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“The Oprah Winfrey Show” termina em Maio

Oprah

Como o TVUniverso já havia noticiado, Oprah Winfrey decidiu terminar o programa que comanda há já 25 anos para se dedicar ao canal que criou recentemente – OWN (Oprah Winfrey Network). A apresentadora coloca assim um ponto final no seu The Oprah Winfrey Show que estava no topo das audiências e que é um dos programas mais internacionalizados da televisão americana, passando em 145 países.

Uma das mulheres mais influentes do mundo vai, assim, dedicar-se à produção de conteúdos para o OWN procurando melhorar as audiências do mesmo.

Importa referir que a data do último The Oprah Winfrey Show está marcada para dia 25 de Maio, sendo que não está definida a data em que será exibido no nosso país.

  • antónio santos kaweto

    Ex.ª Sr.ª
    Oprah Winfrey
    Os meus Melhores e respeitos cumprimentos.

    Citando o artigo 65 – Habitação e Urbanismo, capitulo III da Constituição da República Portuguesa. “1. Todos têm Direito”, para si e para sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e privacidade familiar.
    2. Para assegurar o direito a habitação, incumbe ao Estado.
    b) Programar e executar uma política de habitação inserida em planos de Ordenamento Geral do Território e apoiada em planos de urbanização que garantam a existência de uma rede adequada de transporte e equipamento social.
    c) Promover, em relação com as regiões autónomas e com as Autarquias locais, a Construção de Habitação Económicas e Sociais.
    Exma. Oprah Winfrey, isto vem a propósito de que o signatário, António dos Santos Kaweto, cidadão Angolano de 49 anos de idade, de epiderme-castanho, africano, residente em Portugal há mais de 15 anos, ex trabalhador da Construção Civil e Obras Públicas, (Trabalhador temporário, por conta de outrem, até 20 de Dezembro de 2008, altura que pela 1º vez passa a tutela da Segurança Social), há 24 meses a sobreviver com uns míseros, (335.40) trezentos e trinta e cinco euros e quarenta cêntimos, do Subsídio Social de Desemprego.

