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Sete meses depois do apagão analógico, a TDT continua com falhas

TDT

Depois do apagão do sinal analógico, as falhas de sinal da Televisão Terrestre Digital (TDT) continuam.

Segundo relatos feitos por ouvintes da Rádio SIM e citados pelo SOL, há quem à hora do Telejornal opte por ir para o carro ouvir as notícias ou quem se encontre a fazer «uma cura de desintoxicação» do vício de ver televisão.

Num programa que convida os ouvintes a partilhar a sua opinião, foram muitos os relatos chegados à rádio de problemas na receção de sinal digital, sendo que os mesmos não ficaram resolvidos com novas televisões ou descodificadores. «A minha televisão parece um quadro com a tinta fresca a escorrer», refere uma ouvinte. «À noite fico sem conseguir ver nada. A imagem pára e não percebo nada do que estou a ouvir», relata outro ouvinte.

Dina Isabel, diretor da rádio do grupo Renascença disse à referida publicação ter «a noção que há pessoas que deixaram de televisão.»

Durante esta semana, um estudo feito por um investigador da Universidade do Minho revela que quem beneficiou com a passagem do sinal analógico para digital foram os operadores de televisão paga, sobretudo o Meo, empresa pertencente à PT, que por sua vez é responsável pela instalação e gestão da rede de TDT.

Este estudo feito por Sérgio Denicoli, leva-o a concluir que existem «forte indícios» de favorecimento, relembrando que desde o início do processo de passagem para TDT houve 715 mil novos assinantes do Meo.

De acordo com o investigador: «foi feita para não funcionar, para apresentar falhas, para oferecer poucos canais e serviços interativos limitados, de forma a incentivar a migração da população para serviços de TV por subscrição».

Já a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) ameaça processar o investigador, ao considerar que estas conclusões são de «natureza injuriosa, caluniosa e difamatória»,  referindo ainda que tem «sempre atuado de acordo com o princípio da imparcialidade e da transparência».

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