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O estereótipo português em novela da Globo

Estreia amanhã, no horário das 18, “Negócio da China”, no Brasil. Esta novela da Globo conta com um núcleo português e o actor Ricardo Pereira fará parte do triângulo amoroso principal da história. A imagem que vai ser exibida dos portugueses é demasiado cliché: o dono de uma padaria, chefe de uma família barulhenta, e uma senhora vinda de uma aldeia serão a imagem portuguesa.

A novela, escrita por Miguel Falabella, ainda não tem data de estreia na SIC. Mas uma coisa é certa: a ideia que a maioria dos brasileiros tem dos portugueses é a de um padeiro Manuel, com bigode, casado com uma Maria. Este estereótipo foi o mote para a criação do núcleo português da novela.

Segundo escreve o jornal “Diário de Notícias”, «Os brasileiros vão ver o português emigrado e dono de uma padaria (Joaquim Monchique, com bigode), que não se chama Manuel, mas tem o nome de “Belarmino”. Este é casado com “Carminda” (Carla Andrino), que “vive aos berros dentro de casa” […]. Curiosamente, a padaria dos portugueses situa-se num bairro chamado Parque das Nações, localizado num subúrbio… O oposto do verdadeiro Parque das Nações, em Lisboa, que é moderno e luxuoso. Mesmo a capital portuguesa, onde foram feitas gravações, é retratada como antiquada. Sobre os filhos de “Belarmino” e “Carminda” afirmou-se: “Os filhos “Celeste” e “Tozé” são brasileiros, mas convivem com o conservadorismo e as tradições de Lisboa.”».

«Além desta visão de um Portugal de outros tempos, Maria Vieira interpreta “Aurora”, uma senhora vestida de preto vinda de uma aldeia do interior, que emigra para o Brasil, como se fazia há várias décadas. Mesmo Ricardo Pereira, que interpreta um jovem “João”, não escapa a esta visão. “João” sai de Portugal “para tentar uma vida melhor, num lugar que ofereça boas oportunidades de trabalho. Esse lugar é o Brasil, mais especificamente o Rio de Janeiro” […]. Na telenovela de Miguel Falabella, os portugueses vão ser vistos como ruidosos: “”Aurora” vai viver com os “Moreira” (família de “Belarmino”), o que tornará a casa portuguesa ainda mais barulhenta e agitada.”».

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