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A Entrevista – Ângelo Rodrigues

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Na entrevista desta semana, Ângelo Rodrigues revela que Rosa Fogo (SIC) exigiu um «esforço tremedo» da sua parte. O ator, que foi protagonista desta novela em 2012, encontra-se agora nas gravações de Ambição, uma trama como assinatura de Pedro Lopes. «Sinto que é mais um pequeno grande desafio na minha ainda curta carreira», afirmou ao A Televisão. Uma conversa a não perder, já de seguida…

A Televisão – O Ângelo é ator (e integra agora a nova novela da SIC – Ambição), mas também tem uma carreira no mundo da música. Qual a área de maior destaque na sua vida?

Ângelo Rodrigues – São duas áreas distintas, mas que em mim vivem em simbiose. Se por um lado consigo camuflar-me através das personagens que interpreto, por outro tenho uma necessidade quase visceral de me exprimir através da música.

Qual o momento mais marcante que já viveu em televisão?

O momento em que soube que a novela Rosa Fogo foi nomeada para um Emmy, no ano passado.

Foi o protagonista dessa novela, na qual deu vida a Estêvão Amorim. Como correu a experiência?

No campo profissional, foi avassaladora. Foi uma personagem que exigiu de mim um esforço tremendo para não me deixar sucumbir pela carga horária. Tinha a responsabilidade acrescida por ser um papel com maior destaque, mas consegui ultrapassar o peso da responsabilidade.

Gostava de voltar a ser protagonista?

É bom ter um papel com destaque numa novela. É sinal que os responsáveis pelo projeto apostam em mim e nas minhas capacidades. No entanto, tudo depende se a personagem é desafiadora. Sendo ou não protagonista, o importante é sentir-me estimulado pelas personagens.

Em Ambição, vai interpretar um jovem homossexual, de seu nome Simão Teles de Aragão. Está satisfeito com o papel que lhe foi confiado?

Sim, sinto que é mais um pequeno grande desafio na minha ainda curta carreira. Acima de tudo, uma ótima oportunidade para me desconstruir. As aulas de História de Arte, na licenciatura que estou a fazer na Escola Superior de Teatro e Cinema, têm-me ajudado a abrir os horizontes que preciso para a personagem, que se move no âmbito da arte.

E que resultados está a conseguir com essas aulas?

Estou agora mais atento a comportamentos e começo a questionar a forma como sinto as coisas. No fundo, estou a redescobrir a minha sensibilidade.

Como reagiu quando recebeu o convite para este papel?

Fico sempre receoso quando recebo um novo papel. Penso sempre que não sou capaz. Mas, à medida que vou avançando com a composição da personagem, vou perdendo algumas dessas inseguranças.

O que nos pode adiantar acerca deste novo desafio na SIC?

É uma história contemporânea que não está preocupada em fantasiar a realidade. Conta com um elenco fantástico e tem todos os ingredientes para ser líder de audiências.

É um sonho para si fazer novelas no Brasil, tal como aconteceu com Ricardo Pereira ou Paulo Rocha?

É um dos objetivos que tenho, mas não vou viver a minha vida com essa pressão. Vou deixar que as coisas aconteçam com naturalidade.

Tem recebido convites para projetos em outros canais?

Houve algumas aproximações, mas nada de concreto.

Falemos agora de música. O Angel-O é um alter-ego do Ângelo, correto?

Sim, pode dizer-se que é um alter-ego que explora o meu lado mais lascivo e crítico.

A sua experiência como cantor está a correr como previa?

Está a ser desafiante. Levar a minha visão da música às pessoas não é fácil, mas é um estímulo para mim. E o balanço tem sido francamente positivo.

Para quando um novo álbum?

Já tenho músicas novas que retratam estados de espírito pelos quais passei neste último ano. Aos poucos, vou começar a conceber o próximo álbum, que será definitivamente mais intimista.

E um novo videoclip?

Tenho algumas propostas de single, porém ainda não está decidido qual vai avançar.

Tem uma namorada (Iva Domingues) crítica do seu trabalho?

Sim. É um tipo de crítica que é benéfica para o meu trabalho. Há coisas que só as pessoas mais próximas têm coragem de dizer. Cabe-me a mim ouvir, tirar ilações e melhorar.

Que tipos de cuidados tem hoje com o seu corpo?

Nada de extraordinário. Usar um bom creme hidratante, uma alimentação regrada e fazer exercício físico com regularidade no Clube VII.

As miúdas deixam-no em paz ou chateiam-no muito?

São sempre simpáticas nas abordagens, portanto não tenho razão de queixa.

Recentemente, esteve no Brasil. Qual foi a finalidade desta viagem?

Estava escalado para fazer a série Copa Hotel no canal cabo da Globo (GNT) mas, por impossibilidade de agenda (ensaios e gravações da novela Ambição), não me foi possível levar avante este projeto.

Confira o visual de Ângelo Rodrigues para Ambição :

Imagem: SIC
  • lolipop

    Gostei da entrevista. e sinceramente acho que ele só protagonizou Rosa Fogo devido aos músculos e abdominais que ele tem! (que deixam as miúdas loucas numa de arranjar audiências) é o mesmo do David Carreira na TVI

  • simao soares

    “É uma história contemporânea que não está preocupada em fantasiar a realidade”
    Curioso. Para quando um retrato sem o menor tipo de estereótipos? Para quando escrever um papel de uma personagem homossexual (neste caso masculina) que não esteja ligada às artes, que seja confiante e tenha uma imagem (estereotipada) masculina?
    Há que começar a mudar mentalidades.
    Não se pedem beijos, mas realismo. São pessoas que são homossexuais e não homossexuais que, por acaso, são pessoas.
    Apesar disto, acho o Ângelo um bom actor apesar de discordar da relevância que foi dada na sua novela. Mas tem muito potencial.

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