paixão é o djing. No mundo da música é conhecida por Miss Len. O seu talento e originalidade trouxeram-lhe um certo culto no meio e, graças a isso, conquistou um dos lugares de DJ residente na discoteca mais consagrada da zona, a «Estação Central».

João, depois de Morangos com Açúcar, conte-nos como está a correr este regresso ao mundo da representação. Não temeu cair no esquecimento?

JB – Trabalho diariamente para dar continuidade à minha carreira. Não temi o esquecimento, pois confio no meu trabalho. Quanto às gravações (que ainda estão a decorrer), posso dizer que o arranque é sempre duro. No entanto, de dia para dia, e com a habituação ao novo formato, estamos a atingir a harmonia.

Não há semelhanças entre o Sebastião dos Morangos e o Arrison de I Love It (ambos nadadores-salvadores)?

JB – O Sebastião dos Morangos com Açúcar e o Arrison são personagens completamente diferentes uma da outra, o que requer um trabalho muito grande de desconstrução/construção de personagem.

Tal como referiu, dá vida a um jovem brasileiro. É fácil para si falar o Português do Brasil?

JB – Antes deste projeto, estive seis meses no Brasil a estudar TV e Cinema. Quando voltei, nos primeiros dias de trabalho, foi facílimo falar o Português do Brasil. No entanto, com o dia-a-dia a falar sotaque português, a dificuldade aumentou e, consequentemente, o desafio também aumentou.

Como ator, não tem medos ou fragilidades?

JB – Medos e fragilidades não são as melhores palavras. Existe um trabalho que é feito para que haja uma constante evolução e confiança no dia-a-dia. Espero, no entanto, transmitir credibilidade em cada personagem que faço.

Passemos agora à Olívia, que recentemente integrou o elenco de Destinos Cruzados. Como se preparou para a sua personagem em I Love It?

OO – Comecei por fazer um workshop de djing e tenho trabalhado diariamente para enriquecer a Helena como personagem. Ela tem uma atitude fresca e despreocupada, completamente diferente de mim. Para além disso, vai ter um percurso que acho muito interessante enquanto atriz. Sinto-me muito dedicada e com vontade, e espero estar à altura deste grande desafio.

Sei que as coisas nem sempre vão ser cor-de-rosa para a sua Helena

OO – Pois, um acontecimento inesperado vai fazer a sua vida dar uma volta de 180º. Ao ver o seu sonho de DJ afastar-se, a Helena vai entrar numa espiral destrutiva em que não existem limites nem consequências. Sem dar qualquer satisfação a ninguém, sai de casa e entrega-se às maiores loucuras, longe de imaginar que, afinal, as consequências vão cair-lhe em cima e mostrar-lhe um lado da vida que ela ainda não conhecia.

E quanto a si, Frederico, foi fácil o processo de preparação?

FA – O facto de ser mesmo açoriano ajudou-me muito a criar o Rodolfo, estou mesmo na minha zona de conforto. Quis humanizá-lo, torna-lo o mais real possível, mas com todas as suas particularidades (maluco, leviano, cómico, divertido, etc.). O sotaque micaelense, com as nuances e expressões que estou a utilizar, são por vezes naturalmente cómicas, bem como a minha fisionomia.

Então e como é contracenar com Mia Rose, a protagonista da história?

JB – É ótimo trabalhar com a Mia, assim como com todo o elenco e equipa. Estamos unidos para que este projeto seja um sucesso.

Que expectativas têm relativamente à série?

FA – As expectativas são altas, acredito muito nesta série e no trabalho que temos desenvolvido ao longo destes primeiros meses. O trabalho árduo de toda a equipa e a paixão que cada um dedica a este projeto vai ser sem dúvida recompensado.

JB – Acredito plenamente que esta série vai ser um sucesso. Depois do espaço deixado pelos Morangos, o público sente a falta de uma série juvenil que preencha esse horário. Além disso, a originalidade do produto fará, com certeza, que seja um sucesso.

OO – Tenho muita expectativa e confiança em toda a equipa, elenco e projeto. Estamos todos muito dedicados para que seja um sucesso.

Então, parece que não há dúvidas. Acreditam fortemente que I Love It vai conseguir vencer nas audiências, é isso?

FA – Esta série tem tudo para conquistar o público, é uma lufada de ar fresco na ficção nacional. É um projeto inovador e com uma nova linguagem. Falam-se de temas tão nossos e tão próximos da realidade, com que as pessoas se identificam. E o mais importante de tudo: tem humor e as pessoas gostam e precisam cada vez mais de rir. Espero que o Rodolfo contribua para tal.

JB – Trabalhamos todos para isso. No fundo, esta série é o passo a seguir aos MCA. Não envolve a escola e fixa-se, acima de tudo, no relacionamento dos jovens. O formato em que este projeto está a ser gravado é mais dinâmico e ativo, prendendo mais o espectador.

OO – Tenho a certeza que vai prender os espectadores, eu pelo menos estou apaixonada pela série e completamente rendida a toda a equipa. É inovador com decores de 360º sem boca de cena, câmaras a seguir os atores, um elenco composto por pessoas cheias de energia e talentosas, e uma excelente relação entre todos – desde os seguranças, produção, guarda-roupa, cabelos e maquilhagem, adereços, realização e todos os técnicos. Quando trabalhamos com entusiasmo em bom ambiente isso passa para a imagem e contagia todos!

Na imprensa, esta trama é apontada como uma adaptação da série internacional Skins, que aqui em Portugal é transmitida na MTV. Confirmam?

JB – Pode haver semelhanças, no entanto, é um produto original com a sua própria vida.

João, como avalia o atual panorama televisivo em Portugal?

JB – Depois de uma queda natural devido à crise, os canais, as produtoras e todos os elementos envolvidos estão a ajustar-se e penso que estamos a entrar numa nova fase do panorama televisivo em Portugal. As vicissitudes serviram para criar mais originalidade nos projetos que estão a ser criados. No fundo, há males que vêm por bem!

Terminadas as gravações deste projeto, pretende continuar a fazer carreira na TVI?

JB – Neste momento estou focado neste trabalho e na oportunidade que me foi dada pela TVI e Plural.

E pronto. Muito obrigado aos três. Que corra tudo bem neste vosso novo desafio profissional!

Uma mensagem especial antes da estreia:

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