A Entrevista

Carlos Costa

Na semana em que Ídolos regressa ao pequeno ecrã, o TVUniverso dá-lhe a conhecer aquele que foi o terceiro classificado da última edição do programa – Carlos Costa. Com apenas 17 anos, Carlos participou no talent show do canal de Carnaxide, tendo obtido apreciações, por vezes, contraditórias por parte do júri, mas sempre mencionando o seu talento para o espetáculo. Fique então a conhecer este jovem em mais uma edição de Especial Entrevista, agradecendo, desde já, a simpatia e disponibilidade do Carlos Costa.

1. Quando descobriu que a sua vocação era a música e era dela que queria viver?

Descobri aos onze anos de idade. Nessa altura comecei a levar a música como o elemento essencial da minha vida.

2. Os seus pais sempre o apoiaram?

Sempre me apoiaram acima de todas as coisas. Foram dois seres magníficos nesse aspecto.

3. Acima de tudo, o “Ídolos” é um espectáculo televisivo. A entrada na televisão mudou a imagem que tinha deste meio?

Sim e não, porque sempre soube que era um espectáculo de entretenimento em que nós éramos o produto. Quanto ao lado profissional do mundo da televisão só tenho uma coisa a dizer: ADORO.

4. Hoje, voltaria a participar no “Ídolos”?

Sim, obviamente que sim. Foi uma enorme rampa de lançamento.

5. De todos os temas que interpretou durante o programa, qual aquele que mais o marcou e porquê?

Acho que tive vários temas que me marcaram. Penso que o que correu melhor foi “You Shook Me All Night Long” dos AC/DC. Mas o que mais me mercou foi “Paparazzi” de Lady Gaga.

6. Durante o seu percurso, recebeu vários elogios, no entanto, as críticas também se fizeram ouvir. Houve alguma que sentisse que foi injusta?

Várias, mas não gosto de partilhar isso. Acima de tudo sei que fui educado e que as críticas justas e construtivas ficaram na minha memória o resto é passado. 

7. Apelou ao voto em Diana na final do “Ídolos”, por se identificar mais com ela. Actualmente mantém o contacto? Como é a vossa relação?

A minha relação com ela é como a relação que mantenho com os restantes colegas. Amizade saudável e sincera (incluindo o Filipe). Quanto ao apelo ao voto foi uma mera opinião minha sem segundas intenções. Sei que o podia ter feito de outra forma. Mas não retiro o que disse.

8. Ainda antes do início de “Idolomania” afirmou, em entrevista ao jornal “24 Horas”, que não estava muito empolgado. Hoje, depois de já ter participado em vários espectáculos, como se sente?

Como me sentia na altura. A única diferença é que viajei pelo país e dei a minha música a todas aquelas pessoas fantásticas que foram assistir. Obrigado por me terem ouvido!!
 

9. Dentro em breve estarão aí os seus “sucessores”. Que conselhos dá aos que concorreram a esta 4ª edição do “Ídolos”?

Não se deixem iludir sejam puros, sinceros e fiéis a quem são. O resto o vosso coração dirá.
 

10. Finalizando o tema “Ídolos”, que recordações guarda do programa?

Guardo tudo muito bem guardado. Numa caixinha que penso não abrir muitas vezes. Mas que obviamente abrirei com um sorriso nos lábios.

11. Recentemente cantou num programa da RTP, “Be My Valentine”, tema que em 2009 representou a Ucrânia no Festival da Eurovisão. É deste género de temas, ou seja mexidos que o Carlos mais gosta?

É uma das coisas que acho engraçado. Toda a gente pensa que só goste de temas mexidos. Mas eu gosto de tudo um pouco. Quanto a “Be My Valentine” faz muito o meu género. Claro.

12. O Carlos Afirma-se como fã do Festival da Canção e da Eurovisão, para si o que têm estes festivais de especial?

É um perfeito pretexto para conhecer novas caras e fazer boa música. Para além disso é a ligação que têm ao exterior do país que me fascina.

13. Sente que o Festival da Eurovisão que hoje se faz é melhor ou pior se compararmos por exemplo com o que se fazia nos anos 90?

Pior e melhor. Porque antigamente as músicas eram feiras de raiz. Hoje em dia acabamos por descobrir alguma outra música ou contexto musical nas músicas do certame. Felizmente o sentido de “Performance” continua a crescer assim como o investimento da RTP no evento. O que é de louvar.

14. Das músicas que representaram Portugal no ESC quais as de que mais gosta? E sem serem portuguesas, quais as que o marcaram?

