A Entrevista Rubricas

A Entrevista – Helena Laureano

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Depois de muita especulação, já existem certezas: com 45 anos, ela vai regressar ao ecrã da TVI em breve, na nova trama Belmonte. A atriz foge ao assunto mas confirma a sua intenção de regressar ao canal onde se popularizou com a personagem Cecília, da telenovela Ilha dos Amores. Na entrevista concedida ao A Televisão, a atriz fala ainda da sua relação com a SIC e do novo programa de danças da TVI, entre outros assuntos. «Se me convidarem claro que aceito», afirma sem qualquer receio sobre o formato que será apresentado este verão por Cristina Ferreira. A Entrevista de hoje é a Helena Laureano.

A Televisão – Como é que resume a sua estada na SIC durante quase três anos?
Helena Laureano – Estive dois anos certos na SIC. Fui bem tratada. Acarinhada. Trabalhei com pessoas de quem gosto muito. Já tinha passado antes pela SIC e foi bom voltar.

Deu-lhe gozo interpretar a Eduarda de Rosa Fogo?
Muito. Foi uma personagem muito intensa. Muito difícil. É sempre difícil pormo-nos no lugar de alguém que sofre este tipo de abusos. Mas foi um trabalho que adorei fazer.

Tal como disse, voltou a dar vida a uma personagem que sofria de violência doméstica, depois da eterna Cecília de Ilha dos Amores (TVI). É uma realidade que a assusta? Que mensagem pretendeu transmitir aos espectadores?
Assusta-me pensar que existem mulheres vítimas destes abusos a sofrer em silêncio. Em dezembro voltei a fazer uma mulher vítima de violência doméstica no teatro. A mensagem que tento passar é sempre a mesma: as mulheres, ou os homens que também os há, que sofrem este tipo de situações têm que aprender a dizer «basta!». Têm que se valorizar e não permitir serem tratadas desta forma. Ninguém tem o direito de nos maltratar. Seja por que razão for.

A nomeação de Rosa Fogo para um Emmy Internacional soube-lhe a quê?
Soube-me a recompensa. Foi um sentido de trabalho conseguido. O público identificou-se com a história. E é esse o nosso objetivo enquanto atores e atrizes.

Foi bom ter integrado o elenco de uma novela que quase chegou a ser considerada a melhor do ano?
Foi muito bom. Pela história. Pelos colegas. Pela produção. Foi muito gratificante.

Não ficou triste ou desiludida por Gabriela Sobral não ter apostado em si noutro projeto de ficção da SIC, como as novelas Dancin’ Days e Ambição?
Não. Somos muitos profissionais no mercado. Sei que é difícil incluir toda a gente num projeto. E é bom para o público não serem sempre as mesmas caras. Claro que me custa não trabalhar durante algum tempo. Esta é a minha profissão. Vivo disto. Mas tento sempre ver as coisas também da perspetiva de quem está em casa a ver o produto final. Se nos formos revesando vai havendo trabalho para todos.

Como ficou a sua relação com Gabriela Sobral e, consequentemente, com a SIC?
A Gabriela Sobral é uma excelente profissional por quem tenho o maior dos respeitos. Regressei à SIC pela mão dela. Isso para mim significa muito. A nossa relação será sempre acima de tudo de amizade. Com a SIC é uma relação de trabalho, quando tem de ser, e de respeito quando estou afastada. Respeito as pessoas na SIC. Continuam a convidar-me para vários programas e isso mostra que me respeitam também. Adoro a Júlia Pinheiro, por exemplo. Trata-me como ninguém.

Estará, deste modo, o seu regresso à SIC sem vista?
Neste momento o meu regresso à SIC não está nos meus horizontes. Mas espero voltar um dia.

Disse um dia, acerca do fim do seu contrato de exclusividade com a SIC: «Resta-nos ser compreensivos e meter mãos ao trabalho. Não tenho medo de não ser exclusiva.» É fácil, pegando nas suas palavras, «meter mãos ao trabalho»? Foi difícil aceitar esta nova realidade?
A SIC brindou-me com uma coisa nova – um contrato de exclusividade. Nunca tinha tido. Foi uma estabilidade, sem dúvida, mas nunca tive medo de não trabalhar porque felizmente nunca estou muito tempo afastada. Não me assusta ter que procurar. Tenho a vida que escolhi. E não a trocava por nada.

