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A Entrevista – Fernando Rodrigues

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O Fernando é o treinador do novo programa da RTP2 – A Estrela Lá de Casa, que estreou no passado dia 24 de março. Em cada episódio, é convidado um artista do panorama artístico nacional, que apresenta o seu amigo de quatro patas e revela as maiores dificuldades que tem em lidar com ele. Fernando Rodrigues, um dos mais conceituados treinadores de cães em Portugal e proprietário da Escola de Treino A Toca do Thor, dá a cara por este formato e, hoje, apresenta-se aqui aos leitores d’A Televisão. Fique a conhecer o resultado desta entrevista:

[quote]Nós [treinadores de cães] ainda somos vistos com muita desconfiança[/quote]

A Televisão – Quem é o Fernando Rodrigues?

Fernando Rodrigues – É alguém que adora o que faz e que tem a sorte de trabalhar com o que mais adora, os cães. Numa primeira impressão, pode-se ficar com a sensação que é alguém duro e bruto e, talvez em parte, isso possa estar correto. Contudo, tenta sempre ser justo, profissional e o mais verdadeiro possível. O grande amor da sua vida são os seus filhos e são eles que mais lhe fazem brilhar os olhos. Vê nos cães o que mais de puro existe, através do seu amor incondicional que estes animais lhe dão.

Quantos cães tem?

Tenho três cães. A Sif (um Pastor Alemão), a Cocas (Perdigueiro Nacional) e o Óscar (um Rafeiro), que foi resgatado da rua por mim e por um amigo meu.

Quando era mais novo, qual a profissão que sonhava seguir?

Sempre sonhei trabalhar com cavalos, mas com o passar do tempo a paixão pelos cães veio a revelar-se mais forte.

Como é a vida de um treinador de cães?

A vida de um treinador de cães é uma experiência nova todos os dias. Intensa e gratificante. Acaba por ser algo incompreendida, uma vez que em Portugal continua a não ser uma profissão reconhecida. Ainda somos vistos com muita desconfiança por muitos. Mas uma das coisas que me faz querer continuar cada vez mais é que acabamos por ser um farol de salvação para muita gente que procura a nossa ajuda. Trabalhar com cães tem a ver com contacto, instintos e sentimentos por vezes quase selvagens porque, para entendermos um cão, às vezes temos que pensar, agir e sentir como eles.

E como surgiu a sua paixão pelos animais?

O meu pai sempre teve cães e desde muito novo que convivi com eles. O meu avô foi pastor toda a vida e sempre lidou de uma forma muito intensa e pura com estes animais. Com o passar do tempo, aprendi a conhecer, a amar e, principalmente, a respeitar os cães que connosco interagiam. A relação de paixão e apaixonado por estes animais cresce e amadurece todos os dias.

A Estrela Lá de Casa, o seu programa na RTP2, está a correr bem?

Está a ser uma experiência muito intensa, engraçada, diferente e acaba por ser uma descoberta de um mundo que não conhecia.

[quote]Entrar em casa das pessoas através da TV era algo que ambicionava[/quote]

Ambicionava ter este programa de televisão?

Ver a minha relação com estes animais entrar em casa das pessoas através da televisão, de certa forma, era algo que ambicionava, porque se nos sentimos bem a fazer algo, porque não partilhar esse sentimento com outras pessoas? Além disso, acaba também por ser um meio de tentar sensibilizar e ensinar muitas pessoas na forma como devem lidar e compreender o animal que é o cão.

E como surgiu o convite para este formato?

Há cerca de um ano, treinei o cão da actriz Ana Guiomar, o Bart, e o feedback foi muito positivo. Quando o projeto foi criado e pensado, o meu nome surgiu para, de alguma forma, conduzir este programa. Foram feitos alguns testes e as coisas começaram a ganhar alguma forma e aqui estou eu! Espero corresponder à aposta e à confiança que a agência Glam e a Pedigree depositaram em mim.

Qual o feedback que tem recebido?

