A Entrevista

A Entrevista – Maria Vieira

Maria Veira not

Integrou duas novelas da TV Globo – «Negócio da China» e «Aquele Beijo» – e, por problemas jurídicos, foi impedida de dar vida a uma personagem exclusivamente pensada em si por Miguel Falabella para a série «Pé na Cova». De volta ao seu país, Maria Vieira conversou, em exclusivo, com o site A Televisão, onde explicou o que realmente aconteceu e comparou as ficções portuguesa e brasileira. Atente-se n’ A Entrevista que se segue.

Revelou no seu Facebook, no passado domingo, que está de regresso a Portugal. O que aconteceu para não poder integrar o novo projeto de Miguel Falabella?

Regressei do Brasil no final de abril, quando terminei as gravações da novela «Aquele Beijo» e depois fui para Paris, onde estive durante três meses a rodar um filme francês («La Cage Dorée») de Ruben Alves, onde contracenei com alguns dos mais prestigiados atores franceses e com os meus conterrâneos Joaquim de Almeida e Rita Blanco. Em relação a «Pé na Cova», seriado para o qual fui convidada pelo seu autor Miguel Falabella, acabou por acontecer o seguinte: a rescisão do meu contrato referente ao final da novela «Aquele Beijo» deu origem ao cancelamento do meu Visto de Trabalho que era válido até 13 de Agosto de 2013. Para integrar a nova série do Miguel, eu teria de requerer um novo Visto de Trabalho que demoraria cerca de seis meses (anulação do Visto anterior e emissão de um novo) e apesar dos esforços do Jurídico da Globo, da produção do seriado e do próprio Miguel Falabella, não foi possível assegurar a minha participação em tempo útil, uma vez que as gravações do programa arrancam no próximo mês de outubro. Apesar do propalado Ano das Comemorações Brasil-Portugal, o Ministério do Trabalho Brasileiro não facilitou o meu regresso ao Brasil e por isso aqui estou eu, de volta ao país que me viu nascer.

Está feliz por voltar a Portugal ou preferia ter ficado no Brasil?

Eu sou portuguesa. Amo o meu país e foi aqui que dei início à minha carreira de 30 anos, sempre apoiada e acarinhada pelo público português mas, obviamente, não posso esconder que gostaria de dar continuidade à minha carreira no Brasil e essa opção acontece por razões demasiado óbvias que têm a ver não só com as condições de trabalho infinitamente superiores oferecidas pela TV Globo, como por um universo de 200 milhões de espectadores e por um país em franco desenvolvimento económico. Para além disso, gosto muito de viver no Brasil e identifico-me muito com a alegria, com o positivismo e com a filosofia de vida do povo brasileiro.

Como avalia o seu trabalho desenvolvido em terras de Vera Cruz?

Fiz duas novelas na Globo, fui várias vezes distinguida pela exigente imprensa brasileira, fui sempre muito respeitada e acarinhada pelos diretores, produtores e realizadores da estação e fui muito elogiada e admirada pelo público brasileiro que ama os seus atores de uma forma absolutamente inigualável no resto do mundo.

Como foi participar em duas novelas da Globo, que é considerada o mundo das novelas?

A Rede Globo é a terceira maior estação de televisão do mundo e é a maior e mais bem sucedida produtora de novelas do planeta. Os estúdios do Projac são uma autêntica cidade dentro da cidade do Rio de Janeiro. Trabalhar na TV Globo é um sonho para a grande maioria dos atores e eu já realizei esse sonho duplamente. Contracenei e sou amiga pessoal de algumas das maiores vedetas brasileiras, atores fenomenais que me habituei a ver na TV e, obviamente, estou muito orgulhosa desse período da minha carreira.

Quais as principais diferenças que notou entre a ficção portuguesa e a brasileira?

Infelizmente nunca fiz novela no meu país e por isso não tenho termos de comparação que me permitam adiantar muito sobre esse assunto. De qualquer forma, pelo que tenho visto ultimamente, acho que a ficção portuguesa está no bom caminho e apesar das televisões nacionais não terem os mesmos meios financeiros e técnicos à disposição da TV Globo, creio que não estão muito aquém da qualidade registada pelos produtos da poderosa estação brasileira.

De regresso a Portugal, ja existem convites para a ficção? Em que projetos gostaria de se ver envolvida?

Só muito recentemente é que eu fiquei a saber do meu impedimento para integrar o elenco de «Pé na Cova»; a maioria das pessoas pensava, inclusivé, que eu estava a viver e a trabalhar no Brasil e naturalmente, não surgiu ainda nenhum convite para a ficção nacional. É por isso mesmo que eu decidi postar no meu Facebook a notícia do meu regresso forçado/inesperado e estou esperançada que dentro em breve surgirão convites, apesar de reconhecer que a temporada televisiva já se iniciou e que os escalonamentos para a ficção já foram efetuados. Mas a minha hora há-de chegar. Sou uma atriz respeitada e muito popular no meu país, tenho um currículo de 30 anos de trabalho ininterrupto com alguns dos mais prestigiados atores, encenadores e realizadores nacionais, tenho uma considerável experiência internacional obtida numa das mais poderosas estações de televisão do mundo – a Rede Globo – e por isso estou tranquila e confiante de que em breve estarei de volta ao trabalho. De resto, e para continuar a responder à sua pergunta, mentiria, se não dissesse que gostaria de fazer novela ou outro tipo de ficção no país que me viu nascer…

Certamente que estará informada da guerra pelas audiências no que toca à ficção portuguesa. Na sua opinião, qual é a melhor novela? A ficção da TVI está estagnada e ja não resulta?

Como já disse anteriormente, a ficção portuguesa tem vindo a melhorar consideravelmente e isso observa-se em todos os canais generalistas que operam em Portugal. De resto, preocupo-me sempre mais com a qualidade dos produtos do que com a guerra das audiências e confesso que tenho feito muito zapping, para me manter a par do que está acontecendo, tendo chegado à conclusão de que estão todos de parabéns…

São vários os portugueses que estão a brilhar no Brasil, como Ricardo Pereira, Paulo Rocha e Gonçalo Diniz. Que opinião tem a Maria e o povo brasileiro acerca destes talentos?

O Ricardo já é uma estrela reconhecida no Brasil há vários anos. O Paulo fez um enorme sucesso junto do público feminino brasileiro e por isso foi convidado para fazer a sua segunda novela na Globo. Quanto ao Gonçalo Dinis, confesso que não sabia que ele estava a trabalhar no Brasil, mas tratam-se de três jovens e talentosos atores que merecem seguramente o reconhecimento obtido em terras de Vera Cruz.

Espera, brevemente, poder regressar para o Brasil?

É claro que conto regressar ao Brasil e à Globo. Aliás, se as gravações de «Pé na Cova» tivessem sido previstas para dezembro, por exemplo, eu teria tido tempo de resgatar o meu Visto de Trabalho e estaria aqui agora a falar sobre a minha personagem no seriado, que, diga-se de passagem, era muito versátil e divertida. Aliás, o Miguel Falabella já afirmou publicamente que não me vai substituir e que a minha personagem simplesmente vai deixar de existir, pelo que o futuro a Deus pertence…

  • helen

    assin e que volta o brasil sou portuguesa mas nao acho que portugal tem a mesma audiencia com brasil e mais tambem mais conhecida voce e linda e queria ver voce no brasil fazer novelas linda

/* ]]> */

Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. mais informações

The cookie settings on this website are set to "allow cookies" to give you the best browsing experience possible. If you continue to use this website without changing your cookie settings or you click "Accept" below then you are consenting to this.

Close