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A Entrevista – Duarte Gomes

destaque Duarte Gomes

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O convidado desta semana n’A Entrevista d’A Televisão tem 27 anos e quase dez de carreira. Começou como sendo uma das caras principais do segmento infantil da RTP2 Zig Zag, seguindo posteriormente para a TVI, onde integrou o elenco de Morangos com Açúcar, Flor do Mar e Destino Imortal. Chama-se Duarte Gomes e conta-lhe tudo sobre o que pode esperar de Os Nossos Dias, a trama que a RTP estreará no horário do pós-almoço, em setembro. «O produto é muito bom e vai oferecer ao público algo que não tem neste horário: projetos novos», afirmou o jovem ator.

A Televisão – Em 2004, formou-se no Chapitô. Sempre sonhou em ser ator?
Duarte Gomes – Nem sempre, mas muito cedo se tornou o principal objetivo, até porque ingressei na Escola Profissional de Artes e Ofícios do Espectáculo aos 15 anos. Mas a minha primeira resposta à típica pergunta «O que queres ser quando fores grande?» foi que queria ser piloto de aviação comercial.

Onde queria chegar quando decidiu perseguir este caminho?
Sempre fui um apaixonado pelo teatro e pelo cinema, muito pela minha infância. Sem saberem, os meus pais estavam a despertar-me esse gosto sempre que me levavam a salas de espetáculo. E, na altura, esses eram os meus únicos objetivos profissionais, mas a curiosidade levou-me a experimentar outras vertentes de representação, e ganhei outras paixões. Felizmente vou conseguindo fazer de tudo e agora seja em teatro, cinema, televisão, dobragens ou locuções, o importante é o projeto.

É difícil vingar nesta profissão? Porquê?
Nenhuma profissão é fácil e esta não é diferente. É uma profissão de altos e baixos, é uma profissão que mexe demasiado com os sentimentos e isso torna-me muito perigoso para quem não está preparado.

Popularizou-se junto do público jovem no magazine Zig Zag (RTP2). O que aprendeu com esta experiência?
Qualquer experiência enriquece-nos e os anos que passei ligado ao público jovem com a RTP foram ótimos para mim. Foi-me dada a oportunidade de ser voz ativa nos projetos, tendo a possibilidade de ir para «fora de pé», ou seja, de arriscar, e o saldo não poderia ter sido mais positivo.

Mais tarde, partiu para a TVI onde pôde ser visto em vários projetos. Agradece à TVI e à Plural por terem apostado em si ou foi tudo mérito próprio?
A melhor maneira de agradecer é com trabalho e dedicação, e é isso que sempre faço. Esta troca é a chave de sucesso.

Depois de uma curta pausa, regressou ao quarto canal para a série O Bairro, que passou a filme. Gostou do resultado final?
Esta série tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um dos projetos que mais me deu gozo fazer, desde o processo inicial, de preparação, até ao final. Foi tudo maravilhoso, foi uma aposta forte da TVI e da Plural, e o resultado final, na minha opinião, é excelente! Foi criada uma linguagem própria muito interessante e quem já foi ver o filme vê isso e identifica-se com aquela realidade. E tenho a certeza que ficam com muita vontade de ver a série.

Como foi participar e gravar este filme ao lado de nomes tão sonantes deste meio?
Como disse, este projeto foi maravilhoso, por tudo. E a partilha, a troca de conhecimentos com todos os atores, realizadores, equipa técnica, não foi só ótima para mim, mas como foi uma das peças fulcrais para o resultado que foi obtido.

Que diferenças o Duarte encontrou no método de trabalho, comparando-os com os projetos televisivos?
Tudo começou com o processo de preparação, onde tivemos aulas de luta cénica, manuseamento de armas, condução defensiva, etc., onde não só estávamos a ultrapassar barreiras num campo que desconhecíamos, como sem dar por isso já nos estávamos relacionar como um gang. E isso notou-se logo quando chegámos aos ensaios de construção de personagem, onde muita coisa já tinha sido ultrapassada, já conhecíamos os tempos do outro, as reações, tudo. Foi como se tivéssemos passado diretamente do nível um para o cinco. Depois, tudo o resto nesta série também foi diferente: a linguagem, os tempos, os processos. Tudo foi diferente comparando, por exemplo, com uma novela.

Espera poder regressar em breve ao mundo cinematográfico?
Com certeza.

Vai integrar o elenco principal da novela da RTP1 Os Nossos Dias. Foi com surpresa que recebeu o convite?
Estou bastante entusiasmado com este projeto, é um projeto que alia a ficção à actualidade o que o torna bastante interessante.

Esta nova trama da RTP conta uma história atual?
O enredo vive à volta de pessoas atuais com problemas atuais. Crise, desemprego, emigração, dificuldades de acesso à saúde, chegada à reforma, empreendedorismo e corrupção são uns dos muitos temas abordados. A forma como estes temas estão a ser abordados está a ser na minha opinião muito bem conseguida e esta aposta da RTP tem tudo para ser bem aceite pelo público.

Que personagem interpreta e que segredos «esconde»?
Chama-se David e é um rapaz apaixonado pela coisas simples da vida, que tem a honestidade como uma das suas principais qualidades, tem um bom coração e custa-lhe provocar o sofrimento dos outros. É frontal, vivaz e romântico. E tem um sonho, sonho esse que não tem graça revelar já.

O elenco tem nomes fortes e conhecidos como Amélia Videira, Orlando Costa e Joaquim Nicolau. Como é trabalhar com eles? Transmitem-lhe ensinamentos úteis e importantes?
É muito bom trabalhar com eles, não só com eles, como com todo o elenco que é ótimo. A partilha de conhecimentos tem sido uma constante, todos temos algo a dar ao outro.

Acredita na aceitação do público a este produto, que será transmitido num horário pouco usual para histórias novas, o do pós-almoço?
Acredito mesmo! O produto é muito bom e vai oferecer ao público algo que não tem neste horário: projetos novos. É um horário com público e que é pouco explorado. Sinto que vai ser uma aposta ganha, sem dúvida.

Para além de Os Nossos Dias, tem mais algum projeto para breve?
O tempo disponível não é muito, mas para além de Os Nossos Dias, dou voz ao Gabriel em Kaijudo, uma série de animação que estreará em breve.

Se a falta de convites for constante no futuro, pondera mudar de vida e, quem sabe, emigrar?
E porque não emigrar trabalhando nesta área? Sabendo que nunca irei deixar o meu país por tempo indefinido, porque gosto muito de viver e trabalhar cá, um dos meus muitos objetivos passa por trabalhar em outros países. Não tenho qualquer pressa para que isso aconteça, mas sei que irá acontecer.

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