A Entrevista

A Entrevista – Joana Metrass

Tem 23 anos é formada pela Escola Superior de Teatro e Cinema e deu nas vistas no passado sábado como Rita em Intriga Fatal, o primeiro de vinte e seis telefilmes da TVI. Este domingo volta aos ecrãs, desta vez como a protagonista Vera Xavier do telefilme A Princesa, inserido no especial Grandes Histórias – Toda a Gente Conta, da RTP. A Televisão chegou à fala com Joana Metrass, em exclusivo, e apresenta agora mais uma edição do períodico A Entrevista. Conheça um pouco melhor esta jovem que quer vingar no mundo da representação e que já começou a dar do que falar.

A Televisão – Quem é a Joana Metrass?

Joana Metrass – A Joana Metrass é uma sonhadora antes de tudo, apaixonada (preciso de me sentir apaixonada por tudo o que faço), determinada, o que tem também o seu lado de teimosia, trabalhadora, muito perfecionista e tantas tantas coisas, demasiadas para dizer aqui, como qualquer um de nós.

A Televisão – Quando é que surgiu a paixão pela representação?

Surgiu algures no liceu, não me lembro exactamente do momento, mas não é a coisa que queria fazer desde pequenina, se bem que a primeira vez que subi a um palco (foi com dança quando era pequena) ficou marcado em mim como um dos melhores momentos da minha vida.

A Televisão – És formada pela Escola Superior de Teatro e Cinema e ainda estudaste em Nova Iorque. Achas importante para um ator a formação?

Acho que existe a escola académica e a escola “da experiência”, acho importante passarmos por ambas. Eu escolhi apostar primeiro na formação académica.

A Televisão – Começaste no cinema, mas estás agora a dar os primeiros passos em televisão. Como surgiu esta oportunidade?

Conheciam o meu trabalho na Plural e convidaram-me para este papel, pelo qual estou extremamente agradecida.

[pullquote_right]Acho que telenovelas é muito bom para os actores criarem resistência.[/pullquote_right]

A Televisão – O que achaste do Telefilme Intriga Fatal? Como foi gravá-lo? E contracenar com atores consagrados como Maria João Bastos ou Albano Jerónimo?

Contracenar com atores como o Albano ou a Maria João Bastos (se bem que com ela só tinha uma cena) foi um enorme privilégio e uma ótima oportunidade para aprender A personagem era um grande desafio, visto não ser o tipo de drogado que estamos habituados a ver. Normalmente vemos os drogados da heroína e a cocaína tem características muito específicas e normalmente quase não se notam, excepto em momentos extremos. Para além disso, ela fazia jogos de personalidade consoante o fim que pretendia atingir e a pessoa com quem estivesse a lidar. Foi um enorme prazer e cresci muito como atriz a fazê-la.

A Televisão – E este outro projeto, agora para a RTP? Como surgiu a oportunidade?

Surgiu da mesma forma que o anterior. Apesar de um ser para a TVI e outro para a RTP ambos são produzidos pela Plural.

A Televisão – O que podem os telespectadores esperar deste “A Princesa”?

[pullquote_left]Eu escolhi não começar pelos Morangos, no sentido em que escolhi começar pela minha formação[/pullquote_left]

“A Princesa” é completamente diferente! Estes telefilmes da RTP têm um cariz de alerta social para certos temas. Durante um mês esse tema é debatido em vários programas da RTP e depois é exibido um telefilme com um exemplo do tema. Quer isto dizer que “A Princesa” tem um contexto muito específico. Esta foi também uma personagem muito interessante de fazer pois trata-se de uma rapariga muito nova que tem duas caras e uma vida dupla. E o resto… espero que vejam! Foi ainda uma oportunidade de crescer e aprender, nomeadamente com o Pepê Rapazote e com a Mafalda Vilhena que fazem de meus pais e com quem foi ótimo trabalhar. Além disso, foi muito bom sentir que estou a fazer um trabalho que pode ajudar as pessoas, alertando pais e jovens para que se consigam evitar situações de risco … mas terão de ver no filme para saberem do que estou a falar.

A Televisão – Achas que depois destes dois projetos as televisões nacionais vão estar atentas ao teu trabalho e, quem sabe, convidarem-te para outros?

