A Entrevista

A Entrevista – Soraia Chaves

A Entrevista Soraia Chaves

Aos 27 anos, a atriz abraça pela primeira vez o papel de protagonista de uma telenovela e esteve à conversa com A Televisão sobre as suas expectativas para o remake português de Dancin’Days. Os motivos que a levaram a aceitar o convite, os elogios a Joana Santos e a Joana Ribeiro, a alegria por ver a aposta que a SIC e a TV Globo estão a fazer em si e, claro está, alguns traços característicos da Raquel Côrte-Real da nova telenovela da SIC, são alguns dos temas em cima da mesa.

[quote] (Dancin’Days) é um desafio que nunca tinha tido até hoje na minha carreira profissional e estou muito entusiasmada e feliz por ter esta oportunidade[/quote]

A Televisão – Está nervosa com este projeto?

Soraia Chaves – Eu penso que é um nervosismo positivo, acho que faz parte de um momento especial como este. Realmente é um desafio que nunca tinha tido até hoje na minha carreira profissional, portanto, estou muito entusiasmada e feliz por ter esta oportunidade, a personagem que tenho em mãos para trabalhar, estou feliz.

Como correu a fase das pré-gravações?

Nós começamos a trabalhar esta personagem com uma directora de atores que veio com a Globo em janeiro, portanto, já há uns meses que tenho estado a desenvolver e a criar esta personagem, juntamente com a Laís Correia e também tivemos ensaios bastante intensivos com o realizador e alguns diretores de atores portugueses. Esta personagem, não se pode dizer que seja uma vilã, nem a antagonista da história, mas é uma personagem que vai um bocadinho dificultar a vida à grande protagonista que é a Joana Santos, a Júlia Matos. Eu sou irmã dela, que durante dezasseis anos criou a filha biológica da Júlia, porque esteve presa durante dezasseis anos e, neste momento é uma mulher que escondeu, ou tenta deixar para trás das costas o seu passado, conquistou uma vida nova, tem um lugar na alta sociedade, casou com um homem rico, tem a sua filha exactamente como sempre imaginou e vai fazer tudo para não perder aquilo que conquistou, portanto vai fazer coisas que vão ser menos certas, ou mesmo erradas aos olhos de alguns, mas ela é uma mulher muito forte, decidida, determinada e está absolutamente determinada em defender, sobretudo, a sua filha e a sua posição também na sociedade.

[pullquote_left] (A Raquel) é uma mulher muito forte, decidida, determinada e está absolutamente determinada em defender, sobretudo, a sua filha e a sua posição também na sociedade.[/pullquote_left]

Porque é que aceitou fazer uma novela?

Sempre que aparece um convite tenho que ponderar. Tinha estado, até agora, fora de Portugal, tinha estado a fazer outros projectos, não tinha tido essa disponibilidade realmente para entrar num projeto tão longo como uma novela. E, neste caso tinha essa disponibilidade a nível de tempo e tinha a vontade de também passar por esta experiência, portanto, achei que era a altura certa se eu tivesse que fazer uma novela, e era uma coisa que eu queria fazer como atriz. Este era o momento ideal, porque era o projeto que acredito que é um bom projeto, tem uma equipa fantástica à sua volta, tem a Globo envolvida, tem os escritores que também estiveram nos Laços de Sangue, que também foi um enorme sucesso e, portanto, a equipa, a confiança na equipa, a confiança no projeto que me foi apresentado, foi um fator importante para aceitar. Depois o desafio natural como atriz de querer fazer uma coisa nova. E de ter muita vontade de trabalhar, também, depois dos três anos em que trabalhava, mas tinha também uma vida de estudante, portanto queria, realmente, este ano, ter um ritmo de trabalho intenso e tive a sorte de ter surgido este convite, de ter surgido este projeto. Foram estas as razões.

[quote]Fazer uma telenovela era algo que queria fazer como atriz[/quote]

A Joana Santos foi a grande surpresa de Laços de Sangue, será a Soraia a grande surpresa de Dancin’Days?

São novelas diferentes (risos). E a Joana Santos foi uma surpresa, porque de facto, ela pela primeira vez teve um papel de protagonismo que deu para revelar que tem, realmente, o seu talento. A Joana é uma atriz fabulosa. Mas acho que não se podem fazer comparações. A Joana é a Joana, eu sou eu. Agora o que posso dizer é que fiquei muito feliz por saber que vou contracenar com ela. E ela vai ser a minha irmã e isso foi também muito importante e foi bom saber que vou estar a contracenar com uma grande atriz.

[pullquote_right] A Joana Santos foi uma surpresa, porque de facto, ela pela primeira vez teve um papel de protagonismo que deu para revelar que tem, realmente, o seu talento. É uma atriz fabulosa.[/pullquote_right]

Qual a sua opinião sobre a sua “filha” Joana Ribeiro?

Posso dizer que fiz parte de um dos castings, onde vimos várias candidatas. E achei, desde o início, que ela tinha imensa garra, imensa vontade, muito focada e muito entusiasmada. Ela está com um enorme entusiasmo com este trabalho, que vai ser o seu primeiro trabalho. É lindíssima, é talentosa e está no início. A Joana está com uma grande paixão e tenho a certeza de que foi uma escolha acertada e que vai fazer muito bem de Mariana.

Qual é o maior desafio da sua personagem?

Ela não é boa, nem é má. E o maior desafio é defender uma personagem que vem fazer coisas erradas, mas que acredita que está a fazer pelas razões certas. Ela na cabeça dela tem razão e tem que fazer aquilo, para defender aquilo que é seu, e é difícil isso. É um grande desafio.

Como é que faz isso em termos cénicos? Com o olhar?

Em termos cénicos não, é mais em termos de sentir, de compreender a personagem, e tentar passar essa verdade. Tem que viver de dentro. Construir de forma plástica, torna a coisa menos verdadeira e eu acho que o público também percebe isso, portanto, o nosso trabalho, que vamos tentando desenvolver, também com os directores de atores é que esteja credível, mas que seja credível também para nós, que nós atores, acreditemos e temos que defender esta personagem até à morte. E isso foi um enorme desafio. Depois é uma mulher que tem mais experiência do que eu, mais velha do que eu sou na realidade, ela tem 40 anos, 42, e é mãe de uma filha de 16 anos e eu não tenho experiência nenhuma de maternidade, nem com crianças, portanto este também foi um desafio: imaginar-me no papel de uma mãe de uma adolescente de 16 anos. Mas está a ser giro.

[pullquote_right] Foi um desafio imaginar-me no papel de uma mãe de uma adolescente de 16 anos. [/pullquote_right]

Teve algum tipo de formação para se preparar para esta personagem?

Não, esse trabalho tem sido feito na SP, com a equipa que tem estado a trabalhar neste projeto.

E depois de Dancin’Days? Que projectos há?

Agora este ano, nada. Vou estar completamente concentrada na Raquel Corte-Real de Dancin’Days.

  • Anónimo

    Porque é que só fazem entrevistas a profissionais da SIC??!!

    • Davidf2012

      Entrevistamos quem se mostra disponível para dar entrevistas. Estas foram conseguidas na apresentação à imprensa de «Dancin’ Days», onde estivemos presentes. Mas, brevemente iremos publicar outras de outros formatos. 🙂

  • joana

    Gosto. Imenso. De. Ti. 🙂 🙂 🙂 🙂 🙂 🙂 🙂 🙂 🙂 🙂 🙂 🙂 🙂 🙂 🙂

/* ]]> */

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. mais informações

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close