RTP

“Sexta às 9” arranca com entrevista exclusiva a Duarte Lima

Sexta-feira, dia 10, às 9 da noite. Uma nova fase na informação se inicia. Sandra Felgueiras é o rosto principal, numa equipa da qual fazem parte ainda os jornalistas Patrícia Lucas, Margarida Neves de Sousa, Filipe Pinto e Pedro Benevides. Na estreia, o destaque principal será no caso Feteira, com a primeira entrevista ao protagonista Duarte Lima. A Televisão esteve presente na festa de apresentação à imprensa e conta agora alguns pormenores sobre o que vai poder ver ao longo dos próximos meses às sextas-feiras, logo após o Telejornal.

“É mais uma iniciativa da direcção de informação num projecto que se irá prolongar ao longo deste ano e que nos vai levar a novas perspetivas da informação”, anuncia Luís Marinho, diretor-geral da televisão pública.

[pullquote_left] desafio que eu coloquei à equipa foi criar um programa semanal que pudesse acrescentar à nossa oferta investigação e que pudesse trazer notícias para a antena”[/pullquote_left]A ideia começou a tomar forma nas cabeças da direcção de Informação “algures a meio do ano passado”, mas Nuno Santos considerou que “não estava suficientemente maduro” para avançar. Todavia, depois de polida, a ideia avançou e chega já amanhã aos ecrãs da RTP. A situação que se vive atualmente na nossa televisão “ajudou”: “Nós estamos numa fase muito industrial do jornalismo, por produção em larga escala e, lançar projetos que saiam dessa norma não só é uma das funções do serviço público de televisão, como sendo uma empreitada de algum risco, eu achei que nós tínhamos alguma obrigação de o fazer.”, defende Nuno Santos, acrescentando: “Achamos que nos fazia falta um programa que, na sua abordagem sistemática, nos distinguisse destes géneros (30 Minutos, Linha da Frente, Prós e Contras, Grande Entrevista), não que nós não os pratiquemos com alguma frequência, mas o desafio que eu coloquei à equipa foi criar um programa semanal que pudesse acrescentar à nossa oferta investigação e que pudesse trazer notícias para a antena”.

Sem ter uma estrutura fixa, Sexta à Noite terá a duração de cerca de quarenta minutos e foi desenhado com “três histórias mais uma”. Em direto, Sandra Felgueiras, que acumula a apresentação com a reportagem, mostrará temas de relevância, com novas descobertas, novos ângulos de abordagem em cada trabalho. Haverá espaço para reportagem, convidados, quando o tema assim o exigir, e ainda diretos. Nos instantes finais, haverá uma crónica, com uma linguagem televisiva diferente sobre o tema que mais foi falado ao longo da semana e que estará a cargo do jornalista Pedro Benevides.

Nesta primeira emissão, são já conhecidos dois dos principais temas. Sandra Felgueiras foi até ao Brasil reconstituir o caso Duarte Lima e mostra ainda uma entrevista exclusiva com este protagonista, que quebra o silêncio, pela primeira vez: “Vamos ter desde o início desse processo a versão e as explicações de Duarte Lima sobre o caso Feteira, isto é, é um testemunho exclusivo que nós vamos mostrar na sexta-feira e é a primeira vez que ele conta a sua versão da história.”, explica Nuno Santos. Haverá ainda um outro caso muito atual. O jornalista Filipe Pinto mergulhou “no universo dos Hacckers e perceber que pessoas são aquelas e que de forma conseguem ter vida social”, anuncia ainda o diretor de Informação.

Com casos tão polémicos, não é de estranhar que existam problemas num futuro. A propósito desse tema Nuno Santos é perentório: “Ter como objectivo fazer um programa em que o objectivo de investigação é a base, levanta esta reflexão: ‘isto pode-nos levantar problemas?’ Claro que sim, agora nós partimos para o trabalho sem medo, mas com responsabilidade, com a responsabilidade da nossa actividade enquanto jornalistas e com a responsabilidade de também sermos uma estação pública. Isso significa que nós temos um conjunto de deveres e responsabilidades para com os cidadãos que serão sempre observadas no nosso trabalho. Acho que podemos cometer alguns erros pelo caminho, isso faz parte de todos os processos, mas partimos sem tabus, não há aqui nenhum tema que esteja obrigatoriamente dentro ou obrigatoriamente fora.”

Quanto a números, o responsável garante que “não queremos fazer isto para um nicho de espectadores, queremos chegar a muitas pessoas, queremos tocá-las e mexer com elas”

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