A Entrevista

A Entrevista – Sofia Cerveira

A Entrevista Sofia Cerveira

Aos 37 anos e com mais de quinze anos de carreira, a apresentadora prepara-se para viver uma nova realidade na sua vida profissional. Pela primeira vez, os portugueses vão poder vê-la não como Sofia Cerveira, como é habitual, todos os sábados no E-Especial, mas sim como Bárbara Andrade da nova telenovela da SIC, o remake português de Dancin’Days.

A Televisão esteve recentemente à conversa com a conhecida apresentadora, que agora se estreia como atriz, e que se mostrou muito entusiasmada com este convite, que considerou “irrecusável” por parte de Luís Marques. Conheça agora as expetativas de Sofia Cerveira para este novo projeto.

[quote] Estive cerca de 3 meses, no ano passado, no Rio de Janeiro, de outubro a dezembro a fazer coaching particular com uma das melhores coach da Globo (Paloma Riani)”[/quote]

A Televisão – Como viu este convite para se estrear como atriz?

Sofia Cerveira – Foi um convite irrecusável. Foi um convite da SIC através do Dr Luís Marques para eu me transpor do palco da apresentação para o palco da representação. Foi um convite irrecusável, numa altura em que esta parceria (entre a SIC e a TV Globo) se consolida. E eu sou uma mulher de desafios. Acho que é um projeto muito arrojado e muito importante e eu não podia recusar. É uma oportunidade valiosíssima. Veio no timing e no espaço certo. E foi com muito prazer e estou muito feliz por integrar o elenco de Dancin Days.

Espaço e timing certo porquê?

Porque neste momento tenho disponibilidade total, estou totalmente entregue, a 100% a este projeto. Já tive outras oportunidades, não só de televisão mas também de cinema e na altura as coisas acabaram por não acontecer. E nesta altura estou aberta a entregar a 100%. Já descobri que o mundo de Sofia, se quiser, tem várias vozes. E isso é que tem sido interessantíssimo, esta descoberta que já de há uns meses a esta parte tenho feito, tem-me levado por caminhos incríveis. Eu estive cerca de 3 meses, no ano passado, no Rio de Janeiro, de outubro a dezembro a fazer coaching particular com uma das melhores coach da Globo – Paloma Riani. E portanto, para lhe dizer, que estou empenhada agora sempre estive. Acho que é importante essa formação para a pessoa também perceber as suas potencialidades, para se descobrir, para se entregar completamente. Tive um feedback muito positivo, o que me deixou ainda mais confiante. E agora aqui com o trabalho da sensacional Lais Correia, já deve ter ouvido falar dela – a mesma preparadora de elenco de Laços de Sangue, tenho tido oportunidade de descobrir ainda mais, de encontrar os tons certos, de me entregar, de dar voz. E pronto, é uma aprendizagem constante.

[pullquote_right]Já descobri que o mundo de Sofia, se quiser, tem várias vozes “[/pullquote_right]

Fez essa formação na Globo depois deste convite ou antes?

Já havia uma vontade manifesta de ambas as partes. A partir daí, para mim tornou-se essencial procurar formação. Atenção, foi com uma coach da Globo, não foi na Globo. Foram aulas particulares que eu tive com ela, procurei e foi fantástico. Descobrirmos que aquilo que temos, que a vontade que temos, de alguma forma corresponde à realidade. Não é só algo de repente, que as pessoas dizem, mas porquê agora? Por que aconteceu? Confesso, eu já tinha tido alguma vontade para entrar num desafio destes e acho que esta oportunidade é especialíssima, de facto. Esta consolidação da SIC, Globo, SP (Televisão), é muitíssimo importante para a ficção nacional e eu sinto-me muito orgulhosa por poder fazer parte deste momento.

[pullquote_left] Esta consolidação da SIC, Globo, SP (Televisão), é muitíssimo importante para a ficção nacional”[/pullquote_left]

E o que nos pode contar sobre a sua personagem?

É a Bárbara Andrade, mais conhecida como Babi. Tem 40 anos, já tem uma filha que é a Nônô (Joana Barradas). Eu sou a amiga mais próxima da Raquel, a personagem da Soraia Chaves. E a minha filha, a Nônô é a miúda mais próxima da Mariana (Joana Ribeiro), a filha da Júlia (Joana Santos), que é criada pela Raquel, então temos uma relação muito próxima. A Babi é uma mulher de bem com a vida, feliz, divertida, nasceu em berço de ouro, numa sociedade mais alta. Muito elegante. Está sempre a par das tendências. Movimenta-se num círculo de personalidades e a Raquel gosta e identifica-se imenso com ela. Pode ser por vezes algo superficial, não necessariamente fútil, até porque eu acho que ela não é fútil. E esse lado superficial dela até pode ter uma certa graça a fazê-lo. Pelo que eu percebi até agora, é uma personagem com imensos rasgos para percorrer, alguns caminhos muito interessantes para percorrer. Mas vou-lhe ser franca, para mim isto foi um presente que surgiu, mas se tivesse sido outro, neste momento, na minha vida, encará-lo-ia com enorme alegria na mesma. A Babi foi mesmo bom. Estou mesmo muito feliz.

E como tem sido o trabalho de casa?

[pullquote_right]O trabalho prévio da apresentação não tem nada a ver com o trabalho prévio da representação.[/pullquote_right]Envolve uma grande concentração. Mas eu sempre fui uma pessoa de grande concentração. É diferente. O trabalho prévio da apresentação não tem nada a ver com o trabalho prévio da representação. A representação é algo bastante mais introspetivo, que lida muito mais com o nosso interior e portanto, é um trabalho talvez mais solitário ainda. E também por isso de descobertas constantes. E o prazer de perceber isso é algo único. Estou a divertir-me que é uma coisa… Acho que esta novela é muito real, é uma novela que apesar de ter sido feita em 78, é muitíssimo real, com liberdade de adaptação por parte da equipa fantástica do Pedro Lopes. E não posso deixar de enaltecer também o trabalho da Lais Correia, que tem sido fundamental para todos e, agora falo por mim, nesta construção, neste tom, neste descobrir quem é esta Babi, esta mulher? E ela tem sido uma pessoa incansável, apoia-nos a todos, está mais uma vez, à semelhança de Laços de Sangue, empenhadíssima com todos nós e isso sente-se, porque há já uma cumplicidade entre núcleos, em que pessoas que não se conhecem, de um dia para o outro começam a ganhar cumplicidades, e isso faz toda a diferença para depois quando se contracena, depois a pessoa já tem aquela intimidade que antes não tinha e que já a faz estar mais natural. Esta é uma novela naturalista, não é uma coisa teatral, é o mais natural possível. Tem de haver alguma contenção. Quanto mais naturais as coisas forem, melhor. Posso dizer que fui muito bem recebida pela SP, todos me receberam lindamente, tenho tido apoio de imensa gente, tem sido fantástico e ajuda.

Apresentar o EEspecial, também ajudou na receção dos colegas?

Eu julgo que sim, porque eu trabalho há 15 anos em televisão, portanto as pessoas já me conhecem.

Vai continuar no E-Especial, em simultâneo com Dancin’Days?

Claro, claro. Felizmente, conseguirei conciliar com muito prazer a apresentação do EEspecial com a novela.

 

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