    Vivo com Maria Salvador Silvestre, esposa, desemprega, num espaço de 06 metros de comprimento, por 02 metros de largura, sem quarto de banho interno (wc) e sem cozinha, onde dormimos, temos os nossos poucos haveres, tais como: um televisor, roupas penduradas na parede em plásticos que, mesmo assim ganham bolor e cheiro a mofo, nesta época do inverno, sem aquecimento e com baixas temperaturas chegamos a ter os corpos as paredes e roupas molhadas, e com constantes cortes de energia-electrica, durante o dia e noite, devido a subcarga de electrodomésticos dos moradores e um quadro com fraco amperes.
    Partilhamos os quartos de banhos (wc), que ficam situados nos exterior dos pequenos espaços, “vulgo”, anexos, à 10-12 metros, que percorremos, durante á noite, quer faça chuva ou não, com outros mais de 20 moradores, com doenças crónicas, como sida, tuberculose e outras que desconhecemos, assim como traficantes e ex-reclusos. Bati no fundo.
    Os bancos não concedem Empréstimos para aluguer nem compra de casa a Emigrantes Africanos a trabalhar sem dois fiadores portugueses e muito menos a desempregados, Será que a cultura do preto iletrado, ladrão, traficante de droga e nos casos positivos trabalha nas (obras), homens e mulheres na (limpezas), sem alma, não têm direito a uma habitação?
    Porém, continuamos indignados e perplexos quando numa reunião relativa a pedido de habitação camarária. Dia 02 de Novembro de 2009 (Quarta-feira), pelas 12:00 horas a fim de formalizar o pedido de habitação, na Divisão de Habitação, sita na Rua Dr. Álvaro de Vasconcelos nº 6, disseram-nos não há casas…comprem, aluguem…ou vão para vossa terra. (Tratam-nos assim, um pais que diz ser o melhor a colher os emigrantes-africanos!). Vivem em Angola, cerca de 700 mil portugueses. Número que contrasta com os 30 mil angolanos, a residir em Portugal, como Estrangeiros Residente sem Acordos Internacional e em extrema pobreza camuflada e envergonhada.
    Exma. Oprah Winfrey, durante os meus mais de (15), quinze anos em Portugal e particularmente neste Conselho de Sintra, nunca vivi tal situação. Sempre trabalhei e vivi dos meus parcos rendimentos financeiros. Como um trabalhador-temporário, por contra de outrem e sem formação profissional e habilitações compatíveis, como somos maioritariamente e provenientes da África, o nosso destino tem sido uma escravatura-moderna em pleno Sec.XXI.
    Com esta crise-financeira que tem afectado a Europa, Portugal não ficou imune fomos atirados, (eu e a mulher) ao desemprego de longa duração, como trabalhadores descartáveis. Novos para a reforma e velhos para o mercado de trabalho, ficamos sem recursos para podermos levar uma vida condigna. Temos os filhos, uns em Angola e outro cá sem a nossa companhia e o nosso apoio financeiro.
    Eu e a esposa não cruzamos os braços, como o mercado de trabalho europeu, é bastante exigente e competitivo, estamos a fazer uma formação profissional de dupla-certificação, comigo para Técnico de Gestão Ambiental e a mulher para a área de Técnica Administrativa.
    Não terminamos a formação e a idade já começa a ser um obstáculo, a prioridade, mesmo para estágios é dado aos jovens dos 18 aos 35 anos de idade. Que fazer?
    Hoje, chego a ter vergonha de falar para os meus filhos, que só um pai a sobreviver na Europa-portugal com uma bolsa de 209.00 euros mensais. A pagar uma renda de 200 euros mensais, um passe-social de transporte-público de 65.04 euros mensais, alimentação, gáz-butano e outros bens de primeira necessidade. Passamos fome, passo a expressão: Gugu. Só Deus sabe, onde eu e mulher vamos buscar forças, para ir a formação, aguentar seis horas de estudos e absorver a matéria. Vamos terminar, é o nosso objectivo, nem que as pernas venham a fraquejar, queremos deixar de ser comuns dos mortais.
    Nós, eu e a mulher, como somos telespectador do Programa da Oprah Winfrey, no Canal Português da SIC-Noticias. Interrogamo-nos muitas vezes: Quando vamos ter ajuda para uma casa? Quando vamos tomar o chá, com os nossos filhos na mesma mesa?
    Completarei “Meio-século” de idade (50), já em 10 de Junho do corrente ano. Para o regresso a vida activa, como é nosso desejo, não vemos luz ao fundo do túnel, o mercado de trabalho europeu e português, da prioridade a jovens licenciados que também alguns vivem o mesmo drama que nós.
    O regresso a terra natal, de pois do termino do curso seria uma mais-valia. Mais onde habitar se não tenho uma “bayuca” (casa), por onde cair morto? A vergonha da pobreza extrema em que me encontro a viver o regressar ao pais, com uma mão afrente e outra atrás, tem sido de noites de grandes pesadelos. Acredite! Exma. Sr.ª.Oprah Winfrey.

    Logo, se algo de contrário não existir, já que vivo na Europa-portugal, venho mui respeitosamente solicitar a V/Excia Sra. Oprah Winfrey, a atenção sempre prestimosa no sentido de tornar meu sonho realidade,”TER UMA CASA PRÓPRIA”. Na minha idade é raro sonhar, já vivo o futuro mais tenho fé. E sei que a fé move montanhas. E, o Sra. Oprah Winfrey vai tornar este meu sonho possível, o de o signatário ter uma casa, e minha família unida. Perdi a vergonha e o machismo. Próprio do Homem africano.
    Uma formação na área Pastoral-Envagelica, seria bem-vinda, já que tem despontado em mim uma força inabalável de pregar o evangelho e conduzir os meus irmãos, a não cruzarem os braços.
    Certo de que V/Excia; dará a maior atenção e o devido encaminhamento, ao meu grito de desespero, receba os meus melhores cumprimentos e cordiais saudações laborais.

    Portugal-algueirão, 07 de Abril de 2011

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