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RTP1 adia a estreia de «360º» pela sexta vez

360º RTP1

O novo formato de informação da estação pública, «360º», tem vindo a ser consecutivamente adiado. Primeiro foram os cenários, agora a produção: o formato de João Adelino Faria continua a não sair da gaveta. E não tem data para estrear.

Com estreia prevista para amanhã, o novo formato diário de análise da atualidade da RTP1 já não vai estrear, como prometido. «360º» voltou a ser retirado de grelha e a autopromoção, que corria há cerca de uma semana, foi suspensa. Esta é a sexta vez, entre apresentações à imprensa e datas de estreia marcadas, que a estreia é adiada. E se numa primeira fase foi explicado que existiam problemas com os cenários, agora as justificações para o novo adiamento recaem sobre «motivos de produção».

Esta decisão de adiar novamente o arranque, conhecida desde sexta- feira, «tem criado algum mal- estar». adianta o Diário de Notícia. O agendamento da estreia de «360º» para amanhã era já a terceira data adiantada: a primeira marcação apontava para 22 de outubro, tendo sido adiada para o início de novembro. Na ocasião, o motivo apresentado estava relacionado com os cenários: «Houve algumas indecisões relativamente à natureza do cenário, se mais real, se mais virtual, e a decisão levou a um atraso», diz uma das fontes ao referido jornal. Uma outra fonte acrescenta que houve «questões técnicas», porque se trata de um programa muito interativo, «sendo necessário ensaiar bem todos os pormenores». Na verdade, os «cenários estão prontos desde finais de outubro», garante outra fonte. Uma delas especifica até que «o segundo adiamento até acabou por ser benéfico porque permitiu aumentar os ensaios» no set.

Ao terceiro adiamento, as justificações multiplicam- se e vão desde «motivos de produção» até «decisão de grelha à última hora». Um dos elementos da redação da estação pública contou que o formato está «pronto a entrar no ar» e «pode vir a arrancar em nova data», avançando com a possibilidade de «360º» chegar à antena pública «no final deste mês ou no início do próximo». O objetivo é o de «conciliar a estreia numa estratégia entre as direções de Programas e de Informação».

Este formato, que complementaria um «Telejornal» de duração reduzida nos dias úteis (de 45 minuto), pretendia dissecar a principal matéria de cada dia. Há um mês, o diretor de Informação da RTP justificava esta opção no horário nobre como uma intenção de, por um lado, «contar as notícias do dia de forma mais clara, procurando o essencial e deixando o acessório, e, por outro lado, introduzir na grelha um novo programa, o “360º”, que acrescenta valor à nossa oferta informativa». Na mesma altura, João Adelino Faria antecipou à Notícias TV que o novo programa seria «uma análise a 360 graus da notícia principal do dia», acrescentando que «Vamos explicar às pessoas o que é que a mesma implica nas suas vidas. Isso significa uma peça detalhada sobre a notícia, o grafismo». Na entrevista que deu, o pivô distinguia o novo conteúdo da estação pública do original do canal norte-americano do cabo (o homónimo do conteúdo noticioso conduzido por Anderson Cooper, na cadeia internacional noticiosa norte-americana CNN): «Apesar do nome [ser o mesmo], não vamos copiar. […] A direção achou engraçado utilizar o «360º», que é um número forte, para o nome de um programa de informação», adiantou. E concluiu: «O original da CNN não tem esta estrutura estanque: peça- estatística-convidado. O Anderson Cooper faz muitos exteriores, reportagens, às vezes tem oito convidados! Nós não vamos por aí.».

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