A Entrevista

A Entrevista – César Matoso

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Sem qualquer medo, ele enfrentou uma das provas mais temidas do Cante Se Puder – o «Capacete do Terror». Tem 21 anos, reside no Algarve, o fado é uma das suas maiores paixões e já marcou presença em diversos programas de televisão. Para os mais curiosos, o nosso convidado d’A Entrevista desta semana conta como é a experiência de participar no formato de domingo à noite da SIC. «Não é de todo um programa para cantar ou para cantores», afirmou ao nosso site. Quem? O César Matoso! Vai poder vê-lo hoje na SIC, mas antes saiba como correu esta aventura…

Quem é o César Matoso? Apresente-se ao A Televisão.

Sou um rapaz sonhador e muito trabalhador. Tenho 21 anos, moro no Algarve, mais precisamente na aldeia de Alte, e faço da música (fado) a minha vida.

E como surge essa paixão pelo mundo da música?

A paixão surgiu desde muito pequeno e ocupou desde logo um papel fundamental na minha vida. Procurei sempre cantar nos tempos livres, e todas as minhas brincadeiras passavam pelas artes de palco.

Exato. Além de cantar, também sei que costuma apresentar alguns festivais no Algarve. Entre estas duas áreas, qual é a que o move mais?

A apresentação é apenas um complemento ao meu trabalho. Gosto muito, estudei Teatro e o contacto com o público é algo que me fascina, mas a minha grande paixão é a música.

Mas imagina-se a apresentar um programa de televisão?

Sim, muitas vezes e desde sempre. Quando era pequeno, lembro-me de fazer programas em frente ao espelho e, até certa altura, pensava ir para comunicação social.

A pergunta da praxe: o que é o fado para si?

O fado foi uma surpresa na minha vida. Surgiu um convite para um concurso de fado amador e, quando dei por mim, estava a estrear um projeto musical a solo. E pronto, hoje é a minha vida, a minha profissão e algo pela qual tenho um respeito e uma admiração enorme. Fado é a alma, o choro e o sorriso deste país à beira-mar plantado chamado Portugal.

Já participou em diversos programas de televisão, sendo que aquele que ganhou maior destaque foi no Canta Comigo, apresentado por Rita Pereira em 2011. Como se sentiu quando soube que era um dos selecionados?

Fiquei bastante contente, pois era algo que ambicionava e foi o primeiro programa de televisão que concorri. Bem, os concorrentes eram às centenas. Tinha a ideia que seria difícil, pois só havia lugar para seis. E ficar nos escolhidos foi algo muito bom, pois veio mudar o rumo da minha vida.

No entanto, não conseguiu chegar à grande final do programa. Na altura, foi frustrante para si?

Não fiquei frustrado, fiquei triste. Mas superei tudo isso com o carinho do público, pois sei que tinha muita gente comigo.

Recebeu duras críticas de Luís Jardim, que recentemente foi jurado de A Tua Cara Não Me É Estranha. Aceitou os seus comentários ou não concordou totalmente com as suas palavras?

Aceitei, mas não concordei de todo, pois foi quase tudo dito sem fundamento. Fui acusado pelo Luís Jardim de ter feito as escolhas erradas para cantar, quando fui obrigado a cantar temas impostos pela produção do programa. Mas ele não tinha esse nem outros conhecimentos do que estava a fazer e a dizer.

Lembro-me que, no final do programa, o músico fez-lhe um pedido de desculpas.

Sim, gostei da atitude final, quando realmente cantei o que gosto e me foi feito um pedido de desculpas, assim como uma reavaliação mais positiva do meu desempenho.

Imagem: TV Mais | César Matoso enfrenta o «Capacete do Terror»

Já falaram depois do programa?

Sim, já tivemos oportunidade de falar e fiz questão de lhe oferecer o meu primeiro trabalho discográfico, sem qualquer ressentimento.

Este domingo, 18 de agosto, vamos voltar a vê-lo na televisão. Como surgiu a ideia de participar no Cante Se Puder (SIC)?

Vi a publicidade na televisão e inscrevi-me de imediato. Gosto bastante de programas com desafios, do género Fear Factor, e de programas de música. Então, este formato era perfeito para mim: tinha os dois ingredientes e, além disso, já era fã do original Killer Karaoke.

E que balanço faz da sua participação no programa? Conte-nos como correu a experiência.

O balanço é positivo. Foi bastante engraçado, uma ótima experiência. Não é de todo um programa para cantar ou para cantores, é um programa para gente destemida e pessoas divertidas. Fui muito bem recebido por toda a equipa e acabou por ser uma tarde bem passada.

Portanto, experiência positiva.

Gostei bastante. A convivência com os outros concorrentes foi muito boa, estávamos todos unidos e empenhados em fazer um bom programa. A televisão é um espetáculo de magia, quase nada é o que parece.

A prova que o César realizou («Capacete do Terror») é considerada uma das mais complicadas do formato, pois envolve cantar e levar com bicharada em cima. Qual a sensação de passar por isto?

É péssimo, muito desconfortável. Eles pegaram na minha pior fobia, que é ter seja o que for no cabelo ou na cabeça. Foram minutos de terror. Acho que de todas as provas, a que me calhou era a que mais temia.

Existe então alguma prova que não seria capaz de concretizar?

Não, faria qualquer uma desde que não colocasse a minha vida em perigo, o que não acontece no programa.

A música que levou até ao programa é a conhecida «Assim Você Mata o Papai». Com os obstáculos a que foi submetido, não se esqueceu da letra? 

Acho que aldrabei um pouco a letra, mas não sei bem. Enfim, estava tão nervoso que nem sei dizer bem o que fiz. Só cantava «Ai, ai, ai, ai, ai, ai».

Teve a oportunidade de conhecer os anfitriões: Andreia Rodrigues e César Mourão. Para si, os dois fazem uma boa dupla?

Sim, tivemos a oportunidade de estar algum tempo juntos. Eles são muito cúmplices fora e dentro do palco. E isso faz a diferença, são uma boa dupla, definitivamente.

Gostava de fazer carreira em televisão?

Eu gostava essencialmente de fazer carreira na música, mas, tal como disse no início da entrevista, já fiz alguns trabalhos como ator e apresentador. E obviamente gostava imenso que isso também passasse pela televisão.

A SIC está agora a fazer castings para um concurso de talentos musicais, o Factor X. Está a ponderar participar?

Hum… Sou muito  supersticioso. Falaremos mais tarde sobre isso, mas é uma hipótese sim…

César Matoso conta-lhe como é a experiência de participar no Cante Se Puder:

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