A Entrevista

A Entrevista – Nuno Markl

Aquele que é talvez o maior dos cromos da Caderneta de Cromos. Que diz que há vida em Markl e que é casado com a radialista Ana Galvão é uma das grandes aquisições da sexta temporada do 5 Para a Meia-Noite. A convite de Hugo Andrade e depois de tentar arranjar um espaço no seu “jogo de tétris”, que é como quem diz, na sua agenda, Nuno Markl deu o sim e é a nova cara das quartas-feiras. Há quem o confunda com Nilton, mas a sua legião de fãs é mais do que muita.

Um dia antes da sua estreia, eis uma conversa do humorista com A Televisão. O convite, os elogios à restante equipa e a promessa de um “programa diferente” todas as semanas são alguns dos temas em destaque, não esquecendo um dos seus desejos. Receber no sofá do 5, Lana Del Rei. Será que consegue?

Eis Nuno Markl, em discurso direto.

[quote]Já me tinha comprometido no canal Q para apresentar  o Felizes Para Sempre e parecia-me mal estar a largá-lo, mas obviamente que este convite também era interessante de mais para o rejeitar. Então lá houve maneira de encaixar tudo. [/quote]

A Televisão – Como é que surgiu o convite para o 5 Para a Meia-Noite?

Foi uma coisa muito rápida e desprovida de glamour. Foi uma chamada a meio da tarde do Hugo Andrade que disse: “epá, vou ser muito rápido, não tenho muito tempo a perder, tu também não. Queres apresentar um dos dias do 5 Para a Meia-Noite? E eu fiquei assim hesitante, reflecti um bocado porque a minha vida é tipo um jogo de tetris no fundo do nível nove, as peças estão todas a cair e eu estou a tentar encaixá-las desesperadamente umas nas outras. E, tive que pensar bem como é que ia encaixar as peças todas. Já me tinha comprometido no canal Q também para apresentar um programa, o Felizes Para Sempre e parecia-me mal estar a largá-lo, mas obviamente que este convite também era interessante de mais para o rejeitar. Então lá houve maneira de encaixar tudo. Espero não ir à loucura, mas está feito o puzzle, vamos lá ver como é que se aguenta aquilo tudo.

Sente a responsabilidade de fazer parte do leque de apresentadores de uma série que vai passar agora para a RTP?

Sim, obviamente que sim. Uma das coisas que ficou definida desde o início pela RTP e pelo Hugo Andrade é que nos era dada toda a liberdade. Ele disse “Vocês têm aquele espaço, têm uma hora, façam o que quiserem lá dentro, não há nenhuma censura, não há nenhuma imposição. E eu acho que isso é um bocado “síndrome da loja de brinquedos”, de repente dizem assim “compra o que tu quiseres” e estamos ali na loja e perguntamos “e agora, e agora?”, portanto estou um bocado inebriado com essa liberdade que nos é dada. A minha ideia é ir semana após semana e ver que ideias vão realmente boas. Neste momento não estou sequer a pensar em termos de ter rubricas fixas. Acho que a ideia é tentar surpreender as pessoas ao máximo e não formatar as coisas demasiado no sentido de as pessoas pensarem “ora bem, agora vem aqui a parte do não sei quê”. Vamos tentar criar um equilíbrio.

Portanto, vai ser um programa diferente todas as semanas?

Sim, é isso.

Porquê a escolha das quartas-feiras? Foi o Nuno que pediu? Ou a RTP que sugeriu?

Eu deixei um bocado assim ao critério da produção. A segunda-feira era um dia mais problemático, porque é o dia do Prós e Contras e para mim é um bocado mais duro, sobretudo porque já acordei cedo na segunda-feira, ter que esperar até ao fim do Prós e Contras, que às vezes se estende assim um bocadinho e eu acho que o Hugo Andrade é capaz de ter tido um bocado em conta que, já que eu vou enlouquecer, que não enlouqueça totalmente. Então a quarta-feira é um dia que é capaz de arrancar mesmo às 5 Para a Meia-Noite.

A questão inevitável. Vamos ver a Ana Galvão como convidada do Nuno Markl?

Eu acho que ela de vez em quando irá fazer assim umas perninhas. Eu acho que sim. Acho que vale a pena. Eu gosto imenso de trabalhar com ela. E penso que sim.

[pullquote_right]Adoraria que o 5 Para a Meia-Noite pudesse marcar um bocado essa diferença como sendo a sala de estar que vai receber essas pessoas também do estrangeiro.[/pullquote_right]

Quanto à aposta da RTP no José Pedro Vasconcelos? Qual a sua opinião?

Acho que é óptimo. Eles foram buscar o Zé Pedro como quem vai buscar o Rambo. Está lá no Alentejo profundo e de repente aparecem lá “vem, vem, vem”. Eu acho que ele está em grande forma e acho que ele é daquelas pessoas que tem uma certa qualidade de desenho animado vivo. Eu às vezes parece que estou a falar com um desenho animado. Ele é super animado, é super eletrico, híper-dinâmico, tem grandes ideias e acho que vai fazer um óptimo trabalho.

A Carminho é a sua primeira convidada. O que podemos esperar dos próximos? Quem é que o Nuno gostava de ter no seu sofá?

Na lista que nos enviaram de potenciais convidados, há uma série de vedetas internacionais que eles puseram lá um bocado na onda “pode ser, se calhar não vêem” e então pensei assim: “se conseguirem a Lana Del Rey obviamente que será muito bom”. Mas não sei. Adoraria assim de vez em quando falar com alguém que vá pouco a este género de programas. Há tanta gente que vem cá dar concertos e Portugal agora está num circuito dos concertos. E olhamos para Espanha e eles vão aos talk-shows espanhóis quando vão a Espanha e eu penso “porque é que vão aos de Espanha e não vão aos de Portugal?” Adoraria que o 5 Para a Meia-Noite pudesse, não só no meu dia, mas nos outros dias também marcar um bocado essa diferença como sendo a sala de estar que vai receber essas pessoas também do estrangeiro.

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