Sente que os portugueses têm saudades de a ver no pequeno ecrã?
Modéstia à parte, sinto! O público sempre foi muito carinhoso comigo. Sou muito abordada na rua e toda a gente me pergunta quando vou regressar.

Esse retorno à televisão pode acontecer na TVI, como muito se tem especulado ultimamente?
Neste momento pode acontecer em qualquer lado…

Mas esteve para participar em Mundo ao Contrário, por exemplo?
Nunca fui contactada para Mundo ao Contrário. Isso foi especulação.

E confirma o interesse da TVI em tê-la numa próxima produção (conforme noticiámos aqui)?
Confirmo acima de tudo o meu interesse em voltar à TVI. Ou a qualquer estação que me queira.

É caso para dizer que o bom filho à casa torna?
Nos próximos dias teremos novidades!

Suponho, portanto, que esteja escalada para um novo projeto do canal. Não quer desvendar?
Não vou falar ainda sobre esse assunto. Tudo a seu tempo.

Foi convidada pela RTP para integrar o elenco da edição de verão de Feitos ao Bife, conforme foi noticiado anteriormente por parte da imprensa?
O meu agente [Ricardo Azedo] foi sondado para saber se estava interessada caso o convite fosse feito. Só isso. Nunca houve nada em concreto.

Mas estava disposta a participar neste tipo de formatos?
Estava disposta, sim. São formatos divertidos. Diferentes.

A TVI deverá estrear dentro de algumas semanas um programa de dança, com apresentação de Cristina Ferreira. Depois de ter participado em Dança Comigo (RTP), era capaz de dar um pé de dança?
Se me convidarem claro que aceito. Gosto de coisas diferentes. Que me divirtam. Que me desafiem. A vida é feita de desafios.

E num Splash! Celebridades ou num Big Brother VIP?
No Big Brother não era capaz. Não me identifico com o formato. No Splash! não sei. Teria que pensar muito. Gosto de desafios, como disse, mas preservo muito a vida! E os saltos são arriscados. Mas gosto do programa.

A criação da página de Facebook, embora não muito atualizada, foi pensada para intensificar a relação com os seus seguidores?
Nunca fui muito ligada a tecnologias. O meu agente é o culpado da existência da página. Não a atualizo muito porque me esqueço. Mas recebo muitas mensagens e é engraçado falar com as pessoas.

Sente-se adorada pelo público novelesco?
Sinto que as pessoas gostam de mim. Não sei se adorada é o termo certo. Sinto que sou acarinhada.

Qual é a sua relação com a imprensa? Assusta-a ou preocupa-a mentiras relativas a si publicadas sobre, por exemplo, consumo de bebidas e outras substâncias?
Na generalidade tenho uma boa relação com a imprensa. Não sou muito dada a produções e entrevistas, ou a marcar presença em eventos. Quem trabalha comigo e me trata da assessoria já sabe que sou difícil nesse campo. Sei que é importante mas a minha postura não é essa. Incomodam-me as mentiras, sim. Há aí uma ou duas revistas no mercado por quem não tenho respeito nenhum. Temos que ter cuidado quando falamos de pessoas. A nossa vida pública mexe com as pessoas que nos são próximas e tem que haver cuidado. Às vezes não há infelizmente. Há revistas que se esquecem que somos iguais a toda a gente, logo temos o direito de viver a vida da mesma maneira daqueles cujas vidas não são públicas. Sem nos apontarem o dedo.

É por isso que é reservada com a imprensa no que concerne à Helena Laureano mais íntima?
É, porque acho que é o meu trabalho que deve ser apreciado ou alvo de críticas. Não a minha vida pessoal. Tenho uma filha que tem de ser preservada. Por isso preservo-me na intimidade.

Acredita no amor para todo o sempre? Apaixona-se facilmente?
Acredito. Gosto de me apaixonar.

Atualmente, está apaixonada?
Esse tema vou deixar apenas para mim.

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