Talvez… há um convite em cima da mesa. É só o que posso dizer por enquanto.

A Televisão – Os primeiros passos em televisão estão dados, gostavas de voltar a fazer parte de outro projecto do género?

Claro que sim. Ambas as experiências dos telefilmes foram muito interessantes. Não é nem televisão, como estamos mais habituados (telenovela), mas também não é cinema. Além dos telefilmes já tinha feito algumas participações em televisão, como na série “Maternidade 2” e para a “Rosa Fogo” e também gostei muito, pois foram registos completamente diferentes.[pullquote_left]Acho que a aposta nos telefilmes pode ser muito importante para despertar o público[/pullquote_left]

A Televisão – E telenovelas? São uma ambição tua?

Acho que telenovelas é muito bom para os actores criarem resistência. Ouvi uma vez alguém dizer que é “o ginásio para o músculo que é representar”, e concordo plenamente.

A Televisão – Ou preferes fazer cinema?

Cinema é outra coisa. É como se representar fosse o meu meu grande amor, e dentro disso, o cinema fosse a grande paixão.

A Televisão – E o teatro? Não é uma vontade?

Sim claro. Já fiz algum teatro mas entretanto os projectos que surgiram “chocavam” com outras coisas que estava a fazer e não foi possível continuar, mas tenho um projecto em teatro para 2013. Até lá, vai depender  das oportunidades que surgirem.

A Televisão – Ao contrário do que acontece com muitos dos jovens atores da nossa praça, não começaste pelos “Morangos com Açúcar”. Nunca sentiste vontade de participar na série juvenil?

Eu escolhi não começar pelos Morangos, no sentido em que escolhi começar pela minha formação. A partir do momento que terminei o Conservatório, os projetos e propostas são todos analisados da mesma maneira, ou seja: se surgir uma oportunidade e se for uma personagem que eu considere desafiante, farei. Seja nos Morangos com Açúcar ou noutro qualquer projeto.

A Televisão – Como vês a aposta tanto da RTP como da TVI em Telefilmes? Achas que o futuro está aí e não nas telenovelas?

São formatos completamente diferentes e um não vem substituir o outro. Acho que a aposta nos telefilmes pode ser muito importante para despertar o público, ou seja: se as pessoas se habituarem a ver cinema português em casa, vão passar a ir mais ao cinema ver filmes portugueses e o cinema português precisa de mais público.

A Televisão – Sendo tu atriz, consomes muitos produtos de ficção?

Vou bastante ao cinema. Sempre foi um ritual meu desde muito pequena, influenciada pelo meu pai. Não tenho muito tempo para ver televisão, mas vou sempre tentando estar a par do que está a acontecer, ver uns episódios das coisas que estão no ar. e saber o que é que anda aí que seja bom e que eu possa ver para aprender. Acho que é sempre importante vermos o máximo que conseguirmos para aprender e ter o maior número de referências possível. Acho muito importante, também, para qualquer actor, ir o máximo possível ao teatro.

A Televisão – Estás a dar os teus primeiros passos também na representação. Não tens receio de não ter trabalho?

Claro que sim. Já tive fases sem trabalho praticamente nenhum. Mas medo de não ter trabalho neste momento é algo que me afeta a mim na representação como a outros jovens, em qualquer outra área.

[pullquote_right]Se possível, (quero) ter uma carreira tanto a nível nacional como internacional. [/pullquote_right]

A Televisão – Quais as tuas referências neste mundo?

Qualquer pessoa que lute, todos os dias, por alguma coisa, que não se acomode e continue a acreditar independentemente de tudo.

A Televisão – Quais os teus desejos para o futuro?

A nível de trabalho, são conseguir viver de ser actriz, ter uma carreira com qualidade naquilo que faço, saber sempre renovar-me, continuar a aprender, nomeadamente através de mais formação e, se possível, ter uma carreira tanto a nível nacional como internacional.

  • Biller

    Inteligente

  • Deomar Atelierdebeleza

    joana metrass,ela sempre a princesinha,lutou e lutará sempre,com a sua ousadia e teimosia,pelo que deseja,realmente desde muito pequenina.obrigado joaninha,por seres quem és.beijinhos.deolinda alfeirão.

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