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TDT arrancou hoje em 29 localidades de Portugal

A primeira fase da implantação da televisão digital terrestre (TDT) arrancou hoje em Portugal.

Cerca de 29 localidades (Alcochete, Almada Alpiarça, Amadora, Barreiro, Benavente, Chaves, Coimbra, Entroncamento, Évora, Faro, Funchal, Gaia, Golegã, Lisboa, Mangualde, Matosinhos, Moita, Montijo, Oeiras, Olhão, Palmela, Ponta Delgada, Porto, Salvaterra de Magos, Seixal, Sintra, Torres Novas e Viana do Castelo), podem a partir de agora aceder a uma nova forma de receber TV.

De forma simples, pode-se dizer que a TDT é uma melhoria do actual sinal televisivo transmitido por ondas hertzianas, pelas tradicionais antenas. As vantagens de se passar do sinal analógico para o digital são sobretudo a melhoria da qualidade da imagem, do som e de novas funcionalidades, como a possibilidade de gravar programas, aceder à grelha de programação de cada canal e a cobertura chegar onde o cabo ou a IPTV não chegam por questões técnicas, a não ser via satélite. A desvantagem é apenas uma: o custo da caixa descodificadora, que cada televisor não adaptado terá que ter.

Quem for cliente de uma das operadoras de cabo, satélite, internet ou IPTV (Zon, Meo, Cabovisão, Clix SmarTV…) não vai ser afectado por esta mudança. Aliás, quem tiver um televisor preparado para o sinal digital, mas for assinante do cabo, por exemplo, se desligar este último consegue ver os canais por TDT.

Quem não for cliente de uma das distribuidoras televisivas (cerca de metade da população) vai ter mesmo de se adaptar se quiser continuar a ver os quatro canais generalistas (mais um canal em alta-definição que transmite conteúdos fornecidos pelos generalistas; e nas regiões autónomas: a RTP Madeira e Açores). E isso faz-se verificando se a antena do prédio ou da moradia recebe o sinal digital (o que deverá acontecer na maioria dos casos), e comprar um descodificador se o televisor não for compatível com a nova tecnologia (a grande maioria dos aparelhos televisivos que existem nas casas portuguesas vão mesmo necessitar de um descodificador). E aí, terá de haver um investimento por parte de cada pessoa, já que um aparelho destes vai ter preços que podem variar entre os 50 e os 150 euros, sendo que a Portugal Telecom (PT) vai financiar a aquisição destas boxes (caixas) a famílias de baixos rendimentos, a pessoas com necessidades especiais e a instituições particulares de solidariedade social. As lojas da PT vão vender os descodificadores, a título excepcional, nesta fase de arranque, passando posteriormente a serem vendidos nas lojas habituais.

As caixas descodificadoras obedecem a algumas características essenciais para receber o sinal digital. Caso o interessado se encontre numa zona coberta pela TDT, deverá começar por verificar qual o estado dos materiais que utiliza e os aparelhos de recepção para o serviço analógico. Depois é verificar se a recepção analógica terrestre dispõe de uma antena de recepção UHF, que suporte pelo menos a banda V e não possua filtros e/ou amplificadores afinados para outros canais RF (que poderão inibir recepção TDT), e respectiva cablagem até ao televisor. Se assim for, apenas será necessário adquirir o descodificador TDT MPEG-4/H.264. Ainda assim, alguns televisores mais recentes, sobretudo os LCD de última geração, já possuem sintonizadores DVB-T. Estes aparelhos só são compatíveis com a TDT em Portugal se estiverem de acordo com a norma de descodificação MPEG-4/H.264. No caso do televisor incorporar o DVB-T com MPEG-4/H.264, então não é necessário qualquer tipo de caixa descodificadora.

Uma das mais-valias da TDT em relação à restante oferta televisiva é a criação de um quinto canal generalista. É certo que se o concurso tivesse prosseguido, o novo canal nunca arrancaria em menos de um ano. Mas o projecto foi suspenso por a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) não aceitar nenhuma das duas candidaturas à licença (Zon e Telecinco). Por seu lado, o Governo não revelou ainda se vai lançar novo concurso. “Na Europa, praticamente todos os países ofereceram novos canais, muitos deles em exclusivo, como incentivo para as pessoas comprarem os descodificadores”, explicou Sérgio Denicoli, investigador da Universidade do Minho, especialista em televisão digital, considerando a nossa oferta como “pobre”.

A implantação da TDT será feita em oito fases, devendo a cobertura total ser alcançada em 2010. O chamado apagão analógico (switch-off) só ocorre em Abril de 2012, o que significa que durante mais de um ano os sinais vão estar em simultâneo, o que permite aos espectadores decidirem se querem este tipo de transmissão.

Esclarece as tuas dúvidas relativamente à TDT em: http://tdt.telecom.pt

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