A Entrevista

A Entrevista – Pedro Fernandes

A Entrevista Pedro Fernandes

O homem que é licenciado em Publicidade e Marketing, mas quis o destino que a profissão de Designer Gráfico desse lugar ao apresentador das quintas-feiras do 5 Para a Meia-Noite. Antes disso passou pela Revolta dos Pastéis de Nata, Caia Quem Caia e pela Operação Triunfo. Um dia antes do regresso à antena, desta feita, na RTP 1, saiba as expectativas e pormenores sobre como vão ser as próximas quintas-feiras. Pacheco, como é conhecido, esteve à conversa com A Televisão e contou que espera ter José Mourinho como convidado e que a mudança do 5 da RTP 2 para a RTP 1 não vai mexer nos conteúdos ousados que sempre apresentou.

Eis Pedro Fernandes, em discurso direto.

[pullquote_left](Na RTP 1) Não nos pedem audiências, pedem-nos para sermos fiéis a nós próprios, ao trabalho que temos feito.[/pullquote_left]

A Televisão – É o único a manter o mesmo dia desde o início do programa. Porquê?

Conheço pessoas em cargos importantes e safei-me à grande (risos). Não, não sei. Por acaso sempre fiz muita questão em manter as quintas-feiras, em termos mesmo de rotina, já me tinha habituado. Mas se as chefias achassem que eu devia estar noutro dia, pois teria que assumir esse dia como meu e faria o melhor possível com esse outro dia. Mas fiquei com as quintas e fico muito contente por manter essa tradição. Para mim já é uma tradição.

O facto de terem passado da RTP 2 para a RTP 1 foi um reconhecimento do trabalho que têm feito? Era fácil fazer audiências na RTP 2 e como vai ser agora na RTP 1?

A audiência para o canal dois era muito boa. Pois na RTP 1, vamos ver. Nunca experimentámos, é um desafio para todos nós, esperamos pelo menos manter o nosso público e se ganharmos mais algum já será uma vitória. Não nos pedem audiências, pedem-nos para sermos fiéis a nós próprios, ao trabalho que temos feito.

Mas isso é uma coisa que se sente? Trabalhar para 100 mil ou 300 mil?

Sim, nós ficamos muito contentes por o nosso trabalho poder chegar a muito mais pessoas, apesar de a nossa audiência televisiva é um bocadinho falsa, porquê? Porque nós às tantas até temos mais pessoas a ver o programa na Internet do que propriamente na televisão. Para terem uma ideia, a nossa página de Facebook tem mais de meio milhão de fãs e nós às vezes tínhamos audiências em que o normal seriam de 200 mil, 300 mil. Portanto, há muito mais pessoas a consumirem o 5 Para a Meia-Noite na Internet e nas redes sociais do que propriamente na televisão. O que nós esperamos agora é que todos os números possam aumentar, se não aumentarem em termos televisivos, de certeza que o nosso trabalho vai chegar a muito mais gente mesmo através da Internet.

Novidades das quintas-feiras? O que vamos ter de novo?

É um esforço que nós fazemos sempre de uma série para as outras e isso aconteceu sempre na RTP 2, em que apresentámos rubricas novas, sketches novos, atores novos, portanto há um constante renovar e não é o mudar para a RTP 1 que muda isso, porque isso já iria acontecer normalmente, mesmo se o programa ficasse na RTP 2. Esperem sempre por surpresas, porque nós fazemos sempre esse esforço semanalmente, de trazer coisas novas aos nossos espectadores.

[pullquote_right] Há muito mais pessoas a consumirem o 5 Para a Meia-Noite na Internet e nas redes sociais do que propriamente na televisão.[/pullquote_right]

Rubricas fixas, como havia anteriormente…

Sim, há algumas coisas que vamos manter, como por exemplo o Ocasião Faz a Parvoíce, em que nós dizemos anúncios que são reais vai continuar a existir, vamos ter a Soprah dos Pobres, mas vamos também ter coisas novas, como por exemplo O Homem que vê Oportunidade de fazer uma orgia em qualquer lado, é um quadro novo que vamos ter, O Agricultor que é o Homem Indignado, que vai agora ter novas profissões, isso são alguns pequenos exemplos. Eu vou ter uma série que tem alguma consistência, que é de bastidores da RTP 1, são situações que poderiam ser reais na RTP 1, por exemplo, gravei já para o primeiro programa, com o Fernando Mendes, com o Malato, com o Baião e com a Tânia Ribas de Oliveira, é uma espécie de The Office, mas na RTP 1, com a minha passagem por lá e a tentar fazer amizades com outras caras da RTP 1, também vai ser engraçado. Vou tentar fazer também o Hospital Central da RTP, onde também vou receber algumas caras conhecidas como se dessem entrada mesmo no hospital, e eu serei o médico de serviço. Estes são apenas alguns exemplos.

Fazer uma temporada de seis meses não é mais difícil do que as outras, que eram mais curtas?

Difícil não será. É mais cansativo, vai ser um bocadinho mais cansativo, porque normalmente nós tínhamos um intervalo de um mês ou dois, entre cada série de três meses, desta vez vai ser uma maratona, mas corrida como se fosse uma corrida de velocidade.

O perfil dos convidados. Vai manter-se igual?

Cada vez é mais difícil ter convidados novos que não tenham ido ao 5 Para a Meia-Noite, porque o país é pequeno, mas eu vou ter o critério de, para já, tentar não repetir convidados que já tenham sido convidados no meu dia e depois que tenha esse fator de actualidade, que tenham lançado um álbum novo, ou um livro novo, ou um filme novo, ou uma peça nova, ou então pessoas que tenham uma história rica para contar. Vou tentar apostar em não ter sempre pessoas conhecidas, mas ter o anónimo que tenha uma boa história para contar. E acho que aí posso criar alguma diferença em relação aos meus colegas. Não sei se é isso que eles também estão a pensar fazer, mas acho que vou tentar ir por aí, porque as pessoas conhecidas/famosas já estão um bocadinho esgotadas. E eu vou trazer essa novidade para o 5 Para a Meia-Noite.

[pullquote_left] o período mais difícil de um programa como o 5 Para a Meia-Noite é a escolha de convidados. [/pullquote_left]

É desta que vamos ver o José Mourinho no 5 Para a Meia-Noite?

Eu gostava muito de que ele viesse ao 5 Para a Meia-Noite e eu aposto que ele possa ser despedido outra vez, ganhe uma choruda indemnização e venha um ano de férias para Portugal. Será a única maneira de eu o apanhar com disposição para vir ao 5 Para a Meia-Noite.

 

Como é que se gerem os egos entre cinco personalidades diferentes e consagradas, como são os apresentadores do 5?

Os egos só se tocam quando falamos desta escolha de convidados. Acho que o período mais difícil de um programa como o 5 Para a Meia-Noite é a escolha de convidados, porque ou este já falou com aquele, ou o outro já falou e depois quem é que falou primeiro, e acaba tudo por se resumir à disponibilidade do convidado, se ele pode vir a uma segunda, a uma terça, a uma quarta, a uma quinta ou a uma sexta, acaba por ser às vezes o convidado a escolher o dia que lhe dá mais jeito, quando mais do que um apresentador gostava de ter aquela pessoa. O critério é esse e acaba por se gerir bem. Já gerimos durante cinco séries e nunca houve conflitos entre apresentadores e não é agora que vai acontecer.

Que argumentos usaria para convencer um telespectador que só pode ver um programa a ver às quintas-feiras?

O tardio do programa faz com que muitas pessoas adormeçam. E isso só não acontece às quintas-feiras.

/* ]]> */

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. mais informações

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close