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A Entrevista – Cláudio Ramos

destaqueCláudio Ramos

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Um ano depois, voltou a aceitar o convite d’A Televisão e, na conversa que se pode ler em seguida, fala da sua prestação no programa da SIC terminado há um mês, Splash! Celebridades, bem como da sua constante presença em Querida Júlia. Não quer falar dos convites da concorrência, mas garante que o seu maior desejo era «apresentar o programa da manhã». Está n’A Entrevista e chama-se… Cláudio Ramos.

A Televisão – Boa noite, Cláudio. Já consegue usufruir de uma ida à praia com a sua filha sem a preocupação acrescida de um mergulho no mar (risos)?
Cláudio Ramos – Já consigo! Na prática, apesar de saber nadar no mar, não o farei. Não acho que seja tranquilo e muito menos com a minha filha. A piscina é mais seguro!

Esse era um dos seus principais objetivos quando aceitou participar no Splash! Celebridades?
Não era um objetivo, era um desafio participar. O aprender a nadar veio depois como conteúdo do programa e, claro, como mais valia para mim.

Foi a Júlia [Pinheiro] quem o convidou para ser um dos concorrentes da primeira temporada?
Sim, foi um convite da Júlia.

E aceitou de imediato, mesmo sabendo dos perigos iminentes e da morte que ocorreu numa das edições estrangeiras?
Expliquei as minhas condições e a Júlia e toda a produção deixaram claro que a segurança não estava posta em causa. Aceitei logo.

Ainda se lembra como correu o seu primeiro treino no Splash!?
Lembro-me. Com muitos nervos, mas num sentido de equipa forte. Foi uma bela experiência…

Alguma vez lhe passou pela cabeça a ideia de desistir antes do salto?
Nunca! Eu não sou pessoa de desistir. Depois de aceitar é para ir até ao fim. Se os outros o fizeram, porque não o faria eu?

Pensou ser possível passar à próxima eliminatória ou estava garantidamente «fora de jogo»?
Depois de ver os meus colegas sabia que dificilmente passaria à fase seguinte, mas isso não me aborreceu nada. Era o que faltava… Um jogo é um jogo. E eu encarei o Splash! como uma coisa gira e engraçada que me aconteceu. Não encarei o Splash! com o espírito de competição.

O que é que o público lhe foi dizendo no decorrer desta recente experiência?
Só recebi mimos e elogios… E isso é muito bom. (sorri)

Ficou contente pela sua prestação? Voltaria a dar o «sim» à SIC?
Estou muito satisfeito. E darei o «sim» a todas as coisas que a SIC me proponha e que eu considere que se identifiquem comigo. Aqui para nós, nem me importava nada que me convidassem para mais coisas, que eu sou versátil!

Cláudio garante: «Nunca ultrapassei o limite»

Acumulou durante algum tempo os treinos do Splash! com a apresentação do segmento Jornal Rosa no programa Querida Júlia. Tanto tempo depois, ainda faz sentido a existência deste espaço?
Faz todo o sentido. Se olhar à sua volta não há nada do género em Portugal. E o que houve, era mal feito, copiado e sem «alma». Se olhar para o que se faz no mundo, estes conteúdos são interessantes do ponto de vista comercial – as pessoas gostam, não compromete o programa e chamam espectadores à antena. O Jornal Rosa tem um conteúdo «embrulhado» de forma pioneira, não se limita a olhar para revistas e ir a estúdio debitar. É feito de muitas coisas… O importante nestes espaços é que tenham a capacidade de se reinventar, como fizemos ao conseguir uma entrevista exclusiva com Sara Norte, desvendar a verdade sobre a polémico namoro de Marisa Cruz e as idas a Paris para visitar [José] Sócrates e a Madrid para dar as boas festas à família real… Enfim, fazer do espaço um magazine, cheio de diferença.

Que balanço faz do seu percurso e do de Jornal Rosa?
Em Portugal não há carreiras. O meu percurso tem sido feito à medida dos convites que me aparecem e que tenho que conciliar com o trabalho anterior, para que o caminho tenha coerência. Estou muito satisfeito com ele, até porque estou em antena há dez anos seguidos renovando a confiança em várias direções da estação. Isso é importante! O Jornal Rosa, nos três anos que tem, nota uma constante evolução e isso para mim é o que conta. Muitas vezes até mais que os números, ainda que quando se olha para os gráficos, se nota o que disse há bocado, que chama espectadores à antena curiosos deste tipo de informação e divertimento.

Alguma vez ultrapassou o limite numa das suas abordagens enquanto comentador?
Nunca! Eu sou crescido, sei muito bem o que faço e o Jornal Rosa não é a tertúlia cor-de-rosa. É preciso vê-lo com atenção para perceber isso. Eu sei o que faço e como faço, e o que faço é com critério, autoridade e conhecimento de causa. Não faço por fazer!

Por que razão é que se recusa a ser intitulado de crítico social?
Porque não sou! Porque sou um comunicador, e para isso basta olhar para o meu currículo. Eu não gosto de rótulos, e o Jornal Rosa não é um espaço de crítica social, como não o são as crónicas que escrevo. A crítica social é uma crónica que se limitaria a falar da vida social de gente. E quando se vê e lê o que faço, sabe-se que vai muito além disso… Basta ver, neste momento, por exemplo, que acabei de lançar um livro, que estou a fazer as sextas-feiras mágicas [variante de Querida Júlia exibido durante todo o dia, às sextas-feiras, na SIC] como repórter, que estou com uma rubrica no Canal Q sobre sexo… Nada disso tem a ver com crítica social.

Ainda sente um determinado preconceito pelo público pela sua atividade profissional?
Não sinto, nem nunca senti. Eu gosto muito do que faço, não sou nada do género de pessoas que faz apenas porque tem que fazer.

E porque é que o jet set português é incompreendido pelo povo?
Será? Ou o «povo» não sabe o que é jet set? Vamos ver se de uma vez por todas as pessoas percebem que aquilo que interessa são os famosos que fazem histórias. Sejam eles ricos, pobres ou mais ou menos.

Voltou a ser abordado pela concorrência depois dos tão badalados contactos que tanto preencheram a imprensa?
Não vou falar sobre isso, porque estou na SIC e porque tenho uma relação boa com a estação.

Se o convidassem para integrar o leque de residentes do programa terminado há um mês Big Brother VIP, voltava a aceitar?
Não, não faz sentido. Fui numa primeira vez porque fazia sentido. Hoje não preciso do dinheiro nem do mediatismo que aquilo dá. Porque dinheiro não dá nem um quinto do que me deu a mim.

Há um ano, afirmou n’A Entrevista d’A Televisão: “Já pedi à Júlia Pinheiro tantas coisas. A Júlia sabe muito bem o que eu quero fazer”. Já surgiu a oportunidade de avançar para outros projetos?
Sim, a Júlia está atenta. Sabe os trunfos que tem e as pessoas que tem à sua volta a trabalhar. Por isso me colocou como seu repórter nas sextas-feiras mágicas, por isso me dá voto de confiança e sei que vão surgir outras oportunidades, mas tenho que saber também que a estação não é apenas feita de Cláudio Ramos… Há muita gente e é preciso que todos estejam em antena.

O que gostaria realmente de fazer na SIC?
Apresentar o programa da manhã, nunca o escondi. Sou talhado para este público, sou a cara do day time. Nunca escondi isso. Gosto do contacto com o publico, gosto da interacção na rua.

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