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Nuno Santos fala da SIC

O actual Director de Programas da SIC, que começou a exercer funções em Janeiro deste ano, confessa que o convite aos colaboradores da SIC, por parte de Pinto Balsemão, a aderirem a um programa de “rescisões amigáveis”, se deve pois objectivo da “reestruturação” é tornar o canal “mais forte”. Nuno Santos acredita que não perderá as suas estrelas, que “Podia Acabar o Mundo” vai vingar nas audiências e que ganhará pontos com a grelha de Natal.

Leia, na íntegra, a entrevista do portal SapoFama a Nuno Santos:

A SIC está a tentar reduzir custos. Há alguma coisa que lhe tenha sido pedida?
Todas as empresas de comunicação estão em retenção, é uma consequência da situação económica. Mas eu sinto-me confortável com o orçamento para o próximo ano. Temos condições para fazer o nosso trabalho, dentro de um contexto que é de atenção e contenção.

Esta situação da rescisão de contratos na SIC afecta toda a Impresa…
Eu sou director de Programas e, portanto, não é a mim que me compete dar conta publicamente dessa questão. Posso dizer apenas que a SIC entrou numa fase de reestruturação, que tem como objectivo torná-la mais forte e isso acho que é o mais importante para todos.

Tem receio de vir a perder algumas das suas estrelas?
Não. Por princípio não tenho medo de coisa nenhuma e depois o tempo mostrará o que está aqui verdadeiramente em causa.

Acredita que a SIC vai recuperar?
Eu nunca entrei num projecto em que a competição fosse fácil. Em 1992, quando a SIC começou, pensava-se como seria possível atingir o gigante RTP. Em 2001, contavam-se pelos dedos das mãos as pessoas que achavam que havia em Portugal matéria para manter um canal de informação 24 horas por dia. Em 2002, quando eu cheguei À RTP, não havia ninguém que acreditasse ser capaz de recuperar o Titanic que era a RTP. Quando cheguei à SIC no início deste ano, a estação vivia uma situação difícil…é a história da minha vida.

Que balanço que faz das audiências da telenovela “Podia acabar o mundo”?
Ao fim de 34 episódios faço um balanço muito positivo. Temos uma média de 700 mil espectadores por dia num território onde a SIC não estava e onde há um player instalado e com trabalho feito.
O que é fundamental do nosso lado é assumir que queremos ter ficção em português e, a partir desse momento, entrarmos no combate, tendo a noção de que o caminho faz-se caminhando.

Estava à espera de que pudesse demorar tanto tempo a conquistar os telespectadores?
Eu trabalho em televisão há tempo suficiente para saber que determinados combates são longos e é preciso paciência, persistência, sangue-frio e também monitorização para percebermos onde é que estamos a ir de encontro às pessoas, e ainda precisamos de trabalhar na continuidade. Se me dissesse que um jogo de futebol importante teve uma fraca audiência ficaria surpreendido. Se estivermos a falar deste tipo de produto, onde há uma opção de novela continuada, acho que é preciso dar passos seguros. Tenho lido nas últimas semanas perguntas feitas aos actores sobre se estão arrependidos, e não é por acaso que todos respondem que não.

Têm esse espaço de manobra por parte da administração da SIC?
Sim. A SIC no passado teve vários momentos em que entrou e saiu da produção. É preciso ter resistência e sangue-frio.

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