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Patrão da SP Televisão faz balanço dos cinco anos da produtora

António Parente, de 61 anos, fundou ao lado de Nicolau Breyner a NBP (atual Plural), a primeira produtora de novelas em Portugal. Em 2007, adquiriu a SP Filmes, a empresa que deu original à SP Televisão, produtora de novelas da SIC e de séries da RTP. Agora, o patrão da SP Televisão faz um balanço dos últimos cinco anos da empresa.

«Quando comecei sabia que ia ser difícil. Tinha deixado a NBP bem estruturada, no seu melhor, e começar uma produtora quando a ficção era dominada por essa empresa era um desafio muito grande. De qualquer forma, a linha que traçámos no início foi fazer a diferença pela qualidade.», começou por dizer à Correio TV, acreditando que a SP Televisão marca a diferença, pois «Quer nas séries quer nas novelas introduzimos um modelo de qualidade diferente do que existia. Hoje, a ficção feita na SP, para além de ser líder, é distinta na qualidade.». Se o arranque foi difícil, António Parente confessa que «Esteve dentro do que estava previsto. Sabíamos que íamos ter um caminho árduo a percorrer mas também que as pessoas que aceitaram o desafio de sair da NBP para começar a SP eram determinadas a fazer diferente e melhor.».

Se há mercado para mais uma grande produtora de ficção (além da SP Televisão e da Plural), «Em constância? Não. Só faz sentido existir uma produtora se tiver a possibilidade de fazer trabalho contínuo. Neste momento, não há trabalho suficiente que o justifique.», disse António Parente. Daqui a 10 anos, o patrão da SP Televisão «Gostava de trabalhar até ao último dia da minha vida. Vejo-me a fazer mais novelas, mais séries, a ter uma empresa melhor, com mais qualidade e, sobretudo, ajudar a desenvolver esta actividade.», concluiu.