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Documentário ‹‹Lusitânia Expresso›› exibido dia 12 de novembro, na RTP1

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No dia em que se assinalam os 20 anos do massacre no cemitério de Santa Cruz em Díli, a RTP1 emite o documentário da autoria de Francisco Manso sobre a viagem do Lusitânia Expresso, que representou o movimento internacional de apoio a causa timorense.

Na sequência do massacre de 12 de novembro de 1991 ocorrido no cemitério de Santa Cruz, em Díli, estudantes de vários países do mundo realizaram uma arriscada viagem marítima que ficou conhecida por missão “Paz em Timor”.

A missão, uma iniciativa da equipa da revista “Fórum Estudante”, liderada por Rui Marques, foi levada a cabo no ferryboat “Lusitânia Expresso”, que transportava habitualmente veículos. Um navio com muitas limitações, sem quilha, iria fazer uma enorme viagem até à Austrália. Partindo de Lisboa com 15 tripulantes a bordo, chegando a Darwin a oito de março de 1992, de onde parte no dia seguinte, em direção a Díli, com cerca de 120 passageiros a bordo, a maioria estudantes, de vinte e três países.

O objetivo declarado desta viagem era depor uma coroa de flores no cemitério de Santa Cruz, em memória do massacre aí ocorrido um ano antes. Mas o objetivo principal era, obviamente, denunciar ao mundo a violência que estava a ser cometida pelo Indonésia em Timor Leste.

Para além dos jovens estudantes, seguiam a bordo jornalistas, homens de rádio e de televisão, políticos e outras figuras públicas. Entre eles um ex-Presidente da República de Portugal, o General Ramalho Eanes. Uma missão de paz num cenário de guerra, pois que o “Lusitânia Expresso” era sobrevoado por aviões e helicópteros e cercado por navios de guerra indonésios.

Já próximo do limite do mar territorial de Timor Leste, o comando indonésio ameaçou afundar o “Lusitânia Expresso”, caso este persistisse na vontade de entrar em águas territoriais de Timor. Estavam pois impedidos de chegar a Díli.

À vista das montanhas de Timor Leste, e por impossibilidade de continuar, numa breve e sentida cerimónia, em vários idiomas, foram lançadas à água as flores que se destinavam a serem colocadas no cemitério de Santa Cruz.

A viagem atribulada do “Lusitânia Expresso” ficou como um marco na história da luta pela libertação e pela independência de Timor Leste, que se concretizou dez anos depois, em 2002.

Os timorenses não esquecem a viagem do “Lusitânia Expresso”.

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