Para já, tem sido bastante positivo. Quem me conhece, sabe que estando a fazer algo que envolve cães, estou feliz. Claro que existem sempre críticas, criticas essas que têm sido no sentido de ajudar a melhorar o que já foi feito até ao momento. Na sua grande maioria, as pessoas desejam que o programa fosse mais longo e ficam como que com água na boca pela curta duração do programa.

É fácil trabalhar em frentes às câmaras?

Confesso que essa tem sido a parte mais complicada. Quando estou a trabalhar com os cães no meu dia-a-dia, estou no meu espaço, sem ter qualquer tipo de atenção ou preocupação com aquilo que estou a fazer ou a dizer. Segundo quem tem visto o programa, ainda estou algo “preso de movimentos” e não tenho conseguido relaxar com a presença desses objetos. Quando estou a conversar com os convidados ou a falar para a câmara, ainda é um pouco complicado e não me sinto completamente à vontade. Mas com a ajuda que tenho tido da excelente equipa  que me tem acompanhado desde o primeiro momento, tudo se torna mais fácil e confortável.

E é fácil trabalhar com cães? Conte-nos algumas das suas maiores aventuras.

O facto de adorar o que faço, facilita bastante o trabalho que tenho com estes animais, não encarando o que faço com eles como trabalho, mas sim o desempenhar de uma actividade onde me sinto bem e à vontade. Como disse anteriormente, trabalhar com estes animais é uma descoberta constante e diária. Todos os dias acontece algo de novo e aprendo muito mais com eles do que eles comigo. Existem momentos que me vão ficar marcados para o resto da vida, desde o conseguir que crianças percam o medo dos cães (a minha filha incluída), o transformar por completo a relação de pessoas com os seus animais, salvar a vida a animais (para os quais já não havia esperança), entre outros. É preciso acreditar naquilo que defendemos e gostamos e é isso que eu tento fazer todos os dias. Já existiram situações bastante intensas, não só com os cães, mas por vezes também com os donos que, de vez em quando, nos levam ao desespero. A dentada de um cão é algo que está sempre presente nesta actividade e de vez em quando lá acontece alguma situação menos boa. Ver o brilho nos olhos de um dono que nos procurou já em fase de desespero e ver que esse brilho está a ser provocado por aquilo que acabamos de fazer com um destes animais, só por isso já é gratificante e me faz sorrir no fim do dia.

[quote]Neste mundo, vê-se um pouco de tudo[/quote]

Costuma ver O Encantador de Cães? Qual a sua opinião face a este programa?

Vejo com alguma frequência. Agora, talvez mais do que via, desde que o programa começou, no sentido de ver com mais atenção (visto que é um programa semelhante). Na minha opinião, é um programa do qual podemos tirar muitas ilações positivas dos relacionamentos das pessoas com estes cães. Nesse programa, demonstra-se quase sempre que a origem do problema está nos donos e não nos cães. Apesar de, em algumas situações talvez, tivesse uma abordagem diferente do César Millan, é um programa que está muito bem conseguido, mas com uma dimensão bastante diferente daquilo que queremos fazer.

Diga-nos um (ou mais) truques para ser um treinador de sucesso.

Acreditar naquilo que se faz, ter paixão pelos cães, querer sempre aprender mais, sensibilidade, persistência, coragem e, por vezes, uma boa dose de loucura acabam por ser alguns dos ingredientes fundamentais para se conseguir desempenhar esta função.

Qual a situação mais caricata que já lhe aconteceu com um cão?

Já foram muitas. Neste mundo, vê-se um pouco de tudo – coisas boas e menos boas. Ainda vai sendo comum vermos cães como verdadeiros ditadores e aterrorizarem por completo a vida dos donos. Já trabalhei com um cão de grande porte que literalmente mandava numa casa e em toda a gente que lá vivia. Sendo comum, por exemplo, ele estar sentado no sofá a olhar para a TV e a família sentada, longe. Se ele chegasse primeiro ao quarto dos donos, estes tinham que dormir na sala porque eles não os deixava aproximar da cama. Infelizmente, situações como esta ainda são comuns.

  • kool

    Pensava que era o pai da fanny -..-

    • colgate

      Este Fernando Rodrigues não é nenhum retardado como esse tal pai da fanny, que só quer fama

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