A Entrevista

A Entrevista – Francisco Menezes

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Entre o mundo dos palcos, a televisão e a rádio, o nome ‘Francisco Menezes’ já não passa despercebido pela grande maioria do público. Foi em programas como «Levanta-te e Ri» e «Companhia das Manhãs» que o humorista teve maior visibilidade e, atualmente, dá nas vistas como concorrente de «A Tua Cara Não Me É Estranha 3», aos domingos à noite na TVI. Em entrevista exclusiva ao A Televisão, Francisco Menezes falou sobre os seus momentos mais marcantes na «caixinha mágica», a experiência de apresentar um programa das manhãs, a sensação de brilhar no formato de imitações da TVI, entre outros assuntos importantes da sua carreira. Para ler agora:

A Televisão – Como se descreve o Francisco Menezes: humorista, apresentador, ator ou cantor?

Francisco Menezes – Aquilo que eu sou, nesta altura, e desde há dez anos, é humorista (ou comediante). É o que me tem pago as contas. Já fui cantor, apresentador, ator e estou a dar passos para vir simplesmente ser um performer – alguém que está num palco a fazer tudo o que seja possível para dar o melhor espectáculo.

Qual o momento mais marcante que viveu em televisão?

Costuma-se dizer que não há amor como o primeiro, o que, não sendo verdade no caso da minha carreira, não deixa de ter o seu fundo. Revejo com saudade a inocência e vontade com que escrevi e interpretei os meus programas de TV, que foram na ex-NTV (agora RTP informação). Mas diverti-me muito mais a fazer o «Levanta-te e Ri», na SIC.

O que acha do atual panorama televisivo em Portugal?

Não sou, de todo, pessoa habilitada para falar nisso, porque quase não vejo TV. Não conheço sequer a programação dos canais, o que, por si só, já me parece uma resposta à pergunta.

Na SIC, deixou a sua marca no programa de humor «Levanta-te e Ri». Considera que esta foi uma rampa de lançamento para a sua carreira?

Foi sem dúvida alguma a primeira grande rampa, a que me pôs nalgumas partes do mapa.

Como avalia a experiência de apresentar o «Companhia das Manhãs» com Rita Ferro Rodrigues?

Como uma tremenda aprendizagem, e digo-o no sentido literal. Pode haver coisas que são mais fáceis de fazer do que ver, mas programas do daytime não fazem, definitivamente, parte deste grupo. Conheci pessoas espantosas, fiz grandes amigos e aprendi muitas lições, a mais importante das quais foi nunca mais na vida experimentar algo de parecido.

Durante esta sua fase como apresentador, sentiu a pressão das audiências?

Naturalmente. Uma TV é um negócio como outro qualquer, que vive de receitas de publicidade e de chamadas telefónicas para números de valor acrescentado, e quanto mais pessoas houver a ver um canal, mais estes dois fatores aumentam em volume. Muito simplesmente: mais público, traz mais receitas, pelo que o objetivo único de qualquer programa televisivo (inclusive em canais que vivam de receitas próprias) é ter audiências. Negar isto é desonesto, na mais simpática das hipóteses.

Que balanço faz da sua primeira atuação no palco de «A Tua Cara Não Me É Estranha»?

É difícil. Objetivamente, parece-me que tive uma boa prestação: não há nada que me tenha saído mal, ou pelo menos não da forma que no público alguém notasse. Mas tenho noção que não fui deslumbrante. Para quem tem como profissão estar em palco, no mínimo 45 minutos, pôr aquele que é o nosso talento cá fora em pouco mais de 3 minutos, não é fácil, e não sei sequer se é possível.

Têm surgido alguns comentários no Youtube a pedir que a sua próxima imitação no programa da TVI seja a cantora Anastacia. Acha que se iria sair bem?

Tenho a certeza que sim, pelo menos em termos sonoros. É algo que já fiz e que sei que faço bem. Visualmente, já seria outra conversa. Não é que ela seja muito gira, mas eu iria ser a Anastacia mais grotesca da história das Anastacias grotescas.

Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira já foram seus colegas da concorrência. Como é estar agora lado a lado com esta dupla?

Dizer que eu fiz concorrência a esta dupla é de uma simpatia extrema. Que eu tentei (tentei), mas mesmo que eu fosse muito bom nisso (e obviamente não era o caso), dificilmente conseguiria acompanhar duas caras tão queridas do público de programas generalistas e que, ainda por cima, têm uma capacidade de trabalho incompreensível para mim.

Sente-se preparado para vencer esta terceira edição?

Não sou por natureza uma pessoa competitiva. Maior parte do que faço, desde desportos a trabalho, é para me divertir e sentir bem. Mas tenho brio no que faço em cima de um palco e tento sempre fazê-lo de forma a arrebatar quem me vê. Por outras palavras, sim. Mas também estou preparado para perder, até porque quem decide no final é o público, que apesar disso não é quem mais percebe do assunto. Para não ter grandes atuações é que não estou nada preparado, para as coisas me saírem mal é que nunca estou preparado, e isso, infelizmente, nunca deixará de acontecer.

Que cantor/banda não pretende mesmo nada que lhe calhe na roleta?

Nada que não seja um desafio, que eu percebo que é vago e subjetivo, mas não mais do que o número de artistas que não me dizem rigorosamente nada.

Sem contar com «A Tua Cara Não Me É Estranha», tem recebido convites para regressar à televisão?

Que me interessem, infelizmente, nem por isso.

Além do formato de imitações da TVI, em que projetos está envolvido atualmente?

Vou começar em março a trabalhar num espetáculo novo, a ser encenado por uma grande companhia – Madrilenha, que teve a simpatia de se interessar por este vosso criado.

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Francisco Menezes em Poucas Palavras…

E um momento musical do artista…

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=9x3krQ9TtJw]

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