RTP

Índia e Moçambique em destaque no «Príncipes do Nada» de amanhã (veja as fotos)

É já amanhã que vai para o ar a nona emissão do programa apresentado por Catarina Furtada. E, nesta emissão há uma viagem até ao interior do segundo estado  estado mais populoso da Índia, Maharashtra, para acompanhar o trabalho desenvolvido pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) nas áreas rurais. A discriminação das mulheres neste país continua a ser chocante. Os censos de 2011 revelam um aumento da prática de feticídio feminino. A este nível, o desenvolvimento tecnológico, que permite saber o sexo do bebé durante a gravidez, tem favorecido a escolha sexual: calcula-se que todos os anos um milhão de fetos do sexo feminino sejam vítimas de aborto seletivo. Em parceria com as associações locais, o trabalho do UNFPA no terreno passa pela promoção familiar, pelo investimento no acesso a cuidados de saúde e pelo combate à pressão social sobre a mulher. O envolvimento masculino é determinante para a mudança de comportamentos. A organização não-governamental Nari Samata Manch está a mobilizar homens de todas as gerações e são já muitos os sinais de viragem de mentalidades na vida dos casais.

Catarina Furtado e a equipa seguem para Moçambique e rendemo-nos ao encanto e dedicação da Dona Nilsa, uma portuguesa que vive há 44 anos em Chimoio. Com uma fé inabalável, acredita que a educação em geral e a educação das meninas em particular é a estratégia mais eficaz para o desenvolvimento das sociedades. Esta tem sido a sua grande causa. Acolhe meninas desprovidas de meio familiar adequado e sem acesso à escola na sua pequena casa. Ajuda nos estudos, dá carinho, comida e orientação para um futuro de autonomia e sucesso. Envolveu a comunidade local na construção de uma escolinha comunitária, por onde passam centenas de crianças para aprenderem a ler e a escrever. Conhecida por muitos como a Menina Nilsa, por nunca ter casado nem ter filhos, esta portuguesa está agora empenhada na construção de um lar para os idosos abandonados de Moçambique. É nesta luta incessante de meios e condições para melhorar um pouco da vida dos mais desfavorecidos que a nossa Dona Nilsa encontrou a sua forma de ser feliz.

Veja já algumas imagens:

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