As que mais gosto são:
Desfolhada, Há Dias Assim, Senhora Do Mar, Todas As Ruas Do Amor, Deixa-me Sonhar.
As que mais me marcaram (mesmo não portuguesas) foram:
Invincible (2006), Show Me Your Love (2006), My Number One (2005), Molitva (2007), Shady Lady (2008).

15. Numa entrevista o Carlos disse que gostava de representar Portugal lá fora na Eurovisão, pondera essa sua participação já para 2011?

Talvez sim talvez não 😉 eheheh

16. Uma pergunta comum no meio musical, porque é que Portugal nunca venceu, nem conseguiu bons resultados no Festival da Eurovisão? Sente que ao longo destes anos tem havido alguma injustiça para com as nossas músicas lá fora ou acha que é mesmo a RTP que não quer ganhar?

Portugal é um país muito pequeno que ultimamente tem conseguido conquistar aos poucos o coração dos Eurovisivos. Se continuar a lutar com a força que tem lutado e com a ajuda da RTP. Um dia vai conseguir!! Não desistam de acreditar.

17. Mudando de assunto. Recentemente, surgiram notícias de que estava prestes a iniciar a gravação do seu CD. Este é um desejo que ambiciona concretizar? Como será em termos de reportório?

Em termos de reportório ainda é cedo para falar apesar de já estar numa fase avançada. Mas sempre quis tentar ter temas meus num álbum e fazer trabalho de estúdio. Está a ser espectacular!! E sim, é um desejo pessoal.

18. Há quem diga que não se consegue viver da música no nosso país. No entanto, com a quantidade de talent-shows que existem na actualidade, há cada vez mais gente para um meio tão pequeno. Não tem receio de ser apenas mais um?

Acho que todos nós temos esse receio (ao menos se queremos ser alguém neste meio). Acho que realmente é um exagero de talent- shows mas a verdade é que quem é realmente bom vai ficar o que não for assim tão bom vai acabar por desaparecer. É algo que ainda estou a tentar descobrir em mim mesmo.

19. Ainda durante o “Ídolos”, em declarações à imprensa, referiu que não é extravagante, mas sim “diferente”. Acha que essa diferença poderá ser uma forma de se destacar no panorama musical português?

Não sei, só sei que gosto de marcar a diferença e ser considerado único. Obviamente não faço nada que não gosto para ser diferente. Espero que o país goste do meu trabalho e se divirta com ele como eu me divirto.

20. É muito crítico em relação ao seu trabalho? Ou faz e não pensa muito nisso?

Sou muito crítico. Por vezes sofro com isso.

21. Luciana Abreu também participou no “Ídolos” e acabou por não vencer. No entanto, muita gente concorda que, até à data, foi ela a concorrente que mais sucesso alcançou. A eterna “Floribella” já fez de tudo um pouco, desde a música, à representação, passando pela apresentação. Gostava de construir um percurso semelhante? A apresentação era uma área que gostava de experimentar? Tem algum convite?

Antes de mais admiro imenso a Luciana e acho que não será a eterna “Floribella” porque ela já fez muito mais que isso e provou que é uma artista de nome Luciana Abreu nada mais. Não é “Floribella”, nem a “Borboleta do Ídolos”, nem a ”Lucy”. Mas sim a Luciana Abreu com várias personagens. Gostava de conseguir o mesmo!
Gostava muito de experimentar a representação e a apresentação. Tive alguns convites mas por agora é melhor focar-me no álbum. Logo vejo como me organizo.

22. Tem uma imagem forte e já trabalhou em musicais. Gostava de representar em televisão? Já teve algum convite?

Como referi anteriormente sim. Gostava muito e já tive alguns convites. Mas terão que esperar.

23. E o público, reconhece-o na rua? Gosta desta interacção com os seus fãs?

Sim, imenso. Adoro os fãs. São quem faz tudo girar e continuar. Um grande OBRIGADO para eles!!

Curtas & Boas

1. Gosta de?

Dormir.

2. Não gosta de?

Fazer Ginásio (mas tem de ser).

3. Um livro:

“The Kitchen Boy” – Robert Alexander

4. Um ídolo:

A minha mãe.

5. Uma canção:

“The Prayer” – Celine Dion

6. Actualmente o que gosta mais de ver na televisão?

Não vejo televisão.

7. Memória mais remota da televisão?

Os marretas.

8. A minha vida é?

Uma loucura.

9. Não vive sem?

A minha voz.

10. O que gostava de ter dito e nunca disse?

Adoro a Lúcia Moniz!! 